Quando a neve derreteu...

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O artigo conta a história do primeiro artigo francês sobre as asas delta publicado em 1974 e a experiência pessoal do autor com o voo livre.
  • O autor foi excluído dos meios científicos devido ao seu interesse pelos ovnis e participou de voos em asa delta com amigos.
  • O artigo menciona os começos do esporte do voo livre, os primeiros aparelhos como o Manta e as aventuras vividas com Michel Katzman.

Documento sem nome

O primeiro artigo publicado na França, em 1974
apresentando o "Deltaplane"

11 de dezembro de 2007

Havia um tempo em que eu colaborava estreitamente com a revista Science et Vie, que até me enviou como "repórter" nos Estados Unidos em 1976, no ocasião do bicentenário da revolução americana, para fazer um balanço sobre o avanço da ciência lá. Esse viagem deu parte do material do livro "Les Enfants du Diable", disponível para download neste site. Algum tempo antes, um meu artigo havia sido objeto da... capa da revista, com o título "um motor a plasma para ovnis". Naquela época, o mecanismo de reação psico-socio-inmunológica ainda não havia captado a redação da revista. Desde mais de trinta anos estou proibido de entrar, assim como em todas as redações das revistas de divulgação científica. Tudo isso por causa de um interesse inapropriado pelo assunto ovni.

Não, você não me verá explicando o funcionamento, os detalhes da Z-machine ou apresentando meus trabalhos de cosmologia ou astronomia. Aceito com dignidade meu status de excomungado. Você pode encontrar o artigo sobre a nave MHD no site http://www.ufo-science.com.

Um de meus leitores, Elno, digitalizou um documento de arquivo divertido que certamente é o primeiro artigo publicado na França sobre "asas Delta", na revista Science et Vue. Você verá a previsão do nascimento dos .. ULM. A única besteira é a finura atribuída à asa Manta, bastante superestimada, que eu havia tentado e depois comprei. Quanto ao resto, está razoavelmente correto.

Tudo começou naquele ano, quando um certo Bob Yannis causou polêmica ao decolar, puxado, numa manhã muito cedo nos Champs-Elysées. Se um leitor nos encontrar a foto da época, poderíamos anexá-la. Em 1974, as "transversais flutuantes" ainda não haviam sido inventadas, assim como os "floatings". Utilizo o linguagem conhecida pelos especialistas. O resultado era que voávamos em linha reta, com uma velocidade de queda de 2,5 m/s, que atingia 4 m/s em curva. Essas curvas só podíamos fazer com deslizamento. Nesse ritmo, como indicado no artigo, fazíamos no máximo voos de encosta em fortes correntes ascendentes. A flecha era de 90°. A asa, muito curvada e com alongamento baixo, podia pular. Já me aconteceu várias vezes pousar em uma clareira, no meio de uma floresta, "empurrando tudo" e descendo verticalmente a 6 m/s (velocidade de queda de um paraquedas hemisférico, que se suporta muito bem com bons tornozelos). Não havia nenhum "plano de forma". Com a asa plana, era apenas uma peça de dacron com quatro costuras e algumas ripas.

Quando soube da existência dessas máquinas, logo procurei voar em uma delas. Naquela época, o filho do alpinista Lachenal comprou uma, monoposto. Os biplace ainda não existiam. Ele trabalhava nos Grands Montets, em Chamonix. Por uma taxa, ele o acoplava sob esse conjunto de tubos, tecido e cabos, e o lançava em uma encosta de esqui bastante inclinada. Era recomendado manter o nariz da asa baixo. Quando a vela "faceyava" (uso aqui um termo de marinha), bastava empurrar a barra de controle. Então fazíamos um voo de cerca de cem metros de comprimento, a alguns metros do solo, no máximo dez. O pouso, com esquis, não apresentava dificuldade maior. Lachenal depois recolhia a asa e o piloto com uma motoneve.

Fascinado por esse novo esporte, decidi comprar um "Manta" (o preço da época era 1800 F). Recebíamos o conjunto em um grande cilindro de papelão. Nos meses seguintes, fiz vários voos nas estações de esqui da região, usando os "tire-fesses" para ganhar altura, decolar e pousar. Mas quando chegou o verão, a neve desapareceu. Não sabendo o que fazer, improvisava um velho par de esquis adaptando ... rodas de carrinho de bebê. Era um truque perigoso, pois uma vez que se iniciava, o freio era simplesmente impossível. Fiz alguns voos com esses esquis com rodas.

skis_a_roulettes

**Quando a neve derreteu .... **

Muitas coisas bastante loucas foram imaginadas naquela época, tanto aqui quanto do outro lado do Atlântico. Mas acho que essa ideia mereceria figurar nos anais.

Soube que outros loucos voadores se haviam reunido em Chamonix e fui ao encontro deles, minha asa fixada no teto da minha Deuche verde.

Foi lá que conheci Michel Katzman, que se tornaria um dos meus melhores amigos e com quem voei durante 15 anos. Quando ele descobriu meus esquis com rodas, caiu no chão, morto de rir, e foi se juntar ao grupo dizendo:

- Venham, vou mostrar um completo louco!

De fato, eu ignorava que se podia decolar correndo. Não havia encontrado isso em nenhum manual, por uma boa razão .... os manuais ainda não existiam. Michel me ensinou a decolar correndo, o que fiz sem dificuldade. Em seguida, sua companheira Odile Monrozier começou a me ensinar meu primeiro "Grande Voo", aquele de Cluses, onde havia algumas centenas de metros de desnível. Na véspera, um amigo da região me disse:

- Escute, me incomoda que você voe sem capacete. Tenho o capacete de montanha do meu irmão. Vou te emprestar, assim ficarei mais tranquilo.

Esse capacete de alumínio era muito pequeno e, se tivesse adicionado as orelhas gálicas, eu poderia ter parecido com Obelix. Odile, antes de decolar pela primeira vez, me descreveu o plano de voo. Podíamos ver claramente, abaixo, o campo onde teríamos que pousar. Ela voou com elegância. Quando chegou a minha vez, um incidente lamentável aconteceu. Naquela época voávamos sentados. Os "harnês deitados" apareceram mais tarde. O piloto estava preso, graças a um harnês feito de fortes tiras de nylons, por uma corda que passava logo atrás da sua cabeça e se prendia na quilha com um mosquetão.

Quando entrei no ar, a corda fez o capacete virar para frente e fiquei na mais completa escuridão. O tempo de colocar uma mão no meio da barra de controle e tentar levantar esse maldito capacete do outro lado, eu perdi altitude e fui em direção a uma árvore que normalmente deveria sobrevoar de dez bons metros. Lembrei-me do que aprendi na Supaéro e na Montagne Noire, quando fazia voo à vela. Nesse caso, em vez de tentar recuperar altitude imediatamente, era necessário voar diretamente contra o obstáculo e só fazer o "cabrando" no último momento. Fiz exatamente isso. Ainda assim, tive que correr entre as altas árvores para conseguir passar pelo obstáculo, sempre pilotando com uma mão. O resto do voo foi tão bom. Raspei os telhados das fazendas. Impossível tirar esse maldito capacete, devido à impossibilidade de manobrar o fecho com uma mão. Então fiz todo o voo, muitas vezes a menos de dez metros de altitude, pilotando com uma mão e segurando o capacete com a outra para evitar uma cegueira total.

Meu sofrimento parecia estar prestes a terminar, quando percebi que tinha diante de mim um fio telefônico, entre dois postes. Então viragem apertada, "PTL" (pousada em L) e pouso na grama. Coisas assim não se esquecem. Fiquei por longos minutos ...