O Ano do Contato
O Ano do Contato
Página reativada (sem muito convicção) em 30 de setembro de 2005


A capa escolhida pela Albin Michel (abaixo) não é muito boa.
Mas se você me enviar um e-mail para sciences
jp-petit.com, eu poderei lhe enviar as páginas acima em anexo.
que você poderá imprimir e colar no livro, se já o possuir.

Essa publicidade saiu da página inicial do meu site. Na verdade, os meios de comunicação manifestaram um bloqueio total em relação a esse livro, lançado em 2004. O anterior: "OVNIS e armas secretas americanas", lançado em 2003, teve duas aparições na televisão (com Ruquier e com Tapie). Mas para esse novo livro, "O Ano do Contato", duas aparições na televisão foram canceladas, pouco depois de seu lançamento, na última hora. Ora, quando o lançamento de um livro não é imediatamente apoiado por um meio de comunicação, é um fracasso garantido, considerando o número de livros novos que são lançados diariamente (os livros novos publicados anualmente na França ocupariam um hectare inteiro). Quando perguntei aos jornalistas que me haviam procurado por que as coisas aconteceram assim, eles me confessaram que, durante a última reunião do conselho de redação, o editor-chefe do programa, ao saber da sugestão de composição do "pódio", disse:
*- Petit? Nada disso! *
Como os editores, por princípio, não fazem publicidade ou anúncios de lançamento de livros, a seu custo, eu não tenho mais lançado nenhum novo livro. Toda saída de livro é acompanhada, na Albin Michel, por uma tentativa da assessoria de imprensa de provocar eco midiático, seja na mídia audiovisual, seja na mídia impressa. No meu caso, é um esforço em vão, essas pobres assessoras de imprensa são regularmente rejeitadas logo nos primeiros telefonemas. Meus últimos programas com Ruquier e Tapie, em ocasião de um lançamento de livro (senão a televisão não oferece muito interesse, já que tudo o que se pode dizer de importante é automaticamente censurado na montagem), podem ser considerados como a exceção que confirma a regra.
O Ano do Contato vendeu um número bastante limitado de exemplares graças a uma única publicidade: a feita no meu site. Infelizmente, não se escreve um livro apenas para alguns milhares de leitores. O impacto é insuficiente. É melhor dedicar o tempo a alimentar um site com notícias, ou se dedicar à pesquisa.
Aqui está o texto da propaganda que era chamado pela propaganda-quadro colocada na homepage:
Neste novo livro (lançamento: 2004) adotei o tom da ficção para provocar no leitor uma reflexão sobre o tema do contato. Se uma ou várias etnias extraterrestres nos visitam, como esses visitantes se situariam em relação a nós na "escala evolutiva"? Na Terra, a espécie humana apresenta descontinuidades que atingem dezenas de milhares de anos. Um habitante de um país tecnologicamente desenvolvido e um Papuano podem se entender. Eles têm muitas coisas em comum, mesmo que suas visões do universo difiram um pouco. Porém, entre os Papuanos e nós há, no mínimo, trinta mil anos de diferença. Quando nos contactamos com essas pessoas, no início dos anos 30, eles estavam acampados... na idade da pedra.
Mas o que aconteceria se o desvio aumentasse ainda mais? Com um neandertal, ainda dá, mas quais trocas poderíamos ter com um ... australopiteco?
Em um dos capítulos do livro "Peter Small e sua amiga Christine de Montmirail" visitam um etólogo chamado "Christophe Lent". Na verdade, essa ficção é apenas um pretexto conveniente para mencionar os fascinantes trabalhos dos pesquisadores da Universidade de Yerkes, na Flórida, onde foi possível estabelecer contato com bonobos, uma espécie de chimpanzés que vivem no Zaire, particularmente inteligentes. Quem viu esses reportagens sabe que os pesquisadores recorrem ao computador (tela sensível ao toque) para dialogar com esses primos distantes. Essa mesma ficção nos leva a imaginar que extraterrestres poderiam apresentar, em relação a nós, uma diferença evolutiva semelhante, o que os levaria a dialogar conosco através de uma interface informatizada protocolar, ou seja, um sistema de inteligência artificial. Essa possibilidade merecia ser explorada. No caminho, menciona-se a inevitável emergência de uma autêntica inteligência artificial (sem nenhuma relação com o que temos atualmente), que ocorrerá quando nossas máquinas forem "capazes de se programarem sozinhas", esse conceito apresentando-se como a própria definição de inteligência (mas não de .. consciência!). Nenhum "computador prodígio" mais rivaliza com nossos modernos computadores. Esse atributo já não é mais nosso, de forma irrevogável. Um dia, nossas máquinas podem se tornar verdadeiramente ... inteligentes, capazes de analisar situações extremamente complexas, acumular massas de dados que ultrapassam nossa imaginação e formular sugestões de decisões utilizando critérios que acabarão nos escapando. Acredito que "HAL" de 2001, o supercomputador do filme de Kubrick "A Viagem ao Centro da Terra", mesmo que o faça de forma dramática e "patológica", antecipa nosso futuro, como muitas vezes a ficção científica faz. Um futuro que pode se revelar muito mais próximo do que imaginamos se certas barreiras matemáticas, como "o muro da complexidade", realidade concreta, pudessem ser superadas.
Neste livro, menciono o fato de que a emergência de uma IA pode ser um tipo de passagem obrigatória em nossa turbulenta evolução. Precisamos de computadores para pilotar nossas linhas de produção, controlar nossos estoques, realizar um número crescente de tarefas. Hoje, não poderíamos mais conceber nossa atividade tecnico-industrial sem o auxílio dessas máquinas que nasceram há apenas meio século. Teremos que confiar um dia a máquinas que se tornaram inteligentes para gerenciar nossa economia, nossa demografia, nosso genoma, nossa organização política e social, nossa saúde, nossa segurança, por não sermos mais capazes de fazê-lo nós mesmos? E se as coisas seguirem por esse caminho, como nossa sociedade planetária poderia evoluir? Estruturando-se como uma espécie de formigueiro humano servindo a uma IA tão eficiente que, no final, teria assumido de fato o poder? Da mesma forma que Aldous Huxley, usei a ficção para ilustrar meu ponto de vista, desenvolver essas ideias que se deixam ver através do espelho de uma "interface protocolar informatizada" à qual Peter Small se vê subitamente confrontado. Encontrei essa forma de apresentar as coisas menos assustadora, mais agradável, mais "fluída". Pode-se combinar com proveito ficção, humor e ciência. Não era isso que eu havia iniciado com minhas tiras de quadrinhos da série Aventuras de Anselme Lanturlu, que existem há um quarto de século?
É praticamente certo que somos visitados por etnias extraterrestres, sem dúvida desde tempos imemoriais. "Como essas pessoas funcionariam e o que querem?" É a pergunta que se impõe hoje, que Spielberg sou...