Filmes de ficção científica extraterrestres E.T.

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O filme 'A Coisa de Outro Mundo' conta a chegada de uma criatura extraterrestre a uma estação meteorológica canadense.
  • A criatura, presa em um bloco de gelo, revela-se viva e capaz de se reproduzir rapidamente.
  • O filme explora os temas do medo e do desconhecido diante dos extraterrestres, apresentando cenas de horror e suspense.

Filmes de Ficção Científica Extraterrestres E.T

O Fim de E.T.

19 de outubro de 2002

A Criatura de Outro Mundo (1950)

Os filmes desempenham um papel importante na formação do inconsciente coletivo das populações. Eles completam a ação corrosiva da televisão. Ninguém duvidaria disso. É interessante, então, olhar nos filmes, antigos ou recentemente lançados, o que é transmitido, relacionado ao tema das visitas de extraterrestres.

Você só encontrará nas cinematecas "A Criatura de Outro Mundo", um must na área de filmes que fazem você tremer de medo, datando da década de 50. A ação se passa no Grande Norte Canadense em plena tempestade de neve, em uma estação meteorológica ocupada por cientistas. Uma noite, uma nave espacial cai, detectada visualmente e pelos radares. Como ela está quente, ela derrete o gelo e afunda sob sua superfície (trata-se de um lago congelado no norte de Labrador). Em seguida, a água se congela e então uma forma escura e difusa pode ser vista pelos pilotos enviados à região a partir de seus cockpits. Um grupo é enviado ao local. O que é muito forte cinematograficamente é que praticamente nada é visto até as últimas imagens do filme. Quando o DC3 com esquis pousa ao lado da nave, seus passageiros são convidados a se dispor em círculo para avaliar suas dimensões. Eles se sentam lentamente, e a câmera faz um zoom de aproximação e, sem que nada seja visto sob a camada de gelo, a disposição dos homens permite imaginar um navio de forma circular com cerca de trinta metros de diâmetro. Pouco depois, um homem descobre o passageiro extraterrestre ejetado, dizendo tê-lo visto sob a camada de gelo. Não se vê essa criatura, mas decide-se cortar o bloco e levá-lo à estação meteorológica vizinha. Esse bloco de gelo com três metros de comprimento e mais de um metro de espessura é então colocado sob uma lona, em um depósito aquecido, esperando que, ao descongelar, libere seu conteúdo.

O suspense começa então. Fora, uma violenta tempestade de neve se levanta, isolando totalmente os meia dúzia de homens na estação do resto do mundo. No depósito, o gelo começa a derreter gota a gota. Uma grande poça se forma no chão, que aumenta ao longo das horas. Ao lado da lona, um homem, com um sorriso nos lábios, lê quadrinhos enquanto mastiga chiclete, imagem de uma América inocente. Então, percebe-se que a criatura não está morta, que algo vai acontecer. A lona começa a se mover. Passa-se então para uma sala vizinha onde os outros homens ouvem um grito horrível. Eles correm e descobrem a mesa onde o bloco de gelo havia sido colocado, vazia. Obviamente, a criatura levou o homem consigo na noite polar. Através da porta aberta, apenas os redemoinhos da tempestade podem ser distinguidos. Os homens a fecham e se trancam. Fim dessa primeira parte.

Segundo ato: os cães huskies, presos fora, parecem, algumas horas depois, lutar uma batalha extremamente violenta. Ouve-se seus latidos e gritos de dor. Mais uma vez, nada é visto. Em termos de efeitos especiais, a imaginação das pessoas é o que há de melhor. O dia pálido polar surge. Aproveitando uma pausa temporária, os homens ousam sair. Todos os cães estão mortos. Alguns foram devorados vivos, mas um deles conseguiu cortar uma das mãos da criatura, que jaz no chão. Os cientistas a levam para dentro e a examinam. Essa peça anatômica é evidentemente "diabolizada" ao máximo. Unhas em forma de garras, escamas. O biólogo da equipe faz uma endoscopia e descobre um fato extraordinário: são células... vegetais! Ele "planta" então a mão desse extraterrestre em terra fértil e alguns dias depois ela... começa a se mover novamente. Além disso, ela "se reproduziu", ou seja, brotaram novas plantas ao redor. É assim que a criatura se reproduz a uma velocidade alucinante: por "cirurgias".

Terceiro ato: O biólogo, fascinado por sua extraordinária descoberta, tenta esconder seus espécimes de seus companheiros, mas felizmente estes conseguem destruí-los em um tanque de ácido. Não se brinca com coisas vindas do além, como se sabe. Primeiro se atira, depois se pensa. Resta se livrar da criatura. Os homens então armam uma armadilha, deixando a porta de acesso do corredor de entrada aberta. Ela aparece. Pode-se distingui-la com dificuldade, mas logo os membros da estação acionam sua armadilha: a eletrocutam. Em resumo, o visitante do além passa pela cadeira elétrica e acaba desmoronando, carbonizado.

Epílogo: O bom tempo voltou. Varre-se no chão as cinzas que representam os restos da criatura. Um intelectual, o meteorologista da estação, anuncia pela rádio que eles perderam um homem, mas que tudo está bem. Em seguida, ele se volta diretamente para o espectador e diz com um ar sério:

- Agora, acreditem em mim. Olhem para o céu! (Agora, pessoal, acreditem em mim. Olhem bem para o céu!)

Haverá vários filmes desse tipo. A Guerra dos Mundos, em cores, mostrará veículos descendo de cilindros (é preciso se proteger não apenas das nave espaciais, mas também dos cilindros). Eles se movem com um som de assobio, pairando a pouca distância do solo. Dois camponeses americanos vão ao encontro deles:

- Ei, oi, pessoal...

O veículo possui uma espécie de cobra, equipada com três "olhos". Obviamente os pilotos observam os camponeses com este olho em pé. Em seguida, a resposta vem, categórica. A cabeça da cobra emite um raio que carboniza instantaneamente os dois homens.

A notícia se espalha, a pânico se apodera da população. A Guarda Nacional americana tenta se opor à invasão com metralhadoras, jeeps e lançadores de mísseis. As naves extraterrestres, além de protegidas por um "escudo", continuam sua obra de destruição sistemática. As coisas estão realmente ruins para os terrestres. Mas, como no livro de H.G. Wells, esses invasores são subitamente derrotados pelo microbio da tosse convulsa. Suas naves caem no chão. A porta se abre e apenas uma tentácula, agitada pelos últimos espasmos da agonia, pode ser distinguida. O espectador respira aliviado.

Não se contam mais os filmes desse tipo, mostrando e re mostrando os extraterrestres não tão extraordinários. Haverá que esperar o filme de Spielberg, "E.T.", para descobrir um extraterrestre gentil, biólogo por profissão e um pouco distraído, abandonado acidentalmente em um planeta estranho para ele: a Terra. Perseguido por vilões cientistas que querem "estudá-lo", ele será por um tempo protegido por crianças. Ele possui poderes que poderíamos chamar de paranormais e a "mão verde". É um extraterrestre ecologista que, aprendendo alguns rudimentos da língua terrestre, consegue formular seu pedido, gravado em todas as memórias:

- Telefone da casa...

O bom E.T. se vira com os meios disponíveis para montar um sistema que lhe permite ligar para seus amigos. Mas, na noite em que envia sua mensagem, acompanhado por um menino terrestre (com quem claramente estabeleceu um contato telepático), ele pega um frio e pega uma má gripe.

Enquanto isso, os "serviços especiais" descobrem o esconderijo da criatura. Eles invadem a casa, colocam esse ser vindo do espaço "em incubação". E.T., doente, está agonizando. Mas, felizmente, ele recuperará a saúde in extremis e, levado por seus amigos, escapará da perseguição da CIA, do MJ-12, etc.

Essa é a visão de Spielberg, já um pouco mais simpática que a dos dois filmes anteriores. Mas não durará muito e hoje vemos florescerem notáveis bobagens, como "Independence Day" e "Mars Attacks". Não vou repetir esses roteiros que estão no nível do americano médio do Meio-Oeste comendo seu pipoca diante da tela. Após ver "os invasores" que se infiltram na pele dos terrestres, ou a série "V" (mesmo caso: sob belos rostos se escondem criaturas reptilianas abomináveis), temos em "Independence Day" monstros pegajosos vindo para saquear os recursos da Terra, como gafanhotos. O bom presidente dos Estados Unidos desce aos fundos da famosa área 51 onde descobre a existência de um avião não identificado, as marcas de uma intensa atividade científica, bem como os corpos horríveis de três extraterrestres conservados em formol. Em uma sala com paredes de vidro, encontra-se uma quarta criatura, ainda viva, que se revela ser o piloto de uma nave extraterrestre que foi abatida por um as da Força Aérea. Tentando negociar, o presidente pergunta a seu visitante do além:

- O que devemos fazer?

A resposta é:

- Morrer!

Não há mais escolha possível. Felizmente, os americanos salvarão o mundo graças ao sacrifício de um deles, um velho soldado alcoólatra que conseguirá se esgueirar dentro de uma gigantesca nave, com seu caça e seus mísseis.

O filme Signes, com Mel Gibson (outubro de 2002)

Imagem e comentário extraídos de Télé Obs :

Mais de meio século após "A Criatura de Outro Mundo", nos é apresentado seu remake, de forma direta. O roteiro é de uma pobreza absoluta. Vou resumir o negócio. Vilões extraterrestres chegam à Terra para nos comer. Você não verá, em imagens de computação gráfica, enormes naves sobrevoando as cidades, como em Independence Day. Não há efeitos especiais. Não sei se esse filme fará dinheiro, mas seu orçamento é limitado ao mínimo absoluto.

Elenco: Uma única estrela, Mel Gibson, que parece estar à beira da morte de tédio. Ele é acompanhado por seu irmão (ex-imperador romano no filme Gladiador). Você adiciona dois crianças: os filhos de Gibson. O filho, dez anos, a filha, cinco. Mais alguns planos de curta duração onde uma policial tem algumas frases para dizer. Dois outros personagens: um bêbado, cuja atuação dura quarenta segundos (cujo papel é, na verdade, interpretado pelo autor, roteirista, produtor e diretor Night Shyamalan. Não há economia pequena). Adicione a esposa de Gibson, que lhe fala antes de passar para o outro mundo em um único plano de flashback: um minuto exato. Ah, eu esqueci. Há dois cães lobo, um dos quais morre no início do filme. Eles podem ter tomado o mesmo para economizar. Isso não seria impossível.

Cenários: A casa de Gibson com um campo de milho em frente com alguns planos esmagados. Finalmente alguns flashbacks, em uma estrada, com uma ambulância e dois carros da polícia com luzes giratórias. É estritamente tudo. Você se diz: "me pique, estou sonhando".

Roteiro: Mel Gibson, na casa dos cinquenta, é um ex-pastor que aparentemente perdeu a fé após sua esposa ter sido atropelada por um bêbado enquanto caminhava na estrada. Ele se reconverteu para a agricultura e cultiva milho diante de sua casa, vive com seus dois filhos. O filho, asmático, tem dez anos e sua filha, cinco. O irmão mais novo de Gibson, que vive com eles, aparentemente tem vinte e cinco ou trinta anos. Um dia Gibson não vê mais seus filhos. Ele os encontra no seu campo de milho. Diante deles, um círculo de milho esmagado de trinta metros de diâmetro. Gibson olha, perplexo. Uma policial vem ver. Um dos cães lobos fica subitamente agressivo, ataca a menina de Gibson, mas felizmente seu irmão o esfaqueia e ele morre.

A explicação é rapidamente dada pela televisão. Imagem de Gibson sentado no sofá com seu irmão e seus dois filhos. Voz off: "luzes apareceram acima de várias cidades". Plano no telão. É uma imagem fixa. Nenhum efeito especial, nada. O contato com o mundo exterior será gerenciado por essa boa televisão. Tudo vai bastante rápido. Em alguns dias, aprende-se "que eles estão aqui, que são hostis, que atacam as pessoas, as matam com um gás, etc". Em resumo, "eles" vieram para tomar posse da Terra, sabemos logo.

Gibson, ex-pastor, evidentemente não está preparado para essa notícia e é seu filho, que passa seu tempo dando sprays no nariz para aliviar sua asma, que o informa com um livro ilustrado que mostra o rosto dos extraterrestres e uma nave em chamas que incendeia uma casa com um raio.

*- Papai, essa casa parece a nossa. *

Gibson, preso em um roteiro pobre, sem diálogos, tenta compor um rosto grave. Mas, se você for observador, verá que ele está morrendo de tédio. Os elementos do roteiro se colocam um após o outro. Não há acaso, repete mecanicamente o irmão de Gibson. Esse, antigo jogador de beisebol amador, mantém na parede sua batida, associada a uma placa dizendo que ele fez o arremesso mais rápido do estado. Porém, se ele não se tornou profissional é porque ele falhava em bolas. Guarde esse elemento em mente, é uma das chaves do desfecho.

Segundo elemento: a esposa de Gibson, confortavelmente presa em uma chapa de metal após o acidente (ela não parece sofrer mais do que isso e parece ter saído do salão de beleza), diz ao seu marido pastor "lembre-se, é preciso ver e atacar forte". O filme indica que o autor do filme também é o diretor e produtor. O acidente da esposa de Mel não é mostrado. Se você olhar com atenção, nem mesmo se vê uma chapa amassada. O acidente é apenas sugerido: em uma estrada, carros da polícia com luzes giratórias, a policial. Nem mesmo um figurante é visto. A simplicidade da direção é verdadeiramente notável.

Os dias passam, marcados pelas notícias que chegam pela televisão.

*- Papai, dizem que há luzes assim em quatrocentas cidades. *

Retira-se o plano fixo visível na tela com voz off. Gibson vai ao encontro do bêbado que matou sua esposa, um índio (papel interpretado pelo produtor, roteirista, autor e diretor do filme) que está tentando fugir de carro e solta, antes de arrancar:

- Eles estão aqui, na minha casa!

Gibson entra nela e vê por um instante uma horrível mão com garras. Ele compreende, não é estúpido, que os extraterrestres não vão demorar para atacar sua própria casa. Com seu irmão, eles se trancam colando tábuas nas portas e janelas. Uma longa espera começa. Barulhos fora, gemidos diversos. Uma mão com garras tenta entrar e agarrar o puxador da porta. Gibson e os seus se recolhem para a cave. A situação é dramatizada pelo fato de que os adultos esqueceram o medicamento antialérgico do menino, no andar de baixo da casa. Ele sofre uma crise e seu pai lhe diz "não, não morra". Observe a riqueza extrema do diálogo. O extraterrestre (veremos apenas um, por questão de orçamento) acaba por conseguir entrar na casa. Mesmo tendo percorrido anos-luz com uma nave, ele parece precisar de quinze horas para atravessar uma tábua fechada com uma tábua pregada.

Cena final. Gibson e seu irmão enfrentam. Finalmente vê-se o horrível extraterrestre, em contra-luz.

Ele tem o filho de Gibson nos braços e aparentemente ameaça de matá-lo com uma espécie de ponta que sai de seu pulso. Mel lembra-se então da frase pronunciada por sua esposa, logo antes de morrer. Dirigindo-se ao seu irmão, ele grita:

- A batida, mate-o com a batida! Bata o mais forte que puder!

Não, você não está sonhando. O irmão de Gibson ataca o extraterrestre com uma batida de beisebol. Este desencadeia seu gás para matar a criança, mas ela, que está desmaiada, não respira praticamente nada por causa de sua asma e é isso que a salva (agora você entende por que a criança tinha que ser asmática).

De repente, o extraterrestre recebe um jato de água vindo de uma garrafa colocada em uma prateleira, que cai. E aí se concretiza uma informação que o filho de Gibson nos leu em seu livro "os extraterrestres têm medo da água, isso os mata". De fato, a criatura morre rapidamente.

Tudo volta ao normal. Graças a Deus, os extraterrestres são solúveis na água. A televisão nos informa que em todo o mundo os terrestres conseguiram vencer hordas de invasores de forma semelhante. Última imagem de Gibson que reenvergou seu traje de pastor. Aí sim, ele recuperou a fé.

Ah, última pergunta, por que os círculos nos campos? A justificativa se resume em uma única frase:

*- Eles usam essas marcas para se orientar. *

Feche o banquete.

Esse filme liga de forma poderosa os "círculos nos campos" com a ameaça extraterrestre mais ingênua, mais grotesca. Mas quanto mais grosso, mais funciona. Pense em Independence Day. Quando as pessoas tiverem isso na cabeça, isso as impedirá de pensar em possíveis testes de armas de micro-ondas realizados desde 1981 pelos anglo-americanos. Atualmente, cada vez mais pessoas começam a se perguntar sobre os círculos nos campos, as mutilações de gado (2800 casos nos EUA até hoje) e as misteriosas trilhas em forma de quadrilhas, os "chemtrails", que apareceram no céu americano e correspondem a pulverizações feitas por aviões sem sinais de matrícula.

  • Os círculos nos campos corresponderiam (algo que estou convencido) a testes de armas de micro-ondas, implementados desde o espaço ou aviões voando a alta altitude?

  • As mutilações de gado (2800 casos nos EUA até hoje) corresponderiam a testes de armas cancerígenas?

  • Os "chemtrails", essas quadrilhas criadas na atmosfera, corresponderiam à avaliação dos efeitos de armas climáticas?

A época inocente de E.T. acabou. Os militares agora precisam dos meios de comunicação e da indústria cinematográfica para camuflar atividades cada vez mais evidentes. Isso explicaria, por exemplo, por que a Antenne II não teve especial interesse em que eu estivesse no palco do programa "C'est au programme" no último dia 11 de outubro, dedicado tanto ao problema dos círculos nos campos quanto à estreia do filme "Signes".

O filme com Gibson seria para desviar a atenção do público. Talvez o próximo trate das mutilações de gado no mesmo tom.

Elenco: Mel Gibson, seu irmão, seus dois filhos, um xerife e dois cães. Seria necessário contar, digamos, cinco vacas. Decoração: a fazenda, um campo vizinho. Equipamento: um 4x4 e um velho caminhão.

Roteiro: Mel Gibson é um pastor despojado, que se tornou criador, que vive com seus dois filhos jovens e seu irmão mais novo. Sua esposa morreu de uma queda (economizando assim a cena com o bêbado). Um dia ele não vê mais seus filhos, parte para buscá-los e os encontra no campo vizinho. Um espetáculo repugnante o espera. Sua vaca leiteira, Daisy, foi mutilada durante a noite. Tiraram-lhe a língua, os seios e as partes genitais, mais uma das suas orelhas e a esvaziaram totalmente de sangue. O sino da vaca desapareceu (detalhe que só será esclarecido nas últimas sequências do filme). Mel Gibson fica perplexo. Nos dias seguintes, a televisão mostra imagens de luzes que aparecem acima de "quatrocentas cidades" (sempre em plano fixo). Aprendemos que o fenômeno é planetário. Na França, a Normandia é particularmente afetada. Na África do Norte, dizem que encontram dromedários mutilados da mesma forma. O acompanhamento das mensagens na televisão, bem como a leitura de livros cheios de ensinamentos, revelam a horrível realidade: são os extraterrestres que comem essas peças anatômicas de bovinos e camelos. Mas, rapidamente, descobre-se que seres humanos também são encontrados sem língua e sem partes genitais, operados com bisturi e totalmente esvaziados de sangue. Mel Gibson vai ao xerife e o encontra também sem língua, calça aberta, pendurado pelos pés em sua suspensão. É o horror. Gibson decide se trancar com os seus. Na noite, os extraterrestres atacam. Os gritos do cão, que terminam por cessar. Na manhã seguinte, a porta voa em pedaços, um extraterrestre finalmente conseguindo romper depois de dez horas de esforços. Ele entra no salão com uma cara de vampiro e dentes longos. Mas, no último momento, Mel Gibson se lembra da última frase de sua esposa, à beira da morte:

- Adiante a música!

Na cabeça de Mel Gibson, as coisas se esclarecem de repente: a música de rock mata os extraterrestres. Ele consegue ligar um velho toca-discos e tocar um disco de Elvis Presley. O extraterrestre morre diante de seus olhos, sofrendo convulsões terríveis. Última imagem: tudo voltou ao normal no planeta graças ao descobrimento dessa arma anti-extraterrestre, tipicamente terrestre e vemos Mel Gibson, que finalmente recuperou a paz da alma, colocando seu traje de pastor.

20 de outubro de 2002: Um de meus leitores, Emmanuel Yohann, me informa que se pode encontrar na imprensa, algumas reações francamente negativas, como a de "TéléObs":

Para ser completamente honesto, alguns órgãos da imprensa como "Ciné Live" elogiaram esse filme como uma obra de grande qualidade, dedicando-lhe a capa e um artigo de nove páginas com o título "O Mistério da Criação segundo o Sr. Night Shyamalan", o qual é qualificado como "mestre do suspense sobrenatural", "referência no campo do fantástico". Abaixo, algumas imagens e frases do autor-diretor:

Nessa cena, os três personagens se informam assistindo à televisão. Nesse artigo, percebe-se toda a simplicidade da escrita cinematográfica desse filme de autor. Em cada plano, nada é deixado ao acaso. A aparente banalidade do cenário, a simplicidade da filmagem não são ali para nos fazer apreciar, de forma indireta, a pesada atmosfera que Shyamalan consegue criar com uma economia de meios verdadeiramente notável.

Esse filme nos mostra que não é necessário dispor de efeitos especiais consideráveis para igualar autores como Stanley Kubrick. Com um simples campo de milho, Shyamalan consegue criar uma ansiedade quase insuportável.

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