velocidade variável da luz

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O texto apresenta um modelo cosmológico em que a velocidade da luz varia com o tempo. As constantes físicas, como a constante de Planck e a constante gravitacional, também são afetadas
  • O modelo sugere que as comprimentos característicos da física (como o comprimento de Compton, o comprimento de Schwarzschild e o comprimento de Jeans) variam como R(t).
  • Os resultados mostram que a lei de Hubble permanece válida e os desvios para o vermelho provêm da variação no tempo da constante de Planck.

velocidade da luz variável **

UMA INTERPRETAÇÃO DO MODELO COSMOLÓGICO
COM VELOCIDADE DA LUZ VARIÁVEL.
**

Jean-Pierre PETIT.

Observatório de Marselha
Para correspondência científica: Caminho da Montagnère, 84120, Pertuis. França.

Physics Letters A, Vol. 3, n°16, nov 1988, p.1527

RESUMO: Um modelo cosmológico com c, h, G variáveis é proposto. Os comprimentos característicos da física (Compton, Jeans, Schwarzschild) são assumidos como variando como R(t). Os mundos da luz e da matéria obedecem ambas à mesma lei R » t²/³. A constante de Planck varia como t, a constante gravitacional como 1/R, enquanto o comprimento de Planck varia como R. As massas das partículas seguem m ~ R. A lei de Hubble ainda é válida. Os desvios para o vermelho provêm da variação secular da constante de Planck.

1 - INTRODUÇÃO

...Desde 1930, a constância de vários "constantes" da física foi questionada por muitos autores [1,2,3,4]. Medidas precisas em laboratório mostram que esses valores parecem muito estáveis em nosso campo de espaço-tempo atual, que é muito pequeno em comparação com todo o espaço-tempo, embora Van Flandern [6] tenha apresentado evidências observacionais da variação da constante gravitacional G. Em relação à extensão da constância da velocidade da luz, bem como outras "constantes fundamentais", na escala cósmica global, trata-se ainda de uma hipótese debatida. O objetivo deste artigo é examinar algumas das consequências de um modelo no qual as "constantes" (em particular a velocidade da luz) são assumidas como variando no tempo.

  1. A POSSÍVEL VARIAÇÃO SECULAR DE c

...Milne [1] foi o primeiro a propor uma tentativa desse tipo. Ele sugeriu que os desvios para o vermelho observados são devidos a uma variação secular da constante de Planck, e não ao efeito Doppler clássico. Se a energia do fóton em viagem permanecer constante, a diminuição aparente da frequência observada seria apenas devido ao aumento linear de h com o tempo cósmico t. Além disso, Milne [1] sugeriu uma diminuição da constante gravitacional G ao longo do tempo.

...Da mesma forma, Fred Hoyle [2] contestou a hipótese da constância do conteúdo massivo do universo. Ele também propôs uma variação secular de G e uma criação contínua de matéria. Dirac [3,4], partindo de uma hipótese sobre a variação no tempo de alguns grandes números construídos a partir de grandezas físicas características (como a razão entre a força eletromagnética e a força gravitacional), chegou a uma G variável e uma criação contínua de matéria. Posteriormente, Canuto e Hisieh [8], Lodenquai [5] e Julg [7] exploraram algumas das consequências da ideia inicial de Dirac. Mas, de forma surpreendente, ninguém contestou a constância absoluta de c.

Nas equações de campo, a chamada constante de Einstein c é determinada pela identificação à equação de Poisson, o que dá:
(1)

...A quantidade c deve ser uma constante absoluta em relação às quatro dimensões, para que a equação de campo seja sem divergência. Mas uma vez que a identificação mencionada acima se refere a uma situação estacionária, ela não implica a constância absoluta de G e c. Um modelo cosmológico poderia, a priori, ser construído com G e c variáveis em função do tempo cósmico (que será definido mais tarde), desde que a razão G/c² permaneça uma constante absoluta.

No decorrer deste artigo, analisaremos os efeitos de uma variação secular da velocidade da luz.

  1. PROPOSIÇÃO DE RELAÇÕES DE ESCALA

A métrica de Robertson-Walker, baseada nas hipóteses de isotropia e homogeneidade, leva ao seguinte sistema:
(2)

(3)

...Neste sistema, k é o sinal da curvatura, p a pressão e r a densidade de energia-matéria. No modelo clássico, definimos o tempo cósmico t a partir da variável cronológica x°, por x° = c t, onde c é considerado como uma constante absoluta. Além disso, o comprimento de onda do fóton varia como R.

Vamos analisar agora a seguinte condição menos restritiva:
(4)

d x° = c(t) dt

que representa uma interpretação alternativa do parâmetro cronológico x°. Vamos agora relacionar as principais constantes físicas a R, considerado como um parâmetro de escala:
(5 )

(6)

m (massa das partículas) » R

(7)

h » R³/²

(8)

G » 1/R

...Ao nos referirmos à relação (1), notamos que G/c² = constante. Além disso, se V é a velocidade relativa de um elemento dado, por exemplo, a velocidade aleatória de uma galáxia em um aglomerado, ou a velocidade de uma partícula livre em uma nuvem, assumimos que V segue a variação secular:
(9)

V » R⁻¹/²

Se assumirmos que o número de partículas é conservado, a densidade de matéria r obedece a:
(10)

r » 1/R²

...Como consequência, podemos expressar a evolução cósmica por um processo de escala, ou seja, o comprimento de onda de Compton, o comprimento de onda de De Broglie, o comprimento de Schwarzschild e o comprimento de Jeans variam todos como R.

Além disso, nosso modelo conserva mc² = constante e:
(11)

...O modelo clássico preservou as massas, assumidas como constantes, mas não a energia-matéria total, devido à variação da energia do fundo cósmico. No nosso cenário, é o oposto: a energia-matéria é constante no tempo, não as massas. Além disso, é importante notar que a quantidade Gm²/R, que pode ser considerada como uma energia gravitacional característica, é conservada.

...Dado que as energias são conservadas no nosso modelo, o momento definido como mVi varia como R¹/². É constante apenas se for definido como ruic.

Finalmente, o comprimento de Planck varia no tempo como R(t), o tempo de Planck varia como t e as forças gravitacionais como 1/R(t).

  1. A EQUAÇÃO DE EVOLUÇÃO

Ao introduzir (4) no sistema (2),(3), obtemos as seguintes equações:
(12)

(13)

A utilização da seguinte equação de estado
(14)

leva a:
(15)

...No caso em que R = a tm, o parâmetro b desaparece de (15). De acordo com (5), Rc² = Roco² é uma constante absoluta, Ro e co sendo os valores atuais do parâmetro de escala R e da velocidade da luz c. O único valor possível para k é -1, o que significa que, no nosso modelo, a curvatura é negativa. A evolução torna-se então:
(16)

Aqui, ao contrário dos modelos clássicos, luz e matéria obedecem à mesma lei de evolução. Além disso:
(17)

...Se conhecemos to, a idade do universo, e co**, o valor atual da velocidade da luz, podemos deduzir o valor atual do parâmetro de escala do universo Ro = (3/2) co to, com o uso de:
(18)

A consequência é que o horizonte é encontrado idêntico, em qualquer momento, ao fator de escala R(t).

  1. INVARIÂNCIA DE ESCALA DE ALGUMAS EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS

...Primeiro, tomemos a equação de Vlasov, referindo-se a fluidos sem colisão. f (r,V,t)** ** é a função de distribuição das velocidades, que depende do vetor de posição r, do vetor de velocidade V e do tempo t. Y é o potencial gravitacional, de forma que - m ¶ Y/¶ r é a força atuando sobre a partícula de massa m.
(19)

Introduzimos variáveis sem dimensão, tais como:

t = t* t ; f = f* x ; ** V** = V* w ; r = R* z ; Y = ( Gm/R*) j

A equação (19) torna-se:
(20)

...Introduzimos as relações de escala anteriores G* » 1/R* , m* » R*. A análise dimensional da equação (2O) dá V* » 1/(R*)¹/² e:
(21)

R* » t*²/³

Essas relações podem ser interpretadas como relações de escala e relacionadas à solução (16). Consideremos agora a equação de Schrödinger:
(22)

Introduzimos:

t = t* t , r = R* z , h = h* h , m = m* m , U = U* u.

A análise dimensional da equação (22) dá:

(23)

ou seja, R* » t*²/³. Agora escrevamos as equações de Maxwell, referindo-se a um espaço vazio:
(24)

(25)

e escreva:

E = E* e , B = B* b, r = R* z , t = tt, c = c w

Obtemos:
(26)

(27)

Combinando com c* » 1/R¹/², recuperamos R » t²/³.

  1. CONCLUSÃO.

...Neste artigo, derivamos algumas das implicações da variação das constantes fundamentais no tempo. Isso só pode ser feito com a adição de algumas restrições adicionais de escala. Seguindo a sugestão de Milne [1], a interpretação clássica do desvio para o vermelho em termos do efeito Doppler deve ser substituída por outra, que considere a variação secular da constante de Planck. Os parâmetros fundamentais R e c estão ligados entre si por uma relação de escala. As massas das partículas variam como R, enquanto a energia-matéria e a energia gravitacional são conservadas.

...Este modelo prevê que o horizonte cósmico L(t) deve ser idêntico a R(t), o que justificaria a homogeneidade global do universo. A curvatura do espaço deve ser negativa e a relação de escala entre R e t deve ser R ~ t²/³.

...A constante de Planck variaria como t, e a constante gravitacional G como 1/R, de forma que o comprimento de Planck variaria como R, assim como o tempo de Planck variaria como t. A força gravitacional variaria como 1/R.

REFERÊNCIAS :

[ 1] E.A. MILNE : Relatividade Cinemática Oxford 1948.

[ 2] F.HOYLE & J.V.NARLIKAR : Modelos cosmológicos em teoria gravitacional invariante conforme. Mon. Notices Roy. Astr. Soc. 1972 155 pp 3O5-325.

[ 3] P.A. DIRAC : 1937, Nature, **139,**323

[ 4] P.A. DIRAC : 1973 Proc. Roy. Soc. London , A333, 4O3

[ 5] V.CANUTO & J.LODENQUAI : Cosmologia de Dirac, Ap.J. 211 : 342-356 1977 Janeiro 15.

[ 6] T.C.VAN FLANDERN : A constante gravitacional está mudando? Ap.J, 248 : 813-816

[ 7] A.JULG. A hipótese dos grandes números de Dirac e a criação contínua. Ap.J. 271 : 9-1O 1983 Agosto 1

[ 8] V.CANUTO & S.H. HSIEH : A radiação de corpo negro de 3 K, a hipótese dos grandes números de Dirac e a cosmologia covariante de escala. Ap.J., 224 : 3O2-307, 1978 Setembro 1

[ 9] ADLER R. BAZIN M. SCHIFFER M. : Introdução à relatividade geral. Mc Graw Hill 1965.

[ 1O] SOURIAU J.M. : Geometria e relatividade. Hermann ed, França, 1964

bilunique

Versão original (inglês)

variable light velocity **

AN INTERPRETATION OF COSMOLOGICAL MODEL

WITH VARIABLE LIGHT VELOCITY.
**

Jean-Pierre PETIT.

Observatoire de Marseille
For scientific correspondance : Chemin de la Montagnère, 84120, Pertuis. France.

Modern Physics Letters A, Vol. 3, n°16, nov 1988, p.1527

ABSTRACT : A cosmological model with variable c, h, G is proposed. The characteristic lengths of physics ( Compton, Jeans, Schwarzschild ) are assumed to vary like R(t). Both light and matter's worlds are found to obey the same law R » t2/3 The Planck constant is found to vary like t and the gravitation one like 1/R, while the Planck length vary like R. The particle masses follow m ~ R. The Hubble law still apply. The redshifts come from the secular variation of the Planck constant

1 - INTRODUCTION

...Since 193O the constancy of several so called constants of physics have been criticized by many authors [1,2,3,4] . Accurate laboratory measurements show that these values appear quite constant in our to-day's space time field, which is very small with respect to the whole space time, although Van Flandern [6] claimed for observational evidence of the variation of the gravity constant G. As far as we can see the extension of the constancy of the light velocity, and others so called "fundamental constants" over the overall cosmic scale is a still debatable hypothesis. The purpose of this paper is to examine some of the consequences of a model in which the 'constants" (especially the light velocity) are assumed to vary with time.

  1. THE POSSIBLE SECULAR VARIATION OF c

...Milne [1] tried the first to propose an attempt of this type. He suggested that the observed red shifts are due to some secular change of the Planck constant and not to the classical Doppler effect. If the energy of the traveling photon remains constant, the apparent decrease of the observed frequency would be only due to the linear increase of h with the cosmic time t. In addition Milne [1] suggested a decrease in time of the gravity constant G.

...Similarly Fred Hoyle [2] argued against the assumption of the constancy of the mass content of the universe. He also suggested a secular change of G and constant creation of matter. Dirac [3,4] , starting from an hypothesis about the variation in time of some large numbers, built with characteristic physical quantities ( like the ratio of the electromagnetic force to the gravitational force ), got a variable G and a constant creation of matter. Later Canuto and Hisieh [8] , Lodenquai [5] and Julg [7] explored some consequences of Dirac's initial idea. But, surprizingly, no one contested the absolute constancy of c.

In the field equation the so called Einstein constant c is determined by identification to the Poisson equation, which gives :
(1)

...The quantity c must be an absolute constant with respect to the four dimensions, for the field equation to be divergenceless. But once the identification mentioned above refers to a steady situation it does not imply the absolute constancy of G and c. A world model could a priori be built, with variable G and c, with respect to the cosmic time ( which will be defined later ), if the ratio G/c2 remains an absolute constant.

In the sequel of the paper we are going to analyze the effects of a secular variation of the light velocity.

  1. SUGGESTING GAUGE RELATIONS

The Robertson-Walker metric, based on the isotropy and homogeneity assumptions, leads to the following system :
(2)

(3)

...In this system, k is the sign of the curvature, p the pressure and r the density of energy-matter. In the classical model we define the cosmic time t from the chronological variable x°, by x° = c t , where c is considered as an absolute constant. In addition the wavelength of the photon varies like R.

Let us consider the less restrictive following condition :
(4)

d x° = c(t) dt

which represents an alternative interpretation of the chronological parameter x° . We are now going to relate the main physical constants to R, considered as a gauge parameter :
(5 )

(6)

m ( particle's mass ) » R

(7)

h » R3/2

(8)

G » 1/R

...Referring to the relation (1) notice that G/c2 = constant. In addition if V is the relative velocity of a given element , for example the random velocity of a galaxy in a cluster, or the velocity of a free particle in a cloud, we assume that V follows the secular variation :
(9)

V » R-1/2

If we suppose that the number of particles is conserved, the matter density r obeys :
(10)

r » 1/R2

...As a consequence we can express the cosmic evolution through a gauge process, i.e. the Compton wavelength, the De Broglie wavelength, the Schwarzschild length and the Jeans length are found to vary like R.

In addition our model still considers mc2 = constant and :
(11)

...The classical model saved the masses, as assumed to be constant, but not the total matter-energy, through the variation of the the cosmic background energy. In our scenario it is just the reverse : the energy-matter is constant in time, not the masses. In addition, one should notice that the quantity Gm2/R, which can be considered as a characteristic gravitational energy, is conserved.

...Since the energies are conserved in our model, the moment as defined as mVi varies like R1/2. It is only constant if we define them as ruic.

Finally the Planck length varies with time like R(t), the Planck time varies like t and the gravitational forces like 1/R(t).

  1. THE EVOLUTION EQUATION

Introducing (4) into the system (2),(3) we obtain the following equations :
(12)

(13)

The use of the following equation of state
(14)

leads to :
(15)

...In the case where R = a tm the parameter b disappears from (15). From (5) Rc2 = Roco2 is an absolute constant, Ro and co being the present values of the gauge parameter R and light velocity c. The only possible value for k is -1, which means that in our model the curvature is negative. Then the evolution law becomes :
(16)

Here, at contrary to the classical models, light and matter the same evolution law. Moreover :
(17)

...If we know to, the age of the universe, and co** **, the present value for the light velocity , we could derive the present value of the gauge parameter of the universe Ro = (3/2) co to, with the use of :
(18)

The consequence is that the horizon is found to be identical, at any time, to the gauge factor R(t).

  1. GAUGE INVARIANCE OF SOME FUNDAMENTAL EQUATIONS

...Let us take first the Vlasov equation, referring to collision free fluids. f (r,V,t)** **is the velocity distribution function, which depends on the position vector r, the velocity vector V and the time t. Y is the gravitational, so that - m ¶ Y/¶ r is the force acting on the particle whose mass is m.
(19)

Introduce non-dimensional variables, such that :

t = t* t ; f = f* x ; ** V** = V* w ; r = R* z ; Y = ( Gm/R*) j

The equation (19) becomes :
(20)

...Introduce the precedent gauge relations G* » 1/R* , m* » R*.
The dimensional analysis of the equation (2O) gives V* » 1/(R*)1/2 and :
(21)

R* » t*2/3

These relations can be interpreted as gauge relations and related to the solution (16). Consider now the Schrödinger equation :
(22)

Introduce :

t = t* t , r = R* z , h = h* h , m = m* m , U = U* u.

The dimensional analysis of the equation (22) gives :

(23)

i.e. R* » t*2/3 . Now let us write the Maxwell equations, referring to en empty space :
(24)

(25)

and write :

E = E* e , B = B* b, r = R* z , t = tt, c = c w

We get :
(26)

(27)

Combining with c* » 1/R1/2 we refind R » t2/3 .

  1. CONCLUSION .

...In this paper we have derived some of the implications of letting the fundamental constants varying with time. This can only be done with the addition of some further gauge constrainsts. Following the Milne's suggestion [ 1] the classical interpretation of the red shift in terms of Doppler effect has to be replaced by another one taking account the secular change of the Planck constant. The fundamental parameters R and c are related to each other by some gauge relation. The particle masses vary like R while the energy-matter and the gravitation energy are conserved.

...This model predicts that the cosmological horizon L(t) should be identical to R(t), which would justify the overall homogeneity of universe. The curvature of space should be negative and the gauge relationship between R and t should be R ~ t2/3.

...The Planck's constant would vary like t, and the gravitational constant G like 1/R, such as the Planck's length would vary like R, as well as the Planck's time would vary like t. The gravitational force would vary like 1/R.

REFERENCES :

[ 1] E.A. MILNE : Kinematic Relativity Oxford 1948.

[ 2] F.HOYLE & J.V.NARLIKAR : Cosmological models in conformally invariant gravitational theory. Mon. Notices Roy. Astr. Soc. 1972 155 pp 3O5-325.

[ 3] P.A. DIRAC : 1937, Nature, **139,**323

[ 4] P.A. DIRAC : 1973 Proc. Roy. Soc. London , A333, 4O3

[ 5] V.CANUTO & J.LODENQUAI : Dirac cosmology, Ap.J. 211 : 342-356 1977 January 15.

[ 6] T.C.VAN FLANDERN : Is the gravitational constant changing ? Ap.J, 248 : 813-816

[ 7] A.JULG. Dirac's large numbers hypothesis and continuous creation. Ap.J. 271 : 9-1O 1983 August 1

[ 8] V.CANUTO & S.H. HSIEH : The 3 K blackbody radiation, Dirac's large numbers hypothesis, and scale-covariant cosmology. Ap.J., 224 : 3O2-307, 1978 September 1

[ 9] ADLER R. BAZIN M. SCHIFFER M. : Introduction to general relativity. Mc Graw Hill 1965.

[ 1O] SOURIAU J.M. : Géométrie et relativité. Hermann ed, France, 1964

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