Homeopatia pesquisa científica biologia digital medicina eletromagnética
A última carta de Jacques Benveniste a 15.000 homeopatas, junho de 2003.
Ele havia recebido três respostas....
Coloquei em cor algumas passagens.
LABORATÓRIO DE BIOLOGIA DIGITAL
DIGITAL BIOLOGY LABORATORY
32 rue des Carnets, 92140 Clamart, França
Tel. +33.(0)1.46.01.58.40 - Fax +33.(0)1.46.31.02.77
Mailto : jbenveniste@digibio.com Web : www.digibio.com
Diretor : Dr J. Benveniste
Clamart, junho de 2003
Caros confrades,
Dirijo-me diretamente a vocês, os praticantes e os usuários da homeopatia.
Com efeito, não consegui até agora convencer as firmas homeopáticas da importância vital de promover a pesquisa fundamental e clínica de alto nível para assegurar o futuro da disciplina. Sabe-se, no entanto: nenhuma prática destinada a melhorar a sorte dos homens pode permanecer exclusivamente empírica. Ela deve objetivar seus resultados.
Ora, o problema central da homeopatia que, se não for resolvido rapidamente, compromete seu futuro, é seu isolamento do mundo científico: existem muito poucos trabalhos modernos em revistas clínicas de alto nível (praticamente nenhum francês) e sobretudo nenhuma teoria física justifica uma atividade biológica na ausência de moléculas. O dogma fundador da biologia é a molécula, e quaisquer que sejam os resultados clínicos, eles não serão levados em consideração - com certa má-fé -
enquanto nenhum fenômeno físico explicar essa atividade alegada.
Para que a homeopatia seja respeitada no mundo médico, não apenas no mundo fechado da homeopatia, é preciso publicar resultados mostrando a natureza do que age em alta diluição (sabemos agora, um sinal eletromagnético de baixa frequência) e isto em revistas científicas de alto nível.
É difícil mas possível. O laboratório que eu dirigia, o Inserm U200, fechado desde então por motivo de heresia, produziu entre 1987 e 1991 quatro artigos em tais revistas, inclusive, sobre "Apis Mellifica", no templo do conservadorismo, a Academia de Ciências de Paris. http://www.digibio.com/cgi-bin/node.pl?lg=fr&nd=n4
Isso exige uma política de pesquisa que comporte um financiamento, modesto em comparação com as firmas farmacêuticas clássicas, e a contribuição de cientistas de alto nível. Ora, desde 15 anos que entrei fortuitamente neste tema de pesquisa, isso não ocorreu.
Primeiro paradoxo: porque meus resultados corroboram um dos princípios da homeopatia, sou atacado pelos ultraortodoxos e meus meios de pesquisa foram suprimidos.
Ora, não recebi apoio financeiro significativo da "comunidade" homeopática desde 1989.
Segundo paradoxo: a homeopatia tem muito mais necessidade de pesquisa fundamental do que a farmacologia clássica, que dispõe de dados cientificamente validados, mesmo que nem todos sejam corretos. Somente a definição de suas bases físicas pode proteger a homeopatia de um lento mas inexorável estrangulamento pelas autoridades sanitárias. A passividade da comunidade homeopática mundial que não consente o esforço necessário para assegurar, bis repetita..., uma respeitabilidade médica e científica, é suicida. Esse abandono é o aliado objetivo de seus adversários.
E isto enquanto a homeopatia é uma medicina eletromagnética adiantada em relação à medicina clássica (que desperdício que o mundo o ignore!!) e que agora é possível fazê-la evoluir graças aos métodos da pesquisa moderna.
A deficiência dos "pesquisadores" em homeopatia, que se apressam nos congressos, conferências e outros grupos de pesquisa, mas não lá onde a homeopatia precisa, as revistas científicas e médicas, deixou nossa equipe, nolens plus que volens, quase sozinha na linha de frente.
O desafio é claro: se nossos resultados forem reconhecidos, a homeopatia entrará no seio da ciência "normal". Um diálogo de igual para igual poderá se estabelecer com as autoridades científicas, médicas, administrativas e políticas. Ver-se-á o fim dos confrontos e a homeopatia poderá se desenvolver além de seu quadro atual. Nossos adversários o sabem, que não cessam seus ataques. Se a ausência de meios provocasse nossa derrota comum, o "vejam que não há resultados críveis" será sua arma de destruição massiva, mortal para a homeopatia.
Aqueles que lucram com a venda de produtos homeopáticos e não financiam nenhuma pesquisa parecem inconscientes desses desafios.
Solicito, portanto, diretamente sua contribuição a um fundo de pesquisa de pelo menos o equivalente a uma consulta por ano. Mais, evidentemente, para aqueles que desejam e podem melhor se engajar nessa batalha crucial.
Agradeço enviar essas contribuições à ordem de: Laboratoire de Biologie Numérique.
Além disso, alguns de seus clientes ou amigos querem ajudar a pesquisa. Deve ser possível incitá-los a apoiar a homeopatia em vez dos temas dominantes: genética, biologia molecular, quimioterapia, cujos resultados não são... evidentes.
Se vocês forem numerosos a se mobilizar, avanços científicos importantes deverão ocorrer antes de 3-5 anos, por exemplo, definição do sinal contido nas diluições homeopáticas, caracterização física da água portadora de uma informação homeopática, dos sinais eletromagnéticos dos componentes do vivente, do biomagnetismo humano, etc. Ver www.digibio.com
No que concerne à pesquisa clínica em homeopatia, ela não será feita por médicos alopatas, ainda menos nos CHU. Aliás, pode-se censurá-los? "Italia fara da se". Ora, soluções existem, que permitem àqueles que estão em contato com o doente se reagrupar, estabelecer redes, compartilhar protocolos e resultados. Se encontrarmos os meios financeiros e humanos, será preciso criar uma agência de pesquisa em homeopatia, aconselhando metodologicamente os praticantes para que eles busquem em seu considerável "material" clínico com que elaborar uma pesquisa de qualidade. Uma abordagem muito operacional, em contato com a realidade, bastante diferente desses comitês de especialistas, nacionais ou europeus, dos quais a homeopatia não tirou até agora nenhum benefício. Aqui também, fora da base, vocês, nenhuma solução.
Conto com vocês como, creio, vocês podem contar com a determinação da equipe do Laboratório de Biologia Digital para levar a bom termo esta empolgante aventura científica e médica.
Atenciosamente.
Dr. J. Benveniste
LABORATÓRIO DE BIOLOGIA DIGITAL
DIGITAL BIOLOGY LABORATORY
32 rue des Carnets, 92140 Clamart, França
Tel. +33.(0)1.46.01.58.40 - Fax +33.(0)1.46.31.02.77
Mailto : jbenveniste@digibio.com Web : www.digibio.com
Diretor : Dr J. Benveniste
Clamart, junho de 2003
Caros confrades,
Dirijo-me diretamente a vocês, os praticantes e os usuários da homeopatia.
Com efeito, não consegui até agora convencer as firmas homeopáticas da importância vital de promover a pesquisa fundamental e clínica de alto nível para assegurar o futuro da disciplina. Sabe-se, no entanto: nenhuma prática destinada a melhorar a sorte dos homens pode permanecer exclusivamente empírica. Ela deve objetivar seus resultados.
Ora, o problema central da homeopatia que, se não for resolvido rapidamente, compromete seu futuro, é seu isolamento do mundo científico: existem muito poucos trabalhos modernos em revistas clínicas de alto nível (praticamente nenhum francês) e sobretudo nenhuma teoria física justifica uma atividade biológica na ausência de moléculas. O dogma fundador da biologia é a molécula, e quaisquer que sejam os resultados clínicos, eles não serão levados em consideração - com certa má-fé -
enquanto nenhum fenômeno físico explicar essa atividade alegada.
Para que a homeopatia seja respeitada no mundo médico, não apenas no mundo fechado da homeopatia, é preciso publicar resultados mostrando a natureza do que age em alta diluição (sabemos agora, um sinal eletromagnético de baixa frequência) e isto em revistas científicas de alto nível.
É difícil mas possível. O laboratório que eu dirigia, o Inserm U200, fechado desde então por motivo de heresia, produziu entre 1987 e 1991 quatro artigos em tais revistas, inclusive, sobre "Apis Mellifica", no templo do conservadorismo, a Academia de Ciências de Paris. http://www.digibio.com/cgi-bin/node.pl?lg=fr&nd=n4
Isso exige uma política de pesquisa que comporte um financiamento, modesto em comparação com as firmas farmacêuticas clássicas, e a contribuição de cientistas de alto nível. Ora, desde 15 anos que entrei fortuitamente neste tema de pesquisa, isso não ocorreu.
Primeiro paradoxo: porque meus resultados corroboram um dos princípios da homeopatia, sou atacado pelos ultraortodoxos e meus meios de pesquisa foram suprimidos.
Ora, não recebi apoio financeiro significativo da "comunidade" homeopática desde 1989.
Segundo paradoxo: a homeopatia tem muito mais necessidade de pesquisa fundamental do que a farmacologia clássica, que dispõe de dados cientificamente validados, mesmo que nem todos sejam corretos. Somente a definição de suas bases físicas pode proteger a homeopatia de um lento mas inexorável estrangulamento pelas autoridades sanitárias. A passividade da comunidade homeopática mundial que não consente o esforço necessário para assegurar, bis repetita..., uma respeitabilidade médica e científica, é suicida. Esse abandono é o aliado objetivo de seus adversários.
E isto enquanto a homeopatia é uma medicina eletromagnética adiantada em relação à medicina clássica (que desperdício que o mundo o ignore!!) e que agora é possível fazê-la evoluir graças aos métodos da pesquisa moderna.
A deficiência dos "pesquisadores" em homeopatia, que se apressam nos congressos, conferências e outros grupos de pesquisa, mas não lá onde a homeopatia precisa, as revistas científicas e médicas, deixou nossa equipe, nolens plus que volens, quase sozinha na linha de frente.
O desafio é claro: se nossos resultados forem reconhecidos, a homeopatia entrará no seio da ciência "normal". Um diálogo de igual para igual poderá se estabelecer com as autoridades científicas, médicas, administrativas e políticas. Ver-se-á o fim dos confrontos e a homeopatia poderá se desenvolver além de seu quadro atual. Nossos adversários o sabem, que não cessam seus ataques. Se a ausência de meios provocasse nossa derrota comum, o "vejam que não há resultados críveis" será sua arma de destruição massiva, mortal para a homeopatia.
Aqueles que lucram com a venda de produtos homeopáticos e não financiam nenhuma pesquisa parecem inconscientes desses desafios.
Solicito, portanto, diretamente sua contribuição a um fundo de pesquisa de pelo menos o equivalente a uma consulta por ano. Mais, evidentemente, para aqueles que desejam e podem melhor se engajar nessa batalha crucial.
Agradeço enviar essas contribuições à ordem de: Laboratoire de Biologie Numérique.
Além disso, alguns de seus clientes ou amigos querem ajudar a pesquisa. Deve ser possível incitá-los a apoiar a homeopatia em vez dos temas dominantes: genética, biologia molecular, quimioterapia, cujos resultados não são... evidentes.
Se vocês forem numerosos a se mobilizar, avanços científicos importantes deverão ocorrer antes de 3-5 anos, por exemplo, definição do sinal contido nas diluições homeopáticas, caracterização física da água portadora de uma informação homeopática, dos sinais eletromagnéticos dos componentes do vivente, do biomagnetismo humano, etc. Ver www.digibio.com
No que concerne à pesquisa clínica em homeopatia, ela não será feita por médicos alopatas, ainda menos nos CHU. Aliás, pode-se censurá-los? "Italia fara da se". Ora, soluções existem, que permitem àqueles que estão em contato com o doente se reagrupar, estabelecer redes, compartilhar protocolos e resultados. Se encontrarmos os meios financeiros e humanos, será preciso criar uma agência de pesquisa em homeopatia, aconselhando metodologicamente os praticantes para que eles busquem em seu considerável "material" clínico com que elaborar uma pesquisa de qualidade. Uma abordagem muito operacional, em contato com a realidade, bastante diferente desses comitês de especialistas, nacionais ou europeus, dos quais a homeopatia não tirou até agora nenhum benefício. Aqui também, fora da base, vocês, nenhuma solução.
Conto com vocês como, creio, vocês podem contar com a determinação da equipe do Laboratório de Biologia Digital para levar a bom termo esta empolgante aventura científica e médica.
Atenciosamente.
Dr. J. Benveniste
Vox clamat in deserto. Ao contrário, encontrei um importantíssimo dossiê de 8 páginas, na Sciences et Avenir de novembro de 2004, consagrado à obra dos irmãos Boiron e ao movimento homeopático, ilustrado com grandes fotografias em cores. Nenhuma menção de Jacques Benveniste nesse artigo. Página 18, uma entrevista com Philippe Belon, diretor de pesquisa da Boiron que "multiplica os estudos para superar as reticências à homeopatia". Na sua boca, nem uma palavra sobre Jacques Benveniste e sobre seus trabalhos. Nada....
Algumas páginas adiante, na revista, meia coluna "Jacques Benveniste morreu".
Chocante. Não entendo como Boiron, o atual diretor, não enviou à revista uma carta com "pedido de inserção", prestando homenagem ao trabalho, diria mesmo mais ao sacrifício de Jacques. Eu, tê-lo-ia feito. Mas não sou Boiron. Estimo que há um momento em que a diplomacia, o pragmatismo e os imperativos comerciais devem se apagar diante da humanidade, da integridade e da justiça.
Mas sempre é tempo de fazer essa démarche s Retour vers Guide Retour vers page d'Accueil
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