Armas climáticas II
A Arma Climática
12 de setembro de 2002
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Por que nos trigais?
Porque não há nenhum ser humano nos trigais altos, muito menos à noite. E se essas micro-ondas pulsadas são suficientemente potentes para matar um pássaro ou um ouriço, o mesmo se daria com um ser humano. Então, essas experiências, com que objetivo? Para matar um dia homens fazendo o E.T. levar a culpa?
Vocês conhecem o provérbio chinês: "Quando um homem mostra a Lua, o sábio olha o astro e o imbecil olha o dedo". Durante vinte anos a maioria das pessoas se perguntou "por que essas formas" e apenas alguns se perguntaram como elas poderiam ser feitas. O conjunto de Mandelbrot, o rosto no trigal e mais recentemente a cara do E.T., tudo isso é sem importância. O que é importante é o que está por trás e convenhamos que é algo.
Quando alguém tiver determinado a frequência da onda portadora, a da modulação, que agem de maneira ótima sobre os nós dos trigais, o que acontecerá? No limite, poder-se-á até vender detectores sintonizados nesse tipo de frequência. Então os militares anglo-americanos correrão o risco de prosseguir "essas interessantes experiências"? Caso a acompanhar.
Volto ao tema deste dossiê após essa digressão. Uma "arma meteorológica" é concebível? Durante muito tempo fiquei, eu também, cético. Mas, desde os últimos tempos, desde esse contato com o projeto HAARP e seus desdobramentos, reconsiderei a questão.
Muito recentemente um ouvinte de rádio lembrava esse caso de "misteriosas formações luminosas" observadas na Noruega (e isso não é de ontem), fenômenos que haviam mobilizado um exército de ufólogos munidos de aparelhos fotográficos e câmeras. Ora, sabe-se que o projeto Haarp tem ramificações... nesse país. Será que as peças do quebra-cabeça não começam pouco a pouco a se encaixar? Comecemos por uma digressão a respeito do inverno nuclear. A Terra recebe em sua face iluminada um quilowatt e meio de energia (solar) por metro quadrado. É enorme. Quando se estende isso a regiões cobrindo centenas de quilômetros de lado, chega-se, ao longo de horas, de dias, a quantidades de energia acumuladas extraordinárias. Essa energia cria os fenômenos meteorológicos terrestres. Ela cria os ventos, as ascensões. Graças a estas, o ar poluído e cheio de germes que se situa perto do solo é levado em altitude e esterilizado pelos UV. Vocês sabem bem que "o ar é mais sadio, em alta montanha". Era até para lá que se enviavam os tuberculosos, antigamente. Essa mesma energia solar provoca a evaporação da água, e todo o ciclo que se segue, com o mesmo fenômeno de esterilização. É claro, há fenômenos violentos, tempestades, ciclones, trombas. A essa simples energia térmica correspondente à captação pelo ar da energia solar se misturam a ligada à evaporação e à condensação da água (o "calor latente de vaporização" que alimenta os ciclones tropicais em energia). Não vou fazer aqui um curso de meteorologia. Mas vamos fazer o inverso. Façamos explodir alguns milhares de ogivas nucleares no hemisfério norte (o que teria ocorrido em caso de conflagração entre Leste e Oeste, antes do colapso da URSS). Arremesso para a alta atmosfera de um bilhão de toneladas de poeira com diâmetro médio de um mícron. Tudo isso foi calculado, estudado no início dos anos 80 por meu amigo Vladimir Alexandrov, que perdeu a vida em Madri por ter revelado o que não se queria que um povo vão soubesse: os perigos do que ele chamou de inverno nuclear e que levou dez anos para chegar aos ouvidos do público.
Na época tentei alertar as pessoas. Os meios de comunicação fizeram ouvidos moucos (exceto, para quem se lembra: L'Humanité!). Tolice, visão curta, surdez do mundo jornalístico. Ninguém se preocupou com o assassinato desse homem corajoso, na capital espanhola, onde foi sequestrado em plena rua diante de prostitutas que testemunharam. Um trabalho sem falhas. Hoje Alexandrov deve repousar num pilar de cimento, em algum lugar da capital. Na época era um caso "quente". Um membro dos serviços secretos (segundo Gonzalez Matta, então colaborador da Actuel, ex-dos serviços secretos espanhóis, trabalhando para a revista) foi assassinado por sua vez num estacionamento da cidade por ter querido investigar de perto demais esse desaparecimento. "Não se aproximem disso, nos dissera Matta, isso morde muito forte". Em seguida a revista Scientific American publicou um artigo tranquilizador e o mundo científico unânime concordou que Alexandrov havia dramatizado e que, no máximo, tratar-se-ia de um "outono nuclear". É uma nova digressão mas, desculpem-me, as lembranças sobem como bolhas do fundo de um vaso. Na época eu havia visitado Stenchikov, colaborador de Alexandrov, em Moscou. Ele prosseguira esses trabalhos e confirmara os valores que ambos haviam encontrado dois anos antes, por exemplo uma queda de temperatura média de 25°, uma ocultação da luz por um fator 400 (a luz da lua cheia ao meio-dia). Escrevi aos americanos enviando-lhes as últimas publicações de Stenchikov. Estes me responderam... que ignoravam a existência desses trabalhos. Bobagem. Cientistas foram pagos pelos militares para "desdramatizar" esse problema do inverno nuclear. Não será nem a primeira, nem a última vez que cientistas dão a mão à soldadesca para desviar a atenção das pessoas de um assunto cujos meandros o grande público deve continuar a ignorar. De passagem, além dos cientistas cúmplices, há os jornalistas.
Por que evocar esse caso do inverno nuclear a propósito de uma eventual arma climática? Para ilustrar um conceito. O arremesso para a estratosfera de finas partículas, ligado às plumas das explosões nucleares, vai desdobrar em uma semana um véu sobre todo o hemisfério norte que impedirá a energia solar de atingir a superfície do solo. Ulteriormente uma agitação atmosférica estenderá essa cobertura ao conjunto do planeta. A situação só voltará ao normal após 18 meses? Por quê? Porque é o tempo que uma partícula de um mícron de diâmetro leva para descer à superfície do solo, simplesmente por causa do atrito do ar. As consequências meteorológicas são colossais. A Terra se vê durante esses dez meses privada de uma quantidade extraordinária de joules. Façam o cálculo. A atmosfera torna-se "superestável". Com efeito, sendo a energia solar detida em altitude, esta aquece a massa de ar que ali se encontra, que fica mais quente que a que está em contato com o solo. Daí: mais ascensões, mais esterilização do ar em contínuo pelos UV. A superfície do solo se transforma em caldo de cultura. Mas não vamos recensear os males ligados ao inverno nuclear (ver o capítulo a ele consagrado em "Les Enfants du Diable", Albin Michel 1995). O que conta é que um fenômeno envolvendo uma soma colossal de energia teria sido criado por uma guerra nuclear que envolve uma energia um milhão de vezes menor. Dito de outro modo: com uma "boa guerra nuclear" e o revezamento assegurado por esse fenômeno de inverno nuclear criar-se-ão danos um milhão de vezes mais importantes que os que decorrerão das próprias explosões. Temos, portanto, um exemplo de efeito destruidor em que a energia do efetuador de partida não tem medida comum com as consequências que dele decorrerão.
Quando se pensa "arma", pensa-se "bomba". Uma bomba química possui um certo potencial destruidor. São necessários tantos quilos de TNT para destruir uma casa, um bunker, etc. Se agora se encara a emergência de uma arma climática, poder-se-á encarar que os efeitos destruidores possam ser sem medida comum com a modicidade (energética) do fenômeno utilizado para engendrá-los. Pensa-se então numa ação sobre a ionosfera. Viu-se (projeto Haarp) que, usando HF em 60 megahertz, podia-se atacar a ionosfera a 280 km de altitude e aquecê-la. Em tal altitude sua temperatura é de 1400°. Lê-se que Haarp pode aumentar essa temperatura de 20 a 30% mas sem ionizar. Nessas condições esse ar ionizado vai se dilatar. Sua densidade vai localmente diminuir. A ionosfera é um plasma, que absorve e reflete as ondas eletromagnéticas, portanto desempenha um papel importante no controle da energia solar que atingirá as baixas camadas da atmosfera. Se se diminui localmente a densidade desse plasma, este será mais transparente e nessa região a temperatura do ar situado abaixo vai aumentar.
Inversamente, com HF, pode-se ionizar o ar. Não será preciso manter essa emissão. Um pulso importante, uma boa saraivada de HF, arrancará elétrons dos átomos. A termo haverá recombinação. O tempo de recombinação depende da densidade do ar. Isso levará mais tempo num ar rarefeito. Pode-se manter um grau elevado de ionização relançando periodicamente o processo com um novo pulso HF. Essa ionização "não-térmica" (é a palavra consagrada) não será acompanhada de um aquecimento do ar. Portanto este não se dilatará, como anteriormente. Vocês duvidam? Ponham a mão sobre um tubo de néon. Ele contém um gás rarefeito, é sede de uma "ionização não-térmica", mas os átomos de néon formam um gás que permanece à temperatura ordinária. O néon permanece frio. É o "gás de elétrons" que é muito quente. Mas ele contém muito pouca energia. Por quê? Porque os elétrons são leves e o calor de um gás é a medida da "energia cinética de agitação térmica" de seus constituintes. O plasma do tubo de néon é "bi-temperatura".
O ar ionizado reflete as ondas eletromagnéticas. Acima de uma região poder-se-á assim desdobrar não uma tela, mas um espelho (invisível desde o solo). A maquinaria está então montada. Nas vizinhanças de uma região da Terra criou-se um "buraco" na ionosfera que permite à energia solar aquecer o ar que está perto do solo; de outro lado desdobrou-se um espelho de plasma que permite a uma região distante de centenas de quilômetros baixar de temperatura. Resta apenas esperar que a tempestade se levante. Procedendo de maneira mais sutil pode-se controlar precipitações, criar inundações ou, ao contrário, secas implacáveis.

O controle do clima poderia, a termo, permitir desarmar processos catastróficos detectados prematuramente ou atenuar um fenômeno que poderia ser muito concentrado no tempo "diluindo-o" (ao mesmo tempo no espaço e no tempo). Uma inundação catastrófica, devastando uma região em algumas horas, poderia ser convertida numa chuvarada boa para as culturas, espalhada por vários dias. De passagem vê-se que ações de controle climático, destinadas a estabilizar o clima numa região, poderiam acarretar consequências catastróficas a milhares de quilômetros de distância, "na casa dos vizinhos". Uma gestão do clima pela tecnologia só poderia ser planetária.
Antes de encarar as coisas sob esse ângulo, é antes de tudo uma arma extraordinariamente eficaz simplesmente porque o homem ou o país que desencadeia esse raio do céu pode permanecer na sombra.

Pessoalmente penso, dada a antiguidade dessas pesquisas, que resultados já muito significativos poderiam já ter sido obtidos e que o planeta poderia ter-se transformado em terreno de experimentação para armas climáticas. Um leitor me lembrou aquele tornado que havia devastado a França em 99, creio. O que havia sido espantoso é que houvera não um fenômeno, mas dois sucessivos. Simples observação.

De fato, ficaríamos sem dúvida espantados com a simplicidade de implementação de tais sistemas. É talvez mais fácil de "desdobrar" do que se crê. O fato é que não se trata de uma ação "musculada", mas de uma ação em contínuo durante horas ou mesmo dias. Viu-se num dossiê que se criava uma massa de gás ionizado com dois pincéis de micro-ondas de frequências diferentes que se fazem cruzar e que a ionização se manifestava então na zona de cruzamento onde o "batimento" é sentido pela massa gasosa. Um espelho de gás ionizado poderia assim ser criado por dois navios cruzando nas proximidades de uma costa. Quanto ao "buraco" na ionosfera, ele pode ser criado combinando uma emissão de micro-ondas e a constituição de um espelho de plasma. Ver o dossiê Haarp.
Onde estamos nesse plano? Muito esperto quem poderia dizê-lo. Vimos que era muito possível que os anglo-americanos testassem armas (bem letais, essas) há mais de vinte anos nas... campinas inglesas. Quem nos diz que o aumento da frequência dos fenômenos meteorológicos não se deveria a testes de armas climáticas com vistas à sua "qualificação"?
Numerosos leitores se fazem perguntas. Pode-se também perguntar se todas essas discussões a respeito do efeito estufa com seus efeitos sobre o clima, o problema da camada de ozônio, etc., não são "preocupações-tela" destinadas a desviar o interesse das pessoas para efeitos de armas climáticas que seriam... operacionais de longa data. Francamente, pode-se tudo imaginar, inclusive que essas armas climáticas possam ser usadas para exercer chantagens junto aos dirigentes de um país, os que as empregam dizendo "vamos criar na sua casa danos até que vocês façam o que se lhes pede, mas vocês não poderão provar nada".
21 de setembro. Mensagem de meu velho amigo Gérard Morin, de Poitiers:
Salve Jean-Pierre
Achei isto:
"Outros [terroristas] estão engajando-se até num tipo ecológico de terrorismo pelo qual eles podem alterar o clima, deflagrar terremotos, vulcões remotamente através do uso de ondas eletromagnéticas. Então há muitas mentes engenhosas por aí que estão trabalhando para encontrar maneiras pelas quais eles podem causar terror sobre outras nações. É real, e essa é a razão pela qual temos que intensificar nossos [contraterrorismo] esforços." *
Secretário de Defesa William Cohen numa conferência sobre contraterrorismo de abril de 1997 patrocinada pelo ex-senador Sam Nunn. Citado do DoD News Briefing, Secretário de Defesa William S. Cohen, Q&A na Conferência sobre Terrorismo, Armas de Destruição em Massa e Estratégia dos EUA, Universidade da Geórgia, Atenas, 28 de abril de 1997.
Amizades Gérard
Tradução:
Outros terroristas estão engajados num tipo de ação "ecológica" onde eles podem alterar o clima, deflagrar terremotos, erupções vulcânicas usando ondas eletromagnéticas. Muitas mentes engenhosas trabalham atualmente para imaginar meios de aterrorizar nações inteiras. Tudo isso é real e é a razão pela qual intensificamos nossos esforços na guerra contra os terroristas.
Secretário de Defesa William Cohen, abril de 1997. Conferência consagrada ao contraterrorismo organizada pelo senador Sam Nunn. Declarações reportadas ao Departamento de Defesa (DoD). "Conferência sobre o terrorismo. Armas de destruição em massa e estratégia americana. Universidade da Geórgia, Atenas, 28 de abril de 1997.
Tradução em claro: Sabe-se que tudo isso funciona pois o experimentamos de longa data. Os meios tecnológicos a implementar permanecem acessíveis e sem medida comum com um esforço de nuclearização.
Notar-se-á a menção dos terremotos e do deflagrar de erupções vulcânicas. Isso pode parecer loucura, mas afinal uma causa mínima, bem localizada, pode engendrar um cataclismo se este estiver pronto a deflagrar. Os terremotos estão ligados a deslizamentos de placas, ao longo de falhas. Sabe-se que um terremoto ocorrerá inelutavelmente ao longo da falha de San Andreas, na Califórnia, e que seus efeitos serão devastadores. Não se sabe quando isso ocorrerá, o que equivale também a dizer que não se conhece a priori a energia que bastaria para deflagrar o fenômeno. Quanto mais próximo o estalo, menor será essa energia. A técnica permite agir nas camadas profundas do solo com ondas eletromagnéticas. Os russos haviam construído um enorme gerador chamado "Pamir" nos anos setenta, do qual eu vira fotos em 1983 em Chicago, num congresso de MHD, que podia ser transformado sobre um caminhão grande. Era uma das n variantes do gerador de Sakharov, de compressão de fluxo. Este tinha a forma de uma caixa de camembert de seis metros de diâmetro. Esse sistema permitia fazer circular fortes correntes elétricas no solo. Oficialmente o dispositivo era apresentado como um sistema de análise da situação de um terreno medindo em grandes distâncias e grande profundidade a condutividade elétrica do solo. Sabe-se agora que uma variação dessa condutividade é o sinal da iminência de um terremoto. Eu havia em 83 discutido em Chicago com os responsáveis russos desse projeto, antigos alunos de Velikhov, ele mesmo aluno de Sakharov. Percebo hoje que tal sistema podia permitir não somente estudar a situação pré-sísmica de um terreno mas eventualmente deflagrar o sismo. Assim, "o estudo geofísico" constituía o "projeto-tela" escondendo a verdadeira finalidade dessa tecnologia, inimaginável por um não-especialista.
Fisicamente falando, esses sistemas permitem transferências de energia. A energia de partida permanece a do explosivo que alimenta o gerador Pamir. Esse sistema permite transportar por esse viés de ondas eletromagnéticas uma parte dessa energia a grande profundidade. Se a falha não está pronta a ceder, seria necessária uma energia importante para deflagrar o sismo. O sistema, usado com moderação, pode permitir testar o terreno, um pouco como quando você dá leves impulsos sobre um bloco em equilíbrio para ver se ele está pronto a escorregar num barranco. Militares-geofísicos podem assim localizar em segredo pelo mundo, em territórios potencialmente "hostis" ou "a serem postos na linha", "regiões sensíveis" onde uma ação mais musculada poderia deflagrar um sismo devastador.
Mesma observação quanto ao vulcanismo. A filosofia é a mesma: trazer energia em profundidade. Aí, pensa-se numa espécie de HAARP subterrâneo. Em vez de usar um gerador pulsante como o Pamir, praticar-se-ia uma ação em contínuo com micro-ondas pulsadas em frequência muito baixa cuja energia seria absorvida pelo magma subjacente. Mirando num ponto preciso poder-se-ia provocar um aumento de temperatura, ao longo de horas ou dias, e deflagrar a convecção, a subida catastrófica de uma "bolha de magma". Se o secretário de Defesa William Cohen pronunciou essas palavras é que ele tinha excelentes razões para pensar que tudo isso era factível. Acrescente-se que, se o explosivo for nuclear ou mais simplesmente constituído por uma pequena carga de antimatéria (da qual se pensa que os americanos sabem agora produzi-la massivamente, por compressão MHD, desde o início dos anos oitenta), o efeito produzido teria uma intensidade bem mais importante.
Essas tecnologias, afinal, poderiam revelar-se menos complicadas de desenvolver que a separação isotópica que realiza uma barreira ante a proliferação nuclear (o que não impediu Israel, a Índia e o Paquistão de ingressar no "clube"). Idem para a síntese de antimatéria por compressão. Penso pessoalmente que a chave do desenvolvimento dessas armas "pós-nucleares" reside na posse de bons materiais supercondutores cujos segredos de fabricação os americanos detêm por ora. Mas por quanto tempo?
Essa observação emana, portanto, do secretário de defesa americano. Por terrorismo entende-se ações conduzidas por "Estados Vilões". De fato, o não-terrorista é o mais forte, o "terrorismo" sendo reservado ao mais fraco. Se os Estados Poderosos não praticam o terrorismo clássico é que não precisam dele. Mas viu-se (projeto HAARP) que manipulações emanando de estados poderosos poderiam ser assimiláveis a um terrorismo secreto. Se o termo "Estado-Vilão" fez seu caminho, outros seriam necessários, como:
- Estado-policial
- Estado-patrão - Estado-contribuinte (taxável e explorável à vontade) - Estado-Guru
O estado-policial é a América. Não é segredo para ninguém. Os europeus são apenas os vassalos desse poderoso suserano. Há alguns séculos os Estados Pontifícios desempenharam muito eficazmente o papel de "Estado-Guru". Apesar de uma certa fraqueza numérica e militar, o papado podia influir na história europeia a golpes de ameaças de excomunhões ou de bênçãos e investiduras diversas que hoje fariam todo mundo rir. Jamais um papa se arriscaria a tentar usar a arma "excomunhão", completamente obsoleta. Em contrapartida, vê-se que os Estados Unidos (para uso interno, só funciona na casa deles por enquanto) não hesitam em brandir o tema de uma "Cruzada contra o Mal" (God bless America, etc.). Do outro lado do Atlântico, certas regiões possuem uma densidade de mollahs por hectare suficiente para influir, mais ou menos, no curso das coisas. É bem lamentável que Maomé, apresentando-se como o último profeta, tenha fechado a porta a essa solução política. Hoje um bom profeta muçulmano faria sucesso, num terreno tão fermentado. Mas o Corão interdita tal emergência. Dito isso, sente-se que o Islã sonha em seguir um líder, como Bin Laden. Mas as tecnologias modernas fazem com que este só possa ser um guru subterrâneo, um underground guru, por razões evidentes de sobrevivência. É menos glorioso que galvanizar multidões, no alto de uma colina, montado num belo corcel branco. Restam as fitas de vídeo, à espera de que os americanos, irritados, decidam tratar o satélite Arabsat e o canal Al Jazeera com uma boa saraivada de micro-ondas. Isso os ameaça como um apito de dois euros.
Por que Saddam Hussein não usou a arma bacteriológica, sob forma de atentados (envenenamento das águas potáveis nas grandes cidades ocidentais) quando se sabia na época que seus comandos já estavam posicionados. Sem dúvida porque J.R. Ewing não é o europeu médio. Os ocidentais (ao menos alguns deles) sabiam que essas ameaças existiam, capazes de fazer dezenas de milhares de mortos. Talvez emissários tenham, por intermediários, sussurrado ao ouvido de Saddam algo como:
- Coco, se você fizer isso, arrasamos Bagdá com uma bomba H, entendeu? E ninguém irá protestar.
Vá saber o que se joga neste momento com essas ameaças de atentados bacteriológicos em grande escala. Os meios de comunicação podem repetir à exaustão que essas armas não são tão fáceis assim de empregar; resta que, em tempo quente, uma bactéria pode se reproduzir a uma velocidade alucinante e fazer estragos se sua ação passar por um tempo de latência, de incubação da doença. Vocês devem saber que a peregrinação a Meca é "um dos cinco pilares do Islã". Está escrito no Corão. Por que seria sempre os mesmos que sofreriam? O que aconteceria se Meca um dia não fosse mais que uma extensão deserta? Vocês imaginam a família Bin Laden, grande arquiteta de Meca, recolhendo um a um os fragmentos da pedra negra para recolar? Para onde os muçulmanos se voltariam para rezar? Para as grutas de Al Qaeda ou para o "Ground Zero"?
Gosto de política-ficção, sob todas as suas formas. Imaginem que os americanos, dispondo de uma fantástica dianteira tecnológica, e é o caso, localizem um pequeno asteroide de algumas dezenas de metros de diâmetro, tranquilamente instalado em sua órbita ao redor do Sol, e modifiquem sua trajetória empurrando-o, às escondidas. Uma resposta ao atentado das Twin Towers, e além disso sem matar ninguém. Um dia os meios de comunicação anunciam: "Um asteroide ruma direto para Meca. Os peregrinos são convidados a evacuar às pressas". Os muçulmanos são terrivelmente supersticiosos. Como provar que esse asteroide teria sido "manipulado"? Vocês talvez saibam que a Kaaba era um lugar onde os pré-islâmicos armazenavam seus ídolos, que a famosa pedra negra existia bem antes que Maomé viesse ao mundo. Se o Islã representa uma ortodoxia definitiva, então seus grandes esquemas rituais passam por uma bela recuperação de um paganismo anterior (contra o qual Maomé não julgara bom se opor). Os cristãos não fizeram melhor: os báculos dos bispos não são nada mais que os bastões dos áugures romanos.
Eu lhes digo: vivemos uma época apaixonante.
Outra observação: a passagem nas proximidades da Terra de um asteroide férreo, detrito de supernova, dotado de um fortíssimo campo magnético. As supernovas, pouco antes de seu fim brutal, possuem um núcleo central constituído de ferro, ligado a um campo magnético de altíssima intensidade, difícil de quantificar. O Sol nasceu num aglomerado de algumas centenas de estrelas que se dispersou em algumas dezenas de milhões de anos. Digamos 50 milhões de anos. As estrelas massivas (20 massas solares) ejetaram as pequenas por efeito de funda. De passagem, essas estrelas massivas tiveram tempo de se transformar em supernova, portanto de explodir, antes que o aglomerado se dispersasse. Elas, portanto, povoaram-no de elementos pesados (dos quais somos constituídos). Se certas supernovas podem dar origem por compressão a resíduos sob forma de estrelas de nêutrons, é muito possível que em outros casos a compressão não seja suficientemente simétrica para assegurar a transformação do núcleo de ferro em massa de nêutrons em contato. O núcleo teria então sido deslocado. Tenho sobre a mesa um mini-meteorito do tamanho de um amendoim que sem dúvida habitou outrora o coração de uma estrela gigante e constitui hoje um ínfimo fragmento oriundo da desintegração desta. Ninguém pode prejulgar o tamanho dos fragmentos. Na Terra alguns aterrissaram que tinham tamanhos respeitáveis (portanto o que deu origem ao "meteor crater" no Arizona). É perfeitamente possível que possam existir maiores, ejetados para longe do Sol (portanto então indetectáveis, mas em fase de aproximação final, já que, à diferença dos cometas, eles não desgaseificam). Imaginem que um fragmento de supernova do tamanho de Fobos passe perto da Terra, sem colidir com ela. Ele a varreria com seu campo magnético. Este seria então capaz de agir sobre o campo terrestre a ponto de fazê-lo bascular, de invertê-lo. As inversões sucessivas do campo magnético terrestre, constatadas por medição do paleomagnetismo das lavas, vêm talvez daí.
Da mesma forma, os físicos são sempre incapazes de explicar "a razão suficiente" (como diria o professor Pangloss) da presença de um campo terrestre (0,4 gauss, se minhas lembranças são exatas). Fala-se há décadas de "efeito Dínamo" sem nunca terem sido capazes de modelar o fenômeno ou de simulá-lo, inclusive numericamente. Outra origem consistiria simplesmente em dizer que esse campo preexistia no bloco de ferro, do tamanho de Marte, que colidiu com a Terra dando origem à Lua. A teoria do efeito Dínamo é uma teoria "Shadock" (por que fazer simples quando se pode fazer complicado).
Voltemos a essa história de asteroide metálico que não colide com a Terra, mas a roça suficientemente perto. Não somente ele pode inverter seu campo magnético, sendo o novo campo "remanente", mas pode, no momento de sua passagem, criar forças de Laplace no seio do magma terrestre. Mesmo que essas forças não sejam suficientemente intensas para modificar sensivelmente a forma de nosso geóide, elas podem ser suficientes para deflagrar terremotos, vulcanismo e mesmo fenômenos de maior amplitude ainda, como surgimentos ou desabamentos de porções da crosta terrestre. A água salgada também é condutora de eletricidade. No seu seio as forças de Laplace criariam correntes fluídas. Pode-se imaginar que esse asteroide possa assim provocar o fim de civilizações, como a de uma "Atlântida". Não gosto desses cientistas que buscam tudo reduzir, tudo passar em seu moedor intelectual imaginando que sabem tudo sobre tudo. Nosso passado permanece bem misterioso. Foi só muito recentemente que nossos astrofísicos consideraram que o Sol possa ter nascido num aglomerado (Artigo de Serge Jodra: "Onde foram parar as irmãs do Sol?" em Ciel et espace de &&&, dar-me as referências do número). Antes os astrofísicos pensavam que o Sol nascera isoladamente. Mas em ciência, tudo procede por "catástrofes" (de kata, ao lado, e strophedein, o sulco). O discurso científico se parece com um disco. De tempos em tempos um evento faz com que o braço do toca-discos salte, mude de sulco. Um discurso se interrompe então brutalmente para que outro se encadeie, que eventualmente nada tem a ver com o precedente.
O discurso científico é de fato um discurso de tipo religioso. A ciência tem seus sacerdotes, seus Pangloss, como Hubert Reeves, grande distribuidor de poeira de estrelas, tal um moderno vendedor de areia. Suas frases começam por "pensa-se que..." e, para quem sabe acompanhar discursos ao longo de longos períodos, eles também evoluem. Vocês sem dúvida ouviram o cientista dizer "que o mito da Atlântida" está simplesmente ligado à explosão do vulcão de Santorini, nas ilhas gregas. Fui lá. Com efeito, deve ter sido algo. O maremoto que daí resultou talvez tenha pulverizado algumas civilizações costeiras. Platão talvez também simplesmente tenha fabulado. A menos que se trate do efeito da passagem desse asteroide férreo evocado acima. Notem uma coisa de passagem. Suponham que esse asteroide passe a mil quilômetros da superfície da Terra. Ele não provocaria nenhum fenômeno do tipo maré. Seria pequeno demais, pouco massivo demais, embora os efeitos de maré sejam em 1/r3. Não roçando nossa atmosfera, ele não criaria nenhum fenômeno aerológico (a não ser o que seria devido a uma poderosa agitação de nossa ionosfera pelas forças de Laplace, porque esta é ionizada). Na medida em que esse asteroide não desgaseificaria (os cometas se revelam sobretudo por sua "cabeleira"), seria mesmo possível que ninguém o notasse. E no entanto ele teria talvez sido capaz de provocar numa noite o engolimento de um continente inteiro, o "dos Atlantes".
Existe outra tese a respeito do desaparecimento de uma civilização antiga, devida a um sujeito cujo nome esqueci e cujo livro passou totalmente despercebido. Existe entre a Inglaterra e a Noruega um vasto banco, onde a profundidade é inferior a 30 metros em alguns pontos, creio. É o "Dogger Bank". As glaciações não somente abaixam o nível dos oceanos, mas fazem subir os assoalhos oceânicos nas proximidades das barreiras glaciais. É como quando você pressiona num ponto sobre um colchão de espuma. Isso faz subir ligeiramente a parte vizinha. Quando os gelos derretem, a geleira recua. O nível do mar sobe e o assoalho oceânico afunda. Poderia ter existido uma civilização vivendo na idade do ferro que teria se agarrado ao que se tornou agora "Dogger Bank" transformando-o em... pôlder. Quando se trata de preservar um território, dezenas de milhares de homens podem trabalhar durante séculos para erguer diques de trinta metros de altura. Tanto mais que o afundamento foi progressivo. As obras puderam começar desde a pré-história, desde o fim dessa glaciação. E então um dia uma tempestade excepcional rompe a barragem. Numa noite tudo é engolido. As tempestades seguintes completarão o trabalho. Alguns séculos mais tarde nada subsistirá de uma civilização que poderia ter sido florescente e constituir talvez aqueles que se chamou "os Povos do Mar" e que causaram sérios problemas ao Egito numa certa época. Povos muito avançados em matéria de navegação, com navios de quilha, dominando o ferro (enquanto os egípcios, atacados, só tinham suas espadas de bronze para enfrentar). Há talvez coisas fabulosas a descobrir efetuando testemunhagens no fundo do Dogger Bank. Encontram-se bem massas de ossadas de mamute ao largo da Dinamarca, que datam da época em que essas planícies ainda estavam emersas.
5 de setembro de 2005. Quando Putin faz a chuva e o bom tempo.

ARMAS CLIMÁTICAS - 10/05/2005
Onze aviões para dissipar as nuvens no céu de Moscou
MOSCOU (Reuters) - Por alguns instantes, os convidados de Vladimir Putin temeram que seu anfitrião faltasse à promessa de lhes oferecer um tempo radioso para as cerimônias do 60º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
O ministro russo da Defesa, Serguei Ivanov, havia anunciado na semana anterior que aviões russos dispersariam quimicamente toda nuvem ameaçadora de provocar uma chuvarada sobre a Praça Vermelha e acima das cabeças dos dirigentes vindos do mundo inteiro.
Para a ocasião, o exército mobilizou onze aviões militares carregados de um agente químico utilizado [...]
Comentário:
Até quando intervenções climáticas para fazer chover no Sahel?
ARMAS CLIMÁTICAS - 10/05/2005
Onze aviões para dissipar as nuvens no céu de Moscou
MOSCOU (Reuters) - Por alguns instantes, os convidados de Vladimir Putin temeram que seu anfitrião faltasse à promessa de lhes oferecer um tempo radioso para as cerimônias do 60º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
O ministro russo da Defesa, Serguei Ivanov, havia anunciado na semana anterior que aviões russos dispersariam quimicamente toda nuvem ameaçadora de provocar uma chuvarada sobre a Praça Vermelha e acima das cabeças dos dirigentes vindos do mundo inteiro.
Para a ocasião, o exército mobilizou onze aviões militares carregados de um agente químico utilizado [...]
Comentário:
Até quando intervenções climáticas para fazer chover no Sahel?
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