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Passemos ao segundo setor (l = -1; m = 1)
(247)
Temos uma simetria z. Assim, nossa matéria é transformada em antimateria, segundo a definição dada anteriormente. A ação coadjunta dá C → -C. Há conjugação de carga. Massa e energia permanecem inalteradas. Trata-se da antimateria no sentido de Dirac, ortocrônica. As cargas são invertidas, começando pela carga elétrica q.
Passemos ao setor (l = -1; m = -1)
(248)
Temos uma simetria z, logo transformação da matéria em antimateria. Como lm é positivo, não há simetria C. As cargas permanecem inalteradas. Há, porém, simetria PT. Foi isso que levou Feynman a afirmar que matéria ordinária (com as mesmas cargas), enantiomorfa e voltando no tempo, se comportaria como antimateria no sentido de Dirac (a qual é C-simétrica). Mas isso esquece uma coisa. A antimateria de Feynman é "anticronológica", logo possui massa e energia negativas. Em um campo gravitacional, deveria "subir".
Nossa conclusão:
Não há equivalência entre essas duas antimaterias.
Passemos ao último tipo de movimentos, induzidos pelos elementos de (l = 1; m = -1). Não há simetria z. Esse movimento é, portanto, o de uma partícula de matéria. Há simetria PT, devido a m = -1.
A ação coadjunta, por lm < 0, dá uma simetria C. O objeto é, portanto, CPT-simétrico.
O "teorema CPT" identifica a simetria CPT de uma partícula com a própria partícula. Mas pensamos que isso não é verdadeiro. Essas partículas CPT-simétricas são geradas por elementos do grupo que pertencem a um setor anticronológico. Assim, as massas e energias das partículas CPT-simétricas são negativas.
Não há equivalência entre os dois tipos de matéria.
(249)
No caminho, precisões sobre os movimentos dos fótons. As anticomponentes ortocrônicas têm, sobre os movimentos dos fótons, uma ação coadjunta correspondente ao esquema 1 BIS. (246, página anterior)
Por outro lado, se fazemos agir elementos pertencentes aos setores anticronológicos, isso terá o efeito de inverter a energia desses fótons. Esquema 4 bis, a seguir:
(250)
Mas, nessa ótica, permanecemos com partículas, quer tenham massas não nulas ou nulas, dotadas de energias opostas, que podem se encontrar. De fato, sabe-se que tudo o que é anticronológico vai junto com E < 0 e m < 0.
Segundo este modelo, correspondente ao 1º grupo de Petit, em resumo:
- Um único universo, cujo grupo dinâmico é:
(251)
com oito componentes, atuando sobre um espaço decadimensional (o espaço-tempo mais seis dimensões adicionais).
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Temos diferentes simetrias. A simetria z (l = -1), afetando todas as dimensões adicionais, é tomada como definição da dualidade matéria-antimateria. A simetria PT (m = -1).
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O grupo contém componentes ortocrônicas e componentes anticronológicas, associadas a movimentos com energia e massa negativas.
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A análise da ação coadjunta permite destacar a simetria C (inversão de todas as cargas), condicionada pela simetria z e pela simetria PT: C = l m
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Temos quatro tipos fundamentais de movimentos, logo de matérias.
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Matéria ortocrônica (l = 1; m = 1; C = 1; E > 0)
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Antimateria no sentido de Dirac, ortocrônica: (l = 1; m = 1; C = 1; E > 0)
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CPT-simétrica da matéria: matéria. (l = 1; m = -1; C = -1; E < 0): anticronológica
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PT-simétrica da matéria: antimateria. (l = -1; m = -1; C = 1; E < 0): anticronológica
A solução sugerida consiste em considerar um espaço de momentos desconexo, ligado a um espaço de movimentos desconexo, constituído por dois folhetos, dois universos, espaço quociente do grupo proposto (o segundo grupo de Petit) pelo seu subgrupo ortocrônico.