grupos e ação coadja­nte de momento da física

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O texto explica o grupo de Poincaré, derivado do grupo de Lorentz, e suas quatro componentes relacionadas às transformações espaço-temporais.
  • Ele descreve a ação dessas componentes sobre o momento, incluindo energia, momento linear, translação e rotação.
  • O texto aborda as inversões de espaço e tempo, bem como as implicações de massas negativas na física.

grupos e ação coadunada da física momento

13

As quatro componentes do grupo de Poincaré.

A partir do grupo de Lorentz, constrói-se o grupo de Poincaré, já mencionado:

(142)

Equação 142

C é o vetor "translação espaço-temporal".

(143)

Equação 143

Esse grupo de Poincaré também terá quatro componentes, cada uma associada à componente correspondente do grupo de Lorentz.

Acima, a ação do grupo sobre seu espaço de movimentos. Mas o que é interessante são as ações das quatro componentes sobre o momento. Ver: Souriau, Structure des Systèmes Dynamiques, Dunod 1973 (e Birkhauser 1997, em inglês), capítulo III, página 197, seção intitulada: Inversões de espaço e de tempo.

Recordemos as componentes do momento associado ao grupo de Poincaré:

E: energia
p: momento
f: passagem
l: rotação

Para nos aproximar das notações de Souriau, chamemos:

  • Ln a componente neutra do grupo de Lorentz.
  • Ls a que inverte o espaço.
  • Lt a que inverte o tempo — Lst a que inverte ambos.

C, sendo uma translação espaço-temporal, as quatro componentes do grupo de Poincaré são:

gp (Ln, C) componente neutra
gp (Ls, C) inverte o espaço
gp (Lt, C) inverte o tempo
gp (Lst, C) inverte o espaço e o tempo.

Vamos investigar os efeitos sobre as componentes do momento. Devemos considerar as fórmulas que dão a ação do grupo sobre seu espaço de momentos:

(144)

Equação 144

P é o quadrivetor:

(145)

Equação 145

Podemos escrever as matrizes a serem analisadas:

(146)

Equação 146

com l = ±1 e m = ±1.
Ln = L(l = 1; m = 1)
Ls = L(l = -1; m = 1)
Lt = L(l = 1; m = -1)
Lst = L(l = -1; m = -1)

(147)

Equação 147

(148)

Equação 148

Passemos à análise da ação sobre a rotação e a passagem.

(149)

Equação 149

Mas, no que nos interessa, C = 0

(150)

logo l' = l e f' = l m f

Deduzimos:

(151) gp (Ln, C): I E → E; pp; ff; ll
gp (Ls, C): I E → E; p → -p; f → -f; ll
gp (Lt, C): I E → -E; pp; f → -f; ll
gp (Lst, C): I E → -E; p → -p; ff; ll

As inversões nunca alteram a rotação l.

Por outro lado, a inversão temporal e a inversão da energia, E → -E, são sinônimas.

A rotação é sinônima de spin, quando quantificada. Nenhuma inversão a altera.

O spin (como módulo do vetor rotação da partícula) é apenas um número.

A energia de uma partícula em repouso é mc².

A inversão temporal é sinônima da inversão da massa m.

A inversão espacial não inverte a massa.

As duas primeiras componentes do grupo são denominadas por Souriau ortocronas, e as duas últimas antiortocronas.

Ele observa que tudo isso levanta o problema das massas negativas, que os físicos geralmente não gostam. De fato, o que acontece com o resultado da colisão de duas partículas com energias +mc² e -mc²?

Há uma aniquilação completa. Não se trata apenas da aniquilação matéria-antimatéria, que produz fótons. Tratar-se-ia de um fenômeno que geraria o nada em estado puro.

Para evitar esse problema das massas negativas, Souriau considera duas soluções. A primeira consiste em decidir pura e simplesmente que partículas de massa negativa não existem. A segunda consiste em excluir as transformações antiortocronas.

Reformulando, poderíamos dizer que:

  • Deus, em sua infinita sabedoria...

Continuemos a construir elementos que servirão de ponto de partida para nosso próprio trabalho.