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Tradução deste artigo Um francês cria quadrinhos para leitores pequenos e adultos O astrofísico Jean-Pierre Petit é o criador de um novo gênero – o quadrinho científico O EVENTO Os quadrinhos criados pelo francês Jean-Pierre Petit, o criador do gênero de quadrinhos científicos, já podem ser lidos em búlgaro. Seus álbuns são distribuídos gratuitamente graças à página da associação “Conhecimento sem Fronteiras”, fundada pelo autor e Gilles d’Agostini, tesoureiro da associação. Os quadrinhos podem ser baixados e reproduzidos gratuitamente, total ou parcialmente, desde que essas operações não estejam ligadas a atividades lucrativas. Podem servir aos alunos, aos professores nas escolas e até nas universidades, porque podem ser úteis no âmbito do programa educacional. Os álbuns podem ser disponibilizados nas bibliotecas municipais, escolares e universitárias, seja em forma impressa, seja em redes do tipo Intranet. Podem interessar a todo leitor curioso e adepto da cultura “quadrinhos”, mesmo aos profissionais na área científica. Os quadrinhos estão acessíveis em búlgaro na página: http://www.savoir-sans-frontieres.com. Podem ser encontrados diretamente na parte “Novidades” da página: http://www.savoir-sans-frontieres.com/JPP/telechargeables/znouveautes/nouveautes.htm O AUTOR Jean-Pierre Petit é um cientista conhecido no mundo inteiro – um físico (teórico e experimentalista), matemático, autor de trabalhos aprofundados na área da magnetohidrodinâmica, da física de plasmas, da astrofísica - a teoria da formação das galáxias e do Universo. Exerceu as funções de diretor de pesquisa no Centro Nacional de Pesquisas Científicas, na França. Jean-Pierre Petit criou em 2005, com seu amigo Gilles d’Agostini, a associação “Conhecimento sem Fronteiras”, que se deu como objetivo distribuir gratuitamente o conhecimento, incluindo o conhecimento científico e técnico, pelo mundo. Seus quadrinhos abordam diferentes temas científicos – a astrofísica, a aerodinâmica, a eletrotécnica, a informática, a cibernética, a economia, a história… OS QUADRINHOS Os personagens principais nos quadrinhos de Jean-Pierre Petit são Anselme Lanturlu – um jovem inventor com espírito curioso e que ama experimentos científicos, sua amiga Sophie – bela e inteligente, o pelicano Léon, o caracol Tirésias. Por meio das aventuras de Anselme e sua companhia, Jean-Pierre Petit explica aos leitores ideias e noções científicas sérias, saturando os diálogos com um bom senso de humor. Além dos quadrinhos dedicados a temas científicos (“História Cósmica”, “A Volta ao Mundo em Oitenta Minutos”, “Com que Sonham os Robôs”, “O Buraco Negro”, “Tudo é Relativo” e outros), há também álbuns mais divertidos e “leves” como tema, como “Cinderela 2000” e “O Pequeno Lagarto que Aprendeu a Voar”. O quadrinho “O Economicon”, que explica de forma divertida e irônica a gênese e as leis da economia, é muito atual hoje em dia, tendo em vista a situação econômica no mundo inteiro. O número de álbuns traduzidos aumenta a cada dia. Agora, na página da associação, pode-se encontrar e baixar gratuitamente 251 quadrinhos em 33 idiomas, incluindo um dos idiomas oficiais de Ruanda e o indonésio. O autor empreendeu completar e enriquecer sua coleção com álbuns mais simples, destinados a leitores de 12 anos. Estão em elaboração também álbuns “falantes” para analfabetos e “bilíngues” para aprender idiomas a partir da língua materna. Elena Vladova, tradutora Publicado no boletim cultural “Notícias Culturais”, 17.03.2009 http://kulturni-novini.info Tradução deste trabalho Um francês cria quadrinhos para leitores pequenos e adultos. O astrofísico Jean-Pierre Petit é o criador de um novo gênero - o quadrinho científico. O CONTEXTO Os quadrinhos criados pelo francês Jean-Pierre Petit, inventor do quadrinho científico, agora podem ser lidos em búlgaro. Seus álbuns são distribuídos gratuitamente no site da associação “Savoir sans Frontières” (“Conhecimento sem Fronteiras”), fundada pelo próprio autor e por Gilles d’Agostini, tesoureiro. Os quadrinhos são acessíveis gratuitamente e qualquer pessoa é livre para duplicá-los, desde que essa operação não derive em qualquer lucro. São adequados para estudantes, professores de escolas secundárias e até de graduação, e podem ser incorporados também aos programas acadêmicos. Os livros podem ser colocados em bibliotecas públicas, nas escolas e universidades, seja em forma digital, seja em forma de cópias impressas, ou online nas redes de computadores do tipo Intranet das bibliotecas escolares e universitárias. São perfeitos para o leitor curioso que se importa com a “cultura dos quadrinhos”, e também para profissionais da comunidade científica. Os quadrinhos científicos estão acessíveis em búlgaro no site: http://www.savoir-sans-frontieres.com Podem ser baixados diretamente do link “Novidades” na URL: http://www.savoir-sans-frontieres.com/JPP/telechargeables/znouveautes/nouveautes.htm O AUTOR Jean-Pierre Petit é um cientista bem conhecido – um físico (teórico e experimentalista), matemático, autor de trabalhos minuciosos em magnetohidrodinâmica, física de plasmas e astrofísica – a formação das galáxias e o Universo como um todo. Atuou como diretor de pesquisa no Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) na França. Em 2005, com seu amigo Gilles d’Agostini, criou a Associação “Savoir sans Frontières” (“Conhecimento sem Fronteiras”), que visa difundir gratuitamente o conhecimento científico e técnico pelo mundo todo. Seus quadrinhos abordam vários grandes temas científicos – astrofísica, aerodinâmica, eletrotécnica, informática, cibernética, economia, história… OS QUADRINHOS Os personagens principais nos quadrinhos de Jean-Pierre Petit são: Anselme Lanturlu (Archibald Higgins nas versões em inglês) – um jovem inventor com espírito curioso e que ama experimentos científicos –, sua amiga Sophie – bela e inteligente –, Léon o pelicano (Lenny em algumas traduções para o inglês), Tirésias o caracol e Maz o pássaro. Seguindo as aventuras de Anselme e companhia, Jean-Pierre Petit explica aos leitores grandes ideias e noções científicas, e com um bom senso de humor. Além dos quadrinhos dedicados a temas científicos (“História Cósmica”, “A Volta ao Mundo em 80 Minutos”, “Corra, Robô, Corra”, “O Buraco Negro”, “Tudo é Relativo”, entre outros), há alguns outros livros muito mais “simples” e “fáceis de ler” como “Cinderela 2000” e “A história de um pequeno lagarto que um dia aprendeu a voar”. O quadrinho sobre economia, “O Economicon”, explica de forma engraçada e irônica a origem e as leis da economia; é muito pertinente nos dias de hoje, dada a situação econômica do mundo atual. O número de álbuns traduzidos cresce a cada dia. No site da Associação, pode-se encontrar e baixar agora 251 quadrinhos em 33 idiomas, incluindo o kinyarwanda (ruandês) e o indonésio. O autor está trabalhando para enriquecer e completar sua coleção com álbuns mais básicos, dirigidos a leitores de 12 anos. Também está trabalhando em álbuns “falantes” para analfabetos e em álbuns “bilíngues” para o aprendizado de idiomas a partir das línguas nativas. Elena Vladova, tradutora Este artigo apareceu no boletim cultural “Atualidades Culturais”, 17.03.2009. http://kulturni-novini.info

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Tradução deste artigo Jean-Pierre Petit Fale-me com imagens Alguns dos quadrinhos criados pelo francês Jean-Pierre Petit, o criador do gênero de quadrinhos científicos, podem ser lidos em búlgaro há pouco tempo. Seus álbuns são distribuídos gratuitamente graças à página da associação “Conhecimento sem Fronteiras”(www.savoir-sans-frontieres.com)**, fundada pelo autor e Gilles d’Agostini. Os quadrinhos podem ser baixados e reproduzidos gratuitamente, total ou parcialmente, desde que essas operações não estejam ligadas a atividades lucrativas. Podem servir aos alunos, aos professores nas escolas e até nas universidades, porque podem ser úteis no âmbito do programa educacional. Mas quem é Jean-Pierre Petit? É um cientista conhecido no mundo inteiro – um físico, matemático, autor de trabalhos aprofundados na área da magnetohidrodinâmica, da física de plasmas, da astrofísica - a teoria da formação das galáxias e do Universo. Exerceu as funções de diretor de pesquisa no Centro Nacional de Pesquisas Científicas, na França. Diz que, além de suas pesquisas científicas, é também um pesquisador na alma. Diz também que, se o Ministério francês da Educação lhe tivesse permitido, poderia ter transformado grande parte dos materiais incluídos nos manuais em contos de fadas e romances de suspense. Recomenda esse método a todos no mundo. - Como você começou a criar quadrinhos? Para um cientista como você, é uma área completamente diferente. - Comecei a fazer quadrinhos em 1965 em uma revista para jovens, Le Journal de Spirou. Na época, eu era estudante de doutorado e precisava de dinheiro. Fiz dois álbuns, que eram ficção e não tinham nada a ver com a ciência. - Você é o criador do gênero de quadrinhos científicos. Como surgiu essa ideia? - Pediram-me para ensinar ciências a estudantes do departamento de filosofia da faculdade de letras de Aix-en-Provence. Enfrentei uma verdadeira barreira de linguagem. Para meus colegas cientistas, era uma missão impossível. Pensei então que a imagem, e a geometria, a analogia, eram linguagens que permitiam transmitir conceitos científicos para não-cientistas. A operação foi um grande sucesso e tive muitos estudantes. Na verdade, esses estudantes de filosofia estavam muito interessados nas ciências. Na época, eu também ensinava em uma faculdade de ciências e fiquei surpreso com a pouca distância crítica que os estudantes tinham em relação ao que lhes era ensinado. Ao contrário, os estudantes de filosofia refletiam muito mais e aprendi muito com o contato com eles. Descobri, entre outras coisas, que os conhecimentos que eu deveria transmitir eram relativamente recentes e, às vezes, pouco seguros. Nenhum estudante de ciência jamais fará a pergunta "Por que considera-se um universo com apenas quatro dimensões, e não cinco, ou mais?". Pelo contrário, é imediatamente isso que dirão os estudantes de filosofia. Chegando à aula com o que eu pensava serem respostas, saía com um lote de perguntas. Essa experiência deu origem a um novo gênero - o quadrinho científico, que é ao mesmo tempo um quadrinho e uma aula onde conhecimentos verdadeiros são transmitidos. Quis ver até que nível eu podia subir usando essa técnica. O Topologicon, por exemplo, é na verdade um verdadeiro curso de topologia, um dos ramos mais avançados da matemática. - Quantos álbuns você fez? Talvez haja outros que não estão disponíveis no site da Associação. - Ao longo dos anos, abordei mais de trinta temas diferentes. Eu era suficientemente competente em certo número de áreas. Para as outras, questionava colegas e desempenhava o papel de "tradutor", convertendo esses conhecimentos, essas ideias em roteiros, em piadas. Fico feliz que os quadrinhos já estejam traduzidos em 32 idiomas. - Como você criou o personagem de Anselme Lanturlu? - Um dia, meu filho voltou da escola onde havia aprendido uma cantiga popular francesa. É A galinha negra na horta Gritou como uma louca Os fazendeiros vieram vê-la Ela disse que ia chover Não acreditaram nela, Lanturlu E meu belo chapéu se perdeu. . Criei então o personagem de Lanturlu, com seu belo chapéu, para lhe contar histórias antes de dormir. Sophie é uma bela jovem, que amei há muito tempo, que era médica na África e morreu lá durante uma epidemia. - Você continua atualmente fazendo as duas coisas ao mesmo tempo – pesquisas científicas e quadrinhos? - Sim, como sempre. Vou apresentar meus trabalhos de cosmologia em um colóquio de física matemática em setembro, em um colóquio sobre técnicas matemáticas “variacionais”, e de mecânica de fluidos hipersônicos em outro, em Bremen, Alemanha, em outubro de 2009. Atualmente, estou terminando um álbum sobre biologia, que não é um trabalho fácil, pois é uma ciência que, com o tempo, produz mais perguntas do que respostas, parece-me. Claro, tenho muitos álbuns em forma de projetos, em minhas gavetas. Falta apenas tempo. - Você tem a ideia de fazer álbuns “falantes” e “bilíngues” para aprender idiomas a partir da língua materna. Como esse projeto se desenvolve? - Penso que a técnica das "balas falantes" poderia levar a um método muito eficiente de aprendizado de idiomas, e até de alfabetização. Em uma época em que, em todos os países, a ortografia tende a se degradar muito, isso talvez traria mais jovens a ler, ou a continuar lendo. Para desenvolver esse projeto, seriam necessárias pessoas e dinheiro. Nossa associação “Conhecimento sem Fronteiras” funciona apenas com duas pessoas – meu velho amigo Gilles d'Agostini e eu. Somos voluntários, o dinheiro vem apenas de doações. Mas para desenvolver esse projeto, seria necessário que o Ministério Nacional da Educação levasse essa ideia a sério, pois o que faço é atividade pedagógica. Infelizmente, duvido que esse dinossauro institucional reaja algum dia. Outro projeto que tenho é fazer álbuns para crianças muito pequenas, para fazê-las entender o que são energia, calor, inércia, etc. Outro produto útil consistiria em colaborar com redatores de cursos escolares, adicionando ao final piadas, humor, mantendo a seriedade do discurso do livro. Quando eu era criança, e depois estudante, as coisas que mais me marcaram haviam sido apresentadas por professores que tinham humor. Fazer as pessoas rirem é uma boa maneira de ensinar. - O que mais o preocupa na área científica? - Estou preocupado com o flerte perigoso entre a ciência e o mundo das armas. É o tema do álbum Apocalipse Alegre. Acredito que isso está piorando cada vez mais. A robótica, tão divertida, produz drones de combate, bombardeiros sem pilotos e em breve caças totalmente mecanizados, "inteligentes". Como os homens decidirão explorar as novas vias de fusão, abertas pelas experiências feitas na máquina Z nos laboratórios Sandia nos Estados Unidos? Em nosso mundo, é "as bombas primeiro, a energia depois". Isso é o que mais me preocupa e apresentei minhas ideias sobre esse tema no colóquio científico sobre uma de minhas especialidades, a magnetohidrodinâmica, ao qual participei em setembro de 2008, em Vilnius. Elena Vladova A revista Za horata (www.zahorata.com) Em 9 de maio de 2009

Novembro de 2010 :

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