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Documentos de arquivo importantes
11 de março de 2005
Leitores me pediram "a autorização para copiar esses arquivos em seus próprios sites". Eles não me pertencem. É importante que as declarações de Eisenhower sejam conhecidas pelo maior número possível de pessoas. Coloque esses arquivos em seus sites. Faça essas palavras se espalharem.
O primeiro é o discurso de despedida proferido pela televisão americana em 17 de janeiro de 1961 pelo presidente Dwight D. Eisenhower, dirigido a todos os seus cidadãos. Ele está inteiramente centrado em um aviso solene sobre o perigo do crescimento do complexo militar-industrial dos EUA. Eisenhower usa a expressão "complexo militar-industrial". Adverte seus concidadãos de que, se essa entidade não for controlada, ela pode se tornar um verdadeiro perigo para o funcionamento democrático do país.
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Byrd proferiu seu discurso diante de uma sala vazia. Essa imagem vem do filme "O Nervo da Guerra" e mostra os bancos do Congresso vazios diante dos quais o senador falou.

O segundo documento é muito mais recente. Trata-se de um discurso proferido em 12 de fevereiro de 2003 pelo senador do estado da Virgínia, Robert Byrd, logo antes do início do ataque americano ao Iraque. Ele fez esse discurso diante de uma sala praticamente vazia e ninguém deu eco a suas palavras. Há uma cena em que se vê o presidente se contorcendo, desconfortável, em sua cadeira. O texto completo, em inglês, mais adiante.
13 de março de 2004: Fonte Rede Voltaire

Robert Byrd, senador democrata, é o mais velho do Senado americano. O vídeo acima o mostra como opositor desde o início da operação americana no Iraque. Há alguns dias (início de março de 2005), ele provocou uma polêmica ao comparar George W. Bush a Hitler. Referindo-se às mudanças que Bush está implementando no Senado, ele expressou a opinião de que este teria começado a preencher os tribunais com juízes de extrema-direita. Lembrou que Hitler, até que se apossasse totalmente do poder, jogou o "jogo democrático", permanecendo "na legalidade".
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Discurso completo do discurso de 12 de fevereiro de 2003, em inglês e francês
Discurso proferido por Byrd no Senado americano em 18 de outubro de 2003
Meu comentário: Como é possível que tenham se passado dois anos até que soubéssemos da existência de um discurso assim? No Senado americano, é preciso que seja um homem de 82 anos para ousar dizer tais coisas. No filme "O Nervo da Guerra", vemos um senador dizer em uma reunião pública: "Bendigo a indústria bélica do nosso país" (a quem devem seus empregos e a ele mesmo... seu assento).
Nossos meios de comunicação franceses estão abaixo de tudo. A situação planetária é grave e piora dia após dia. Grupos de interesse se apropriaram do poder em vários países. Não é apenas nos EUA. A ONU (que De Gaulle chamava com desprezo de "aquele traste!") é impotente. Os egoísmos e interesses se desenfreados. As frustrações e misérias tornam-se o terreno fértil para todos os desesperos e extremismos. Nos países ricos, o medo está prestes a justificar todas as derivações. Mas ninguém busca uma solução verdadeira. Ninguém ousa imaginar uma das coisas que deveriam ser implementadas o mais rápido possível:
A transparência
Seria mais importante tornar públicos os contas bancários, derrubar os paraísos fiscais e as estruturas de ocultação do que fichar indivíduos. Isso atacaria o problema na raiz, e não apenas os efeitos.
Nos nossos meios de comunicação franceses, o discurso de Eisenhower e o filme "O Nervo da Guerra" são ignorados. A verdade não vende. É impressionante, nesses tempos de todos os perigos, que os horários de maior audiência sejam ocupados por programas mais tolos. Mas isso é fruto do liberalismo da informação.
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