O Inflatron, página 3: A dívida

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O texto explica um mecanismo de jogo econômico que simula as devaluações e a dívida entre países.
  • Ele aborda o papel dos bancos, especialmente o Banco Mundial e o FMI, na acumulação da dívida dos países em desenvolvimento.
  • O jogo permite compreender como os empréstimos podem levar à dependência econômica e ao aumento da dívida.

O Inflatron, página 3: A Dívida

A Dívida

12 de maio de 2008

Vimos que quando "um país não funcionava bem", sua balança comercial era deficitária, uma solução era a depreciação de sua moeda. Há quatro décadas, quando com meus amigos alugávamos o Inflatron para tentar aprimorá-lo, tínhamos introduzido esse mecanismo de aprimoramento da balança comercial por meio de uma depreciação. Como eu disse na página anterior, ilustramos assim o sistema das depreciações em cadeia, entre países fortemente ligados por seus comércios.

Esse jogo, com seus rendimentos fixos, é primitivo e insuficiente. Seria necessário que alguém o programasse introduzindo não rendimentos fixos, mas taxas de lucro das casas. Os jogadores poderiam assim aumentar seus investimentos valorizando tal ou tal casa, realizando investimentos com seus lucros. Para isso, é necessário reintroduzir "o mundo exterior", ou seja, "fora do jogo". Em um momento dado da partida, um jogador dispõe de liquidez. Seria necessário introduzir regras segundo as quais ele poderia "apostar em uma casa", ato realizado ao retirar esse dinheiro do jogo.

Um jogador, por exemplo, comprou uma casa por 20.000 que rende 30% (mas não 30% por ano!). Isso significa que se a casa da conjuntura cair nessa casa, ela lhe dará um terço do seu investimento. Mas não se deve esquecer que a probabilidade de cair em uma casa dada aumenta com o número de rodadas. Uma rodada (um ano) é feita em 7,5 jogadas de dados. Em um dia há 7,5/26 chances de cair em uma casa dada, ou seja, 0,28. Fazendo o inverso desse número, encontramos 3,5 anos. Tempo médio que passará antes de ter "retorno sobre o investimento". Um número que não é tão ruim.

Retomando o caso dessa casa comprada por 20.000 que rende 30%... quando se cai nela. Na verdade, seu rendimento médio anual será de 30% dividido por 3,5, ou seja, 8,5% anual, não garantido!

Um jogo assim aprimorado permitiria investimentos, com sempre o fator sorte ou azar, componente inerente à atividade econômica.

Um jogador que se enriqueceu poderá reinvestir seus ganhos colocando dinheiro em tal ou tal setor. Vemos que então ele está diante de uma escolha. Ele possui, de início, várias casas rentáveis, dotadas de taxas de lucro variadas.

O "Quinto jogador"

Haveria, de início, outra forma de melhorar seu sistema produtivo, aumentando seus investimentos: emprestar. Descobre-se então o mecanismo bancário. Um banco desempenha diferentes funções.

*- Ele protege o dinheiro do roubo. Um banco pode assim acolher o dinheiro dos depositantes. Esses podem recompensá-lo por esse serviço alugando um cofre. Esse depósito é então pago. *

*- Mas um banco pode realizar operações financeiras com o dinheiro assim depositado, graças à margem de manobra das quantias depositadas por seus poupadores. Ele incentiva estes a depositar seu dinheiro recompensando-os, que dirão "meu dinheiro trabalha para mim". *

*- A primeira coisa que um banco poderá fazer será emprestar o dinheiro depositado por uns ... a outros. Mediante uma taxa de juros superior à que corresponde ao rendimento dos poupadores. *

- Outra função: permitir compras a crédito. É "o crédito ao consumo", que não é considerado no jogo.

*- Finalmente, outra função: emprestar dinheiro a entidades que desejam melhorar sua situação, modernizar uma ferramenta de produção ou exploração. *

É sob esse ângulo que poderia ser criado no jogo um "quinto jogador". Poderia então aparecer no início com ... caixas vazias. O que poderia incentivar os jogadores a confiar assim seu dinheiro ao "banqueiro"? Um interesse garantido no tempo, por exemplo anual. Enquanto investindo, teria que esperar em média 3,5 anos para que esse investimento "renda". E esse é apenas um número médio.

Esse jogo econômico é, de início, muito rico e exigiria ser desenvolvido. Não estou certo de que um quinto jogador poderia ser adicionado a um jogo com 26 casas e 4 jogadores. É preciso tentar. Um banco também pode ... falir.

Um país pode conceder um empréstimo a outro país, fixando uma taxa de juros e uma data de vencimento. O banco intervém para agrupar depósitos e focá-los em um devedor específico.

Percebemos, através do funcionamento do Inflatron, a instabilidade fundamental do sistema monetário internacional. No imediato pós-guerra, os países vencedores empreenderam a reconstrução do sistema econômico em escala internacional. Foi o Acordo de Bretton Woods de 1944 (reunião que ocorreu no hotel Washington nos Estados Unidos). Rapidamente, esses acordos deram origem à Cidade Mundial e ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

Em princípio, o Banco Mundial está sob o controle dos Americanos. O FMI é supostamente gerido pelos Europeus (o atual presidente é o francês Strauss-Kahn). Mas, salvo erro, são impostas restrições muito rigorosas para, por exemplo, bloquear decisões, exercer veto. Isso precisa ser verificado &&& mas acredito que para aprovar uma medida o FMI precisa de 85% dos votos dos países membros, ponderados pelo "peso de cada um desses países", medido com base em seus depósitos iniciais. Esses países membros tornam-se, de certa forma, "acionistas" dessa "banca", se traduzirmos acionista como o fato de poder agir. O que é problemático é que (&&& sempre salvo erro, isso precisa ser verificado) os Estados Unidos "pesam" 17% do FMI. Portanto, se os outros países membros quisessem aprovar uma medida que fosse contra os interesses dos Estados Unidos, não poderiam reunir mais que 100 - 17 = 83% do "peso" dessa instituição. Com essa cláusula dos 85%, os Estados Unidos teriam um direito de veto "de fato", sendo capazes, sozinhos, de bloquear qualquer decisão que não lhes agrade.

Lembrarei, ao passo, que o presidente do Banco Mundial foi o famoso, nomeado por George Bush, que teve que renunciar após uma acusação de corrupção.

paul_wolfofitz

**Paul Wolfowitz, que foi presidente do Banco Mundial.
Também promotor do projeto "Para um Novo Século Americano" **

http://fr.wikipedia.org/wiki/Affaire_Wolfowitz#R.C3.B4le_.C3.A0_la_Banque_mondiale

Esse conjunto Banco Mundial mais FMI evoca esse "quinto jogador". O jogo pode permitir simular certos fenômenos, como a dívida dos países pobres.

O jogo pode fazer compreender ao leitor de onde vem "a dívida". Um banco não é um organismo filantrópico. Pode se comportar como um predador, inclusive em escala internacional. O mecanismo da dívida coloca o endividado sob o controle do credor.

O Banco Mundial e o FMI "ajudam os países em desenvolvimento" emprestando-lhes dinheiro. A que taxa? &&&. Para os leitores mais informados, nos informem sobre esse ponto. Com esses empréstimos, os países "em desenvolvimento" são supostos modernizar suas economias, suas ferramentas de produção e melhorar sua gestão. Na prática, muitos não conseguem realizar essa transformação. Têm que se endividar ainda mais. Muitas vezes têm que se endividar para pagar os juros de uma dívida que não conseguem pagar. Eis as maiores dívidas. O México lidera. Por quê? &&& Um leitor pode nos explicar.