Nexus janeiro de 2013 entrevista sobre fusão nuclear

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O artigo trata do projeto NIF nos Estados Unidos, que falhou após anos de pesquisa e alto custo.
  • O projeto francês Mégajoule, semelhante ao NIF, está em construção apesar do fracasso americano.
  • O texto critica o lobby nuclear e a política francesa, destacando a dificuldade em abordar o tema nuclear.

Versão francesa

As catedrais vazias

Postado em 5 de janeiro de 2013

[Complemento de 20 de janeiro de

2013](/legacy/nouv_f/NEXUS_jan_2013.html#20_1_13)

****Gizmodo

************Link
| 14 de janeiro de

2013 | . | Primeiro eco em uma web- | imprensa | : | 15 de janeiro de | 2013 | : | Este texto

recolhido na revista " 20 Minutes ".

A revista Nexus publicou, em seu número em francês de Janeiro-Fevereiro 2013, uma entrevista de 6 páginas onde evoco o fracasso da fusão assistida por laser nos Estados Unidos. Esta informação, que apareceu na imprensa americana há 6 meses, foi completamente ocultada na França. O projeto NIF (Nuclear Ignition Facility), que representa a conclusão de 30 anos de esforços e investigações, compreende 192 lasers e teria custado ao contribuinte americano 5 bilhões de dólares. Diante desta informação, o projeto francês Mégajoule, equivalente ao NIF, com um custo aproximado de 6,6 bilhões de euros e que está em estado de construção, deveria ser cancelado.

Não se pode esperar que ninguém, por exemplo, um membro do Congresso dos Deputados, pergunte: "Diante do fracasso do projeto NIF, e no contexto atual de crise em que vivemos, devemos continuar com o projeto Mégajoule?" Infelizmente, o lobby nuclear é muito poderoso e esta pergunta poderia custar ao mencionado membro do Congresso sua sagrada e santa carreira política.

Recentemente, um personagem político me disse que queria contar comigo como "padrinho" de seu jovem partido político. Dito partido defende as mesmas ideias que eu, embora, disse, eu poderia encontrar seu programa bastante incompleto. Quando abordamos o tema nuclear, recebi a seguinte resposta:

  • É um tema que não acho oportuno abordar no momento, pois a opinião francesa está dividida.

Para abordar este tema, crucial, urgente, vital devido a simples razões de saúde pública, talvez seja necessário uma boa dose de "coragem política". E essa coragem não encontrei em nenhum dos contatos que tive com políticos de diferentes cores. Até o ponto de ter adquirido uma visão nauseabunda da classe política. Essa gente me faz lembrar os advogados que defendem com grande publicidade personagens e causas que lhes trazem igual, e depois discutem entre profissionais em torno a uma boa refeição quando vão esquiar juntos ou quando jantam juntos no restaurante Lipp.

Quando dizemos que esta gente são "atores da vida política", a palavra ator vem como anel ao dedo. Os textos que leem, escritos por outros, não são outra coisa que scripts; as ideias que veiculam não são outra coisa que palavras que o lobby do dinheiro lhes coloca na boca. Os cidadãos, os internautas, percebem cada vez mais que o mundo da política, como o mundo do jornalismo, não são outra coisa que falsos personagens em um teatro de marionetes. Aos dois, a ambição. O recado não pode ser mais claro

  • Faça um gesto, diga uma palavra pomposa e, com um simples telefonema nosso, seu partido político deixará de apoiá-lo. Você nunca encontrará um centavo para apoiar sua próxima campanha eleitoral, e os meios de comunicação que estão sob nossa influência o farão a vida impossível.

No nível mais alto, o dos Chefes de Estado, o aviso seria muito mais brutal:

  • Cuidado com sua vida. Um acidente de avião, ou de carro, um atentado de um desequilibrado, reconhecido culpado e depois eliminado ou suicidado em sua cela, uma doença que aparece subitamente e que o mata, qualquer ação que poderíamos manipular com toda facilidade e impunidade, tudo isso pode acontecer a qualquer momento. Cuidado com sua família, com seus filhos. Tudo é possível, você sabe.

E tudo isso em qualquer nível, seja um Chefe de Estado da nação mais poderosa do planeta. Não tenha mais que lembrar da eliminação de John F. Kennedy, mau jogador, que se acreditou Presidente dos Estados Unidos da América.

Voltemos à fusão assistida por laser, ao fracasso do NIF (National Ignition Facility), nos Estados Unidos. O fracasso é evidente, comprovado, documentado e amplamente comentado na imprensa (em um número de 2012 do New York Times). Um relatório do Departamento de Energia Americano, o DOE (Department Of Energy) que não é outro que o organismo que controla o NIF, faz um balanço e, sem nenhuma ambiguidade, acende a mecha do barril de pólvora durante o verão de 2012.

****Clique aqui para baixar este relatório de 19 de julho de 2012.

Este projeto estava condenado há algum tempo. E não é a revista NEXUS, que fez um esforço meritório ao ser O ÚNICO ORGANISMO DE IMPRENSA em publicar esta informação e entrar nos detalhes técnico-científicos. Este artigo não corresponde ao que os leitores desta revista esperavam, e desde aqui saúdo o coragem de David Dennery, seu editor-chefe, de arriscar perder leitores publicando temas de grande complexidade. Com este artigo, e não duvido em repetir meus elogios, salvou a honra da profissão de jornalista, enquanto muitos de seus colegas se inclinam diante da pressão do dinheiro.

Um artigo, muito bem escrito, e enviado há quatro meses por um colega engenheiro à redatora-chefe da revista Science et Avenir (Ciência e Futuro), Dominique Leglu, que escreve comentários muito fortes em seu blog, ficou sem resposta,

Vou tentar resumir.

Na década de 70, John Nuckolls (que eu havia encontrado em Livermore em 1976) publicou um artigo fundamental, onde sugere que se pode conseguir a fusão nuclear em uma amostra de alguns milímetros de diâmetro submetida ao impacto de potentes feixes laser. Estes lasers fornecem (e forneciam em 1976) uma potência instantânea que vai além de nossa imaginação: um terawatt (ou um milhão de megawatts).

Bancos de lâmpadas de neônio bombear energia sobre grandes blocos de vidro rosado. Já vimos este material alguma vez, por exemplo nos vidros dos óculos: quando dopamos o vidro com esta terra rara que é o Neodimio, ele adquire esse peculiar tom rosado. Assim, chega-se a armazenar 10.000 joules nestes blocos cilíndricos. Esta quantidade de energia não é muito grande pois uma caloria representa 4,14 joules e 10.000 joules não são mais que 2.400 calorias. Esta quantidade de energia é a que é necessária para ferver 30 centímetros cúbicos de água ou um fundo de uma xícara de chá !

Mas este vidro baseado em neodímio tem a propriedade de restituir sua energia em 10 nanossegundos, 10-8 segundos. Daí esta potência de & . um milhão de megawatts por cada "feixe laser".

O NIF tem 192 lasers deste tipo. Se for usado um tempo de descarga mais curto, o NIF pode fornecer (está operacional desde os primeiros meses de 2010) quinhentos terawatts de energia, na forma de luz ultravioleta.

500 terawatts é mais de mil vezes a potência instantânea que fornecem todas as máquinas elétricas juntas funcionando nos Estados Unidos.

Estes feixes de luz ultravioleta penetram pelos orifícios de uma pequena câmara de forma cilíndrica, que tem dois orifícios, e que os especialistas chamam, optando pela denominação alemã de cavidade, Hohlraum.

O "forno" (hohlraum) que contém o objetivo esférico nos montagens NIF-Megajoule

Os feixes de luz impactam a parede interna deste forno, feita de ouro, seguindo uma tripla coroa de pontos.

Os feixes de luz impactam a parede interna deste forno, feita de ouro, seguindo uma tripla coroa de pontos. No centro e em branco, o objetivo esférico que contém a mistura de deutério-trítio

Estes pontos da parede reemitem raios X, e é esta radiação que vai provocar a sublimação da fina casca do objetivo (ablateur) e que contém a mistura de deutério-trítio. Quando este material passa ao estado de plasma entra em expansão tanto para dentro quanto para fora. Esta retro-compressão vai atuar sobre a camada de deutério-trítio (DT) sólido que se encontra na parte interna da casca impulsionando a mistura para o centro geométrico do objetivo, a uma velocidade superior a 370 km/s criando assim um ponto quente do qual deve iniciar a reação de fusão ou ignição.

O objetivo: uma esfera ou bola muito fina que contém a mistura de deutério-trítio congelada.

Qual é o mecanismo que garante o confinamento desta bola de DT no estado sólido e comprimido? A inércia. É por esta razão que estes sistemas de fusão por laser são chamados ICF (inertial confinement fusion : Fusão por confinamento inercial).

O projeto começa no final da década de 90.

****http://en.wikipedia.org/wiki/National_Ignition_Facility

****http://es.wikipedia.org/wiki/National_Ignition_Facility

Neste relatório (e esta frase se dirige aos jornalistas científicos para que façam corretamente seu trabalho) o trecho fundamental chama-se Centurion Halite. Neste momento, quando as pessoas do Laboratório Lawrence Livermore, Califórnia, tentam convencer o DOE para que finançem este projeto faraônico, as críticas aparecem por todos os lados. Não se deve deixar enganar por esta cifra com muitos zeros que é a potência (ou quantidade de energia que deve ser depositada no objetivo para obter a ignição), efetivamente de ficção científica. Não é o parâmetro fundamental*.

Nuckolls forneceu os primeiros números. Que com o tempo aumentou de vários ordens de magnitude. E mais tarde admitiu que & se havia enganado em seus cálculos. O DOE acabou pedindo que fossem feitos experimentos para obter dados confiáveis.

Antes de tudo, é preciso entender que o projeto NIF, como o projeto francês Megajoule, são projetos 100% militares. Quando nos dizem que estes sistemas poderiam produzir energia elétrica, estão nos enganando. A razão é muito simples. Se estes dispositivos pudessem um dia se transformar em geradores de eletricidade, seria necessário começar por recuperar a energia produzida na fusão, na parede. Esta energia está contida no fluxo de núcleos de átomos de Hélio e nêutrons (80% da energia liberada na fusão é produzida desta forma). O Tritio não existe no estado natural, daí que esta parede tenha uma função de gerador de Tritio para poder reconstituir o estoque de Tritio consumido. Para isso, colocam placas de Lítio ao redor da câmara que, sob o impacto dos nêutrons, criarão Hélio e Tritio. Como o rendimento máximo da reação é de um núcleo de Tritio por nêutron capturado, será necessário interpor uma substância que sirva como multiplicador de nêutrons, como o Chumbo ou o Berílio. No final da cadeia, a energia liberada poderá ser extraída por meio de um trocador que servirá para produzir vapor de água, que alimentará turbinas conectadas a alternadores para produzir energia elétrica.

Também será necessário garantir a substituição das janelas pelas quais o laser penetra, já que serão rapidamente danificadas pelos nêutrons.

Não se surpreenderá se eu lhe disser que não existe nenhum plano, nenhum projeto para recuperar a energia da fusão

Uma parte desta energia servirá para recarregar os capacitores que alimentam os lasers, com a conseqüente perda de energia. Finalmente, e levando em conta todos os parâmetros e perdas, o rendimento dos lasers de vidro dopado com Neodímio não passa de 1,5% !!

Não, o cilindro de ouro (um material pesado) que reemite raios X não está aí para simular a segunda etapa de uma bomba de hidrogênio, onde o fluxo de raios X é produzido por meio de um artefato de fissão. Estas experiências permitiriam aos engenheiros militares encontrar os melhores constituintes para o ablateur, aumentando assim o desempenho do dispositivo.

Em uma bomba termonuclear, apenas uma parte da mistura fusível (deutério de lítio sólido) funde. É também um sistema de confinamento inercial. Quando o objetivo (desta vez disposto seguindo o eixo da bomba) começa a fundir, entra imediatamente em expansão. A temperatura cai, a distância entre os núcleos aumenta e, finalmente, a reação de fusão para.

O que resulta da explosão de uma bomba termonuclear (deixando de lado os produtos derivados da fissão nuclear que é necessário para desencadear a fusão) não é apenas o Hélio como produto da reação de fusão, mas também uma mistura de Hélio e materiais que não fundiram. Apenas 20% do explosivo se converte em energia. Graças aos bancos de fusão assistida por laser, os militares esperavam ter acesso a uma instalação de testes mais versátil e menos cara que os experimentos nucleares subterrâneos, que de fato foram proibidos no final da década de 90.

Bem, até aqui os antecedentes destes projetos.

Um pouco alarmado pelos importantes reajustes sucessivos feitos por Nuckolls, o financiador, o DOE pede que se irradiem objetivos similares aos que são utilizados no NIF para a fusão induzida por laser. Para isso, foram realizados experimentos nucleares subterrâneos no local de Nevada. Estes experimentos, ultra-secretos, têm o nome em código "Centurion Halite". Foram realizados entre 1978 e 1988. E os resultados obtidos contrariaram enormemente aos líderes do projeto NIF:

**Nestes experimentos, não se consegue a ignição até que não se concentre
sobre o objetivo uma energia superior a 10-20 megajoules. **

A energia necessária para ferver 30 litros de água.

Vamos ver o nome dado ao projeto francês: Megajoule (Megajoule). Quer dizer que o objetivo é produzir energia por meio de um feixe laser da ordem de um milhão de joules. O mesmo que no NIF.

Faça o cálculo. O NIF chegou a produzir 1,87 megajoules de energia laser. Se dividirmos pelo número de lasers, 192, obtemos a quantidade de energia armazenada em cada laser: 10.000 joules.

É a quantidade de energia que entra no mini-forno. Uma parte é utilizada para aquecer o ouro deste forno. Há perdas de todo tipo e, no final, apenas uma décima parte desta energia chega a impactar no objetivo esférico, ou seja, 0,18 megajoules. Lembro que os resultados dos experimentos Centurion Halite prescrevem uma energia de 10 megajoules.

Falta um fator 55 !

Em vez de 192 lasers, seriam necessários... mil. Impensável do ponto de vista financeiro (os franceses já reduziram o número de feixes laser para 176, com o consequente aumento a 60 do fator que seria necessário para conseguir a ignição).

O projeto Centurion Halite é um projeto altamente confidencial. Não existe um relatório desclassificado onde se exponham as cifras oficiais. No entanto, dispomos de duas fontes de informação. Uma é francesa, baseada na indiscrição de um concebedor de armas americano. Mas não é o único. Os engenheiros militares americanos envolvidos nestes testes sabem que esta diferença enorme entre o valor necessário e o que poderia produzir este banco de lasers faraônico pode condenar o projeto. E recorrem a especialistas, aposentados e não sujeitos ao segredo de defesa, para dar informações indiretamente. Um artigo publicado pelo New York Times e publicado em 1998 é um exemplo deste tipo de vazamento.

********Artigo do New York Times, de William Broad, do 21 de março de 1988

Onde encontrei este artigo? Simplesmente na referência (39) da página em inglês do projeto NIF !

Como a gente de Livermore conseguiu financiamento para seu projeto? Pois modificou a concepção do objetivo. Os militares haviam trabalhado com um ablateur grosso, comprimindo seu conteúdo composto de uma carga homogênea de DT líquido. Os pesquisadores de Livermore, liderados por John Lindl, imaginaram comprimir uma camada de DT sólido, disposta sobre a camada interna do ablateur, muito fina para diminuir a inércia. Tudo isso estava baseado nos resultados obtidos através do programa LASNEX, e utilizando os computadores mais potentes do mundo.

Os pesquisadores do projeto NIF, mais que céticos, queriam saber o que havia por trás desse programa de cálculo.

Impossível. Eles são negados o acesso: o mesmo programa foi classificado como segredo de defesa! O projeto fica assim perfeitamente fechado.

Tudo funcionou dessa forma durante 3 décadas, através de um lobby extraordinário. Livermore até conseguiu colocar um homem que trabalha pelo laboratório, Steve Koonin, dentro da comissão do DOE que segue este projeto ¡ Se você ler o relatório do DOE de julho de 2012, verá que o primeiro que os especialistas pedem é que se afaste Koonin desta comissão ¡ Você também encontrará o nome de John Nuckolls, iniciador da saga fusão assistida por laser, entre os signatários do artigo publicado na revista Nature.

Todos os que estão no mundo da fusão por laser sabem o que esperar. Nunca se obterá a ignição no NIF. Porque nada funcionou como previam as simulações, que por outro lado permitiram a John Lindl obter o Prêmio Teller e receber o Prêmio Maxwell em 2007. Em ocasião da recepção deste prêmio, deu uma conferência cujo conteúdo não vale nem para & .

****[Discurso de Lindl em ocasião da recepção do Prêmio Maxwell, em

2007](/legacy/NUCLEAIRE/ITER/ITER_fusion_non_controlee/lindl_maxwell.pdf)

Olhe a última página, onde estão as conclusões:

Tradução desta última frase:

As primeiras experiências de ignição não farão outra coisa que arranhar a superfície do potencial da instalação NIF

O Congresso dos Deputados concedeu ao projeto NIF 3 anos de graça. Como é um projeto novo, não se pode fechar assim por completo de um dia para o outro. Mas os responsáveis dizem:

  • Ainda é muito cedo para dizer se o NIF conseguirá ou não a ignição.

Uma coisa é clara: a França terminará o ITER e o Megajoule. Nossos militares (pois no França o Megajoule é financiado pelo exército) dizem a quem quiser ouvi-los:

  • Nunca tivemos como objetivo a fusão. São os jornalistas que insistem em dizer isso. O Megajoule nos permitirá estudar o comportamento de materiais submetidos a feixes de raios X modulados no tempo.

Mesmo visto deste lado, é falso. Pode-se modular a potência emitida pelos lasers, atuando antes da cadeia de amplificação. Estes lasers monstruosos são pilotados por um pequeno laser de mesa (table-top) que pode ser facilmente controlado. E assim pode-se controlar a potência do laser no tempo e no espaço. Mas não no forno& Ninguém é capaz de descrever o que acontece no forno nem de modelar os fenômenos físicos que ocorrem lá. Ninguém conseguiu prever a quantidade de ouro que se transforma em plasma. Ninguém conseguiu calcular a opacidade resultante de processos de difusão Raman estimulada. Como estes raios X são absorvidos pelo ablateur é algo totalmente desconhecido. A única coisa que sabemos é que o pistão se mistura ao combustível, através da instabilidade de Raleigh-Taylor. A interface entre o ablateur e a mistura de deutério-trítio é muito complexa. Como sabemos disso? Porque medimos a velocidade de átomos-teste que foram previamente incorporados ao ablateur. Os pesquisadores confirmaram que os átomos-teste estão sujeitos a uma forte turbulência, que é a sinalização da forte mistura do ablateur com o DT.

Qual seria a solução?

  • Aumentar a espessura do ablateur? Mas nesse momento a inércia aumentaria e perderia a possibilidade de conseguir a velocidade de implosão necessária, 370 km/s - Aumentar a potência dos lasers? Impossível. Se aumentar a quantidade de energia armazenada, os lasers poderiam explodir como uma granada. Destes blocos enormes restariam apenas fragmentos do tamanho de um pedaço de açúcar. Vi com meus próprios olhos o que restou de um dos dois lasers da experiência Janus que explodiu dois dias antes de eu chegar a Livermore em 1976.

  • Ganhar um fator dez na energia procedendo por irradiação direta: em vez de focar os raios X (emitidos pelo hohlraum mediante irradiação direta) no objetivo, focar a luz ultravioleta dos lasers. Não. Três décadas de experimentação mostraram que a interação laser-parede é melhor quanto mais curta é o comprimento de onda da luz. Os lasers de vidro-neodímio não produzem luz ultravioleta se não infravermelha. Os primeiros testes no infravermelho (Janus: dois lasers, Shiva: vinte e quatro) deram resultados catastróficos. Havia um pré-aquecimento da mistura DT por elétrons super-térmicos. Houve que encontrar uma maneira de diminuir o comprimento de onda por dois, e depois por três ao preço de perder energia. Assim é que funciona o driver hoje, seus 192 lasers emitem luz ultravioleta. Voltando à irradiação direta, todos os problemas de criação de elétrons super-térmicos que apreciavam inicialmente e que fizeram escolher a fórmula de irradiação indireta, reaparecem imediatamente.

  • Diminuir o comprimento de onda da radiação laser ainda mais, por exemplo dividindo-o por quatro? Tampouco, pois as ópticas não suportariam. A estas longitudes de onda e potências, as ópticas& . explodiriam!

Após o fracasso da NIC (National Ignition Campaign: a campanha de testes que tinha como objetivo a ignição, o início de uma fusão auto-sustentada, iniciada por um tiro laser, entre 2010 e 2012), os responsáveis disseram à imprensa:

  • Não somos os únicos a trabalhar na fusão assistida por laser. Estão os franceses (& ), também os russos, os chineses. Muitos países têm projetos de construção de bancos de lasers semelhantes.

Uma precisão: há uma grande diferença entre montar uma linha de um único laser de um terawatt e lançar-se em um projeto faraônico. Os russos e os chineses disseram: vamos ver o que acontece com o banco NIF americano. Se por acaso funcionar, então nos pôr em marcha e faremos o mesmo.

De qualquer forma, os russos realizaram testes nucleares subterrâneos comparáveis aos realizados no projeto Centurion Halite. Além disso, conhecem este valor limite de 10-15 megajoules. E não é por acaso se este valor é justamente a cifra que se tem como objetivo atingir para o projeto de construção da máquina Z (que se chama Baikal). A grande diferença é que com a tecnologia Z-pinch é possível multiplicar a energia por um fator dez ou mais. Com os lasers de vidro-neodímio, isso é impossível.

Acredito que se pudéssemos transformar a imbecilidade humana em energia, não teríamos nenhum problema de abastecimento. O primeiro gesto do Presidente da República, François Hollande, foi o de assinar a autorização para iniciar os trabalhos de construção do reator Astrid, um supergerador de nêutrons rápidos, sucessor de SuperPhenix (que, por sinal, foi estimado em 30 anos o tempo para desmontá-lo!!!)

Bataille e Vido, dois deputados pró-nucleares, continuam a apoiar o mega projeto de exploração do depósito de 300.000 toneladas de Urânio 238, resíduo da extração de minério de Urânio durante quase meio século. Se também dispuséssemos de 3.000 toneladas de Plutônio 239, seria perfeitamente possível encher a França de reatores de quarta geração, também conhecidos como supergeradores de nêutrons rápidos e refrigerados com Sódio. Assim teríamos 5.000 anos de autonomia energética. O motivo principal da existência da fábrica de La Hague não é o de condicionar os resíduos radioativos, mas de recuperar o Plutônio 239 criado nos reatores. Segundo Bataille e Vito, um verdadeiro tesouro. !

O que é o MOX? Uma mistura de Urânio 235 e o Plutônio. As barras MOX constituem o combustível de 25 por cento dos reatores franceses. Em relação ao EPR, está pensado para funcionar com MOX puro!

Há um "pequeno" problema se quiser implantar os supergeradores: é um suicídio, simplesmente. Codícia ou inconsciência? As duas vão juntas frequentemente.

Minha posição pessoal: é necessário parar imediatamente o desenvolvimento e a progressão das centrais nucleares no mundo. O desenvolvimento e a investida em fontes alternativas de energia é vital para a sobrevivência da espécie humana. Se, vai custar muito, muito caro. A isso se chama "Grandes Trabalhos

Às vezes as Nações lançam-se em uma política que, no fim das contas, se torna um fantástico trampolim para todas as suas economias e indústrias, em todos os setores e em escala planetária. A indústria funciona a pleno vapor enquanto a contestação social desaparece completamente. Os créditos são ilimitados, a pergunta sobre o retorno sobre investimento é adiada sine die, através de um consenso geral. As mentes mais privilegiadas alimentam com suas ideias o mundo da inovação a um ritmo desenfreado. Os inventores trabalham a destempo. A demanda por estes produtos torna-se ilimitada e o mercado adquire uma extensão planetária. Muitas pessoas estão dispostas a consagrar, ou até mesmo sacrificar, suas vidas, para garantir a preeminência dos produtos provenientes de suas atividades, provando sua superioridade no terreno.

Estes compromissos político-econômicos são chamados de guerras.

São a fonte de benefícios fantásticos e criam um mercado muito lucrativo para a reconstrução do aparelho industrial do vencido, operação que encherá o livro de pedidos dos vencedores

Se aplicássemos a centésima parte da soma de dinheiro absorvida em uma guerra mundial, todos os problemas energéticos do planeta estariam rapidamente resolvidos.

Se for verdade que é necessário parar imediatamente as atividades nucleares civis e militares, seria muito oportuno que iniciássemos, em paralelo, a experimentação em fontes de energia baseadas na fusão aneutrônica, através de vias como a máquina-Z, que são menos perigosas e infinitamente menos caras (mas vá explicar aos anti-nucleares e aos ecologistas que as atividades nucleares poderiam ser não contaminantes, sem perigo para o homem e a natureza ¡)

A pessoas que diriam:

  • Mas, você está sistematicamente contra a energia nuclear, o que quer, que voltemos à vela ?

Eu responderia:

  • Estou contra sua energia nuclear, atrasada e primitiva. Você dá as costas a avanços científicos concretos, perfeitamente reais e realizáveis, e de grande importância. Não têm nada a ver com a fusão fria ou a energia livre. Nunca vi algo concreto em termos de rendimentos superunitários, preconizados pela chamada energia livre. Em quanto à fusão fria, embora ache que é teoricamente possível, está ainda em uma fase muito primitiva, enquanto que hoje existem soluções reais.

Pensando nas máquinas Z, existentes ou em construção. Pensei nos milhares de graus obtidos em 2006, concretos, medidos e publicados pelo meu velho amigo Malcolm Haines na revista Physical Review letters. Pensei nas perspectivas recentes oferecidas pelos montagens como MagLIF. Em 2006 comecei uma cruzada para sensibilizar o Ministério da Pesquisa e da Indústria, dirigido naquela época por Valerie Pecresse (mas para esta senhora, Maxwell deve ter sido o inventor do café).

V**ox clamat in deserto. Sob os braços, desisto. Não posso continuar a jogar o papel de Dom Quixote na minha idade, 75 anos. Além disso, a doença se instalou na minha própria casa. Uma doença crônica, incurável, da qual só se pode adiar a evolução. Um dia me tocará a mim. Meus amigos desaparecem como moscas. Outros me enviam mensagens, do outro lado do mundo, que são mensagens de despedida. Câncer de ossos, câncer de isto e aquilo. Quimioterapias, tratamentos paliativos de todos os tipos&

Vim de passar dois anos da minha vida explorando o tabuleiro de xadrez da nuclear. Bom físico de plasmas, me orgulho de ter adquirido uma visão geral dos problemas que geram a atividade nuclear e que pouca gente se pergunta. Um resumo do que aprendi

Os políticos são nulos, e os ecologistas não lhes dão as costas. Os antinucleares institucionais, três quartos do mesmo. A associação Sair do Nuclear, instalada em Lyon e reunindo 900 associações e contando com 14 empregados, é escandalosamente ineficaz. Sua atividade se reduziu a organizar reuniões, festas e ações que não levam a lugar nenhum.

  • Fazemos uma cadeia humana. Nos pegamos pela mão. Fazemos algumas fotos e terminamos com um piquenique.

Bem, muito bem.

Os cientistas estão abaixo de tudo. Espíritos de curta visão, completamente dedicados às suas lamentáveis carreiras, brigando como macacos no zoológico. Encontrei também cientistas, já aposentados, militares e civis, que trabalharam em atividades relacionadas à energia nuclear.

Ao primeiro, perguntei:

  • Com o que você sabe agora, participaria, como fez no passado, nas explosões nucleares em Mururoa ?

  • Sim. Onde senão poderia encontrar meios experimentais desse porte?

Lembrem-se da frase de Enrico Fermi, que morreu relativamente jovem vítima de câncer causado pela radiação. Perguntado sobre sua implicação na elaboração da primeira bomba atômica, respondeu:

  • Me irrita com sua pergunta. Isso não é outra coisa que física de alto nível!

Outro era o inventor dos vagões "Castor", que transportavam os resíduos nucleares para a central de tratamento de La Hague.

  • Você faria isso novamente?

  • Claro que sim!

Como questionar 35 anos de uma carreira rica sob todos os pontos de vista? O mesmo ocorre com nossos cientistas. Chegados aos mais altos níveis de honrarias, notoriedade, que podem temer? Sim, podem temer, ainda me pergunto.

Os jornalistas estão vendidos ao sistema. Ou como escreveu um deles:

  • Há duas classes de jornalistas. Os que escrevem ou dizem que escrevem o que alguém lhes disse de escrever e& . os que estão desempregados.

Os nuclearólatras são incuráveis. Gostaria de dizer-lhes, de gritar-lhes "seus filhos, seus netos, irão cuspir sobre suas tumbas".

Um acadêmico, especialista em plasmas quentes, 76 anos, me disse há uma semana:

  • É preciso esperar os primeiros resultados do ITER antes de julgar (& ).

Outro personagem ilustre da física nuclear diz:

  • Os resíduos nucleares, isso pode ser administrado&

Que quantidade de bobagens.

O cúmulo da bobagem, da estupidez inconmensurável, é esta frase de Pascale Hennequin, Directora de Investigação do CNRS, a senhora dos plasmas quentes do CNRS (entrevista de 2010 na revista Science et Vie)

  • A prova de que o ITER funcionará é& .. que estamos construindo.

O que não aguento mais é minha ineficácia. Minha página web, meus vídeos e entrevistas tocam a um francês a cada cinqüenta mil. Vamos, como se eu pregasse no deserto. Acabarei por escrever um livro, que imprimirá eu mesmo e do qual venderá uns mil exemplares através meu site. Mas não conseguirei vender todos, como me aconteceu com l'Ambre et le Verre. Vocês nunca os verão na televisão, nem nas publicações do mundo da Ciência. É um milagre que uma revista, e UMA SOLA, NEXUS, publique esta informação totalmente exata, documentada, que nenhuma outra revista ou televisão quer publicar na França.

  • A fusão assistida por laser é um fracasso nos Estados Unidos e o mesmo ocorrerá na França com Megajoule (lembrem-se desta previsão)

Não há um único dia que passe em que não receba mensagens de agradecimento « por todos os meus esforços ». Mas devo permanecer vivo, guardar um mínimo de equilíbrio, ocupar-me dos meus seres queridos, da sua saúde e da minha. Se tivesse que responder ou processar tudo o que me chega diariamente passaria a maior parte das minhas noites em vela.

Outra coisa que cada vez suporto menos: este ostracismo de ser o único cientista de alto nível que ousou tocar o « fenômeno ovni » e que nenhum dos meus colegas se arriscaria a enfrentar, cara a cara, em um seminário. E isso dura há 35 anos. Aqui é um ex-comunhão definitiva e irrevogável. Um amigo me dizia « como você quer mudar esta situação? Coloque J.P. Petit no Google e depois OVNI ou UMMO, e verá o que se diz.

Duzenas de vídeos, dos quais não me arrependo de nenhuma palavra ou frase escrita, ou palavra pronunciada, mas que me fazem passar por um tipo não manipulável, ou seja, excomungado.

Contra isso, não posso fazer nada

Lembro-me de uma anedota que aconteceu há seis anos. O responsável pela publicação da Revista do Palácio do Descobrimento me permitiu publicar um artigo sobre a máquina Z, uma novidade naquela época.

Nos dias seguintes, assistiu a uma reunião onde estavam os diretores de redação de diferentes revistas de divulgação científica. Um deles lhe disse, com um tom incitador:

  • Por que publicou seus artigos? Você sabe muito bem que temos a ordem de não publicar nada seu.

Quando meu livro « Hemos perdido la mitad del Universo » foi publicado, há quinze anos, um jornalista científico, passando para o lado da omerta, me entrevistou na rádio, dizendo « eu sei que isso me vai ser reclamado

Criei a associação Saber sem Fronteiras (Savoir sans Frontières). http://www.savoir-sans-frontieres.com. 450 livros e traduções em 36 línguas. Eco midiático: zero. Uma casualidade? Claro que não.

Tentei editar meus próprios livros, recentemente l'Ambre et le Verre. Mil exemplares ficaram sem vender. Atualmente vende-se & um por mês. Completamente desalentador. Conheço com precisão meus leitores. Um francês a cada 50.000. O ano passado a publicação de um livro resultou um completo fracasso devido à incorreção do editor. Meus leitores sabem a que me refiro. O indivíduo era um idiota, ao mesmo tempo oportunista e & . multi incompetente.

Vou me acalmar um pouco. Arquivei o dossier nuclear + fusão, que mede 15 centímetros e representa 1500 páginas.

Após ter contactado certos cientistas de alto nível, recebi muitos elogios de sua parte. Um deles, muito conhecido e uma das principais figuras da energia nuclear na França, me disse:

  • Tenho uma imensa admiração por você. Você é um dos poucos cientistas que vai ao fundo das coisas; em vez de ficar na superfície. É importante que continue a luta.

Esses elogios me pegaram um pouco em frio. Depois eu disse:

  • Então me ajude. Faça com que um de meus artigos seja publicado em uma revista de divulgação científica, com seu apoio.

O assunto foi lançado em 2 de janeiro. Já escrevi o artigo e o enviei. Veremos o resultado em breve. Seu título Mundos fora de equilíbrio . Temática: sobre a ineficácia de realizar pesquisas pesadas e caras por falta total de confiabilidade, salvo raras exceções, no campo da mecânica dos fluidos, resistência dos materiais, simulações por computador, e especialmente tudo o que tem a ver com a Física dos plasmas (ITER, Megajoule)

Este senhor, de certa idade, fará o esforço? Em qualquer caso tem a estatura intelectual e pode impor este escrito. Não tardaremos a saber. Se nos meses seguintes não aparecer nenhum artigo assinado por mim, saberemos novamente se os moinhos de vento conseguiram com Don Quixote, que não tem mais que uma vida.

Encontrei o arquivo pdf de um artigo enviado para a revista Por la Ciencia (Pour la Science) em novembro de 2011 e que ficou sem resposta :

****O lado oculto de ITER

Me tornei exigente e incontrolável, como alguns pensam? Não, estou muito furioso e cansado. Tenho vontade de me distrair um pouco e tenho onde escolher.

| U | s cirurgiões discutem e dão sua opinião

sobre seus pacientes, de qual deles é o mais fácil de operar. | E | l primeiro | disse : | são os eletricistas ? No seu interior tudo está montado seguindo

um código de cores. | N | o, disse o segundo, são os

bibliotecários. Lá tudo está classificado por ordem alfabética. | E | l | terceiro : | prefiro os mecânicos pois vêm com suas próprias peças de reposição. | O | s equivocaram-se completamente, disse o último.

São os políticos. Não têm coração, nem tripas nem bolas. E quando lhes trocam a boca pelo buraco do cu ninguém nota a diferença.

| U | s cirurgiões discutem e dão sua opinião

sobre seus pacientes, de qual deles é o mais fácil de operar. | E | l primeiro | disse : | são os eletricistas ? No seu interior tudo está montado seguindo

um código de cores. | N | o, disse o segundo, são os

bibliotecários. Lá tudo está classificado por ordem alfabética. | E | l | terceiro : | prefiro os mecânicos pois vêm com suas próprias peças de reposição. | O | s equivocaram-se completamente, disse o último.

São os políticos. Não têm coração, nem tripas nem bolas. E quando lhes trocam a boca pelo buraco do cu ninguém nota a diferença.


http://www.slate.com/articles/health_and_science/nuclear_power/2013/01/fusion_energy_from_edward_teller_to_today_why_fusion_won_t_be_a_source_of.2.html

http://www.slate.com/authors.charles_seife.html


| 2 de janeiro de 2013. | Um artigo muito crítico de

Charles | Seife | , professor de jornalismo na

Universidade de Nova York

Publicado na revista Slate, e descoberto por François

Brault

Se alguém quiser

  • Traduzir o artigo de

Seife

em francês

Traduzir

artigo

em inglês

**

| 12 de janeiro 2013 : | H | e recebido uma ligação telefônica do

antigo jornalista Robert | Arnoux | , do jornal | Provençal | que agora se chama  La | Provence | . | Há alguns anos | Arnoux | se vendeu ao grupo ITER e se tornou o responsável pela comunicação.

Neste consórcio, o título de responsável pela comunicação o torna automaticamente alguém | importante : | ITER é um

99% comunicação e 1% ciência. Este dado pode surpreender a mais de um

mas não se deve confundir ciência e tecnologia. De fato, muitos projetos são subcontratados em ITER e em | Megajoule | . Por

exemplo, a empresa | Bertin | está preparando para | Megajoule | um sistema de pontaria muito preciso

dos 176 lasers e obteve um grande contrato para montar o enrolamento de fio supercondutor para ITER. Quantas empresas, em todo o mundo, estão

envolvidas nestes grandes projetos | ? | T | odo isso é muito bonito. Como o | el | NIF os lasers de | Megajoule | apontarão bem, os elementos

supercondutores de ITER funcionarão muito bem. Mas não serão outra coisa que

catedrais vazias. Falta o espírito científico. Nada disso

funcionará. Já sabem. No caso do NIF, já está, já é oficial. Para

ITER haverá que esperar algumas décadas, que nos sairão muito caras,

salpicadas de inúmeras relatórios produzidos pela grande quantidade de

imponderáveis que aparecerão ao longo dessas décadas | H | ará falta uma catástrofe como a de

Fukushima na Europa para que a gente tome consciência. Pode ser que os

europeus sejam menos passivos e resignados que os japoneses, onde a

contestação é assimilada a um comportamento anti-social. Imaginem uma

catástrofe do estilo de Fukushima em um reator da região de Lyon, onde

as emissões tóxicas seriam transportadas pelo vento (Mistral) que

sopra fortemente no vale do Ródano. Todo o vale ficaria contaminado. | H | ará falta esperar que isso aconteça para

que o povo se | revolte | contra os imbecis

inconscientes e gananciosos que nos governam. | I | nútil de esperar que na França pessoas

competentes possam considerar uma possível emergência de uma fusão | aneutrônica | . O simples fato de pensar nisso faria duvidar dos

projetos faraónicos que são ITER e | Megajoule | (este último já cheira a chamusquina). | E | ntre tanto, pessoas como | Arnoux | ,

venderam sua alma. Que obtiveram com | isso ? | Certamente dinheiro. Um bom salário. Robert esteve em todos os viagens de

estudo do grupo. | Le | consultam | para | qualquer | inflexão da | política | -

Robert, como você acha que isso ou aquilo será percebido pelo | público ? | & | - Eh

bem, eu diria | que | .... | A | si | que | Arnoux | me telefonou há pouco. Queria, urgentemente, o endereço de | Michèle | Rivasi | (Deputada Verde

Europeia), para fazer | quê ? | E | acrescentou : | - Vou vir

te ver um | dia | .... | S | e o fizer, traga sua esposa e sua

filha. Já lhes direi o que seu marido, seu pai faz. | H | a ce alguns meses | Arnoux | deu uma coletiva de imprensa na Academia de Marselha, com motivo da

aprovação pela ASN do projeto de instalação de ITER. Finalmente luz | verde ! | E claro que isso merecia uma coletiva de

imprensa. | C | uando | Arnoux | me

viu diante da entrada da sala, disse com seu sotaque meridional: | - Ah, eu temia que você viesse | ! | Você não vai estragar minha festa | verdade ? | Me disseram que você jantou recentemente | Putvinski | . Serguei, que vejo todos os dias « tem a resposta às suas perguntas sobre as disrupções ». | E | sse jantar era suposto ser

confidencial. | Arnoux | deu sua coletiva, visivelmente inquieto, e querendo esclarecer que não

usaria mais a imagem do  sol dentro de uma garrafa . | De toda evidência, | Arnoux | adquiriu conhecimentos rudimentares em matéria de astrofísica,

depois de ter | co | -escrito um livro com | Jaquinot | (fundador do Instituto de Pesquisa sobre

a Fusão Magnética, em | Cadarache | ). E entre outras

coisas teria aprendido que as disrupções são o equivalente em laboratório

das erupções solares (isso foi revelado no relatório da Academia de

Ciências de 2007, redigido sob a direção do acadêmico | Guy | Laval). | I | gnorava que | Putvinky | ,

o cientista que melhor conhecia o tema das instabilidades em ITER, havia

resignado. Ele saiu sem tambores nem trombetas, percebendo que este | problema & . | não | tinha solução. | Putvinky | , que se integrou a ITER em 2009 e se comprou uma bonita casa na região, não se foi para os EUA para trabalhar em outro | Tokamak | . Como muitos outros cientistas

de sua envergadura, não acredita que esta fórmula para conseguir a fusão seja

viable. | E | ste dado surpreendeu um pouco Robert, que

representava os | tokamaks | gigantes. | A | cabo de receber um e-mail de um cientista

americano, responsável por um dos maiores grupos de fusão nos | tokamaks | do outro lado do Atlântico. Neste tem mais de trinta anos de experiência. Concluiu sua mensagem : | - Nunca

uma máquina do tipo | tokamak | chegará a se tornar

um gerador de eletricidade de grande escala, pois nunca poderemos construir uma parede que possa resistir ao fluxo de nêutrons de

fusão durante um tempo apreciável. O sonho de | Motojima | de um  material mágico nunca se realizará | S | i um | dia | acabei de

escrever o livro sobre a fusão, darei o nome deste homem. Um número

um na fusão. | C | uando falei por telefone com | Arnoux | , eu disse: | - Você pode

tranquilizar seus chefes. Não irei mais incomodá-los, e você poderá vender suas

mentiras sobre ITER sem nenhum problema. Abandono o jogo. ITER e | Megajoule | serão construídos, não tenho nenhuma ilusão

sobre isso. E você é bastante inteligente para saber que nunca | funcionarão | . Há dois anos você vem lendo o que eu

escrevi, é seu trabalho, e você sabe o que vai acontecer. | P | arafraseando um célebre livro de Robert | Merle | , eu poderia concluir este comentário propondo uma

fórmula, que resume bastante bem a segunda fase de sua carreira (e a de

muitos jornalistas e homens políticos) :

Mentir

trabalho

Rivasi Duflot Cadarache jan 2013


| Estaríamos locos se nos privássemos do

projeto | ITER ! | - | Porque a

demanda de energia a nível mundial não cessa de | aumentar : | aumentará de um terço daqui até o ano 2035. Temos aqui a oportunidade de

produzir energia de forma limpa e confiável& | Assim que sim, vamos conquistar o Sol | ( | Ndlr | ,

a reação de fusão ocorre naturalmente no centro do | SOL | ). Mas somos

realistas | e tínhamos que nos assegurar; hoje o estamos. Este projeto vai

beneficiar-nos em matéria de emprego. | E

também vai fazer progredir a humanidade de maneira, sem dúvida, comparável à

conquista do | espaço ! | Daí as palavras

do Diretor-Geral da organização ITER, | Osamu | Motojima | : | Hoje,

a fusão não é apenas um sonho, está em fase de se tornar uma

realidade . | Já era hora. | R | esumo extraído do artigo publicado no

jornal regional « la | Provence | »,

assinado por | Damien | Frossart | . | U | m homem ao qual fui ver em sua sala em | Manosque | , e lhe trouxe toda a documentação

sobre a instabilidade do ITER e em geral dos | tokamaks | (as teses de doutorado de | Reux | e de | Thornton | ), antes que fosse conhecida a opinião da

Comissão de Inquérito, no verão de 2011. Eu lhe propus voltar

e dar-lhe todas as explicações e esclarecimentos necessários. | Ele me prometeu considerar tudo isso. E

não o fez e | nunca o fará | . | Ele mente por omissão, em cada um dos seus

artigos. | L | a frase da nossa nova ministra da

ensino superior e da pesquisa não é mais que o testemunho de um

manifesto desconhecimento do dossier. Ela assumiu o lugar dos que a

precederam : | a antiga astronauta | Claudie | Haigneré | , | ou | Valérie | Pécresse | . Chegados até aqui, um pode se perguntar

sobre a competência e aptidão do sucessor de

Nicolas

Sarkozy (que estava vendido aos americanos),

Francois

Hollande

Michèle** Rivasi. À sua esquerda, Cécile Duflot, em uma manifestação do 17 de janeiro de 2013 diante de Cadarache, na inauguração da instalação nuclear de base ITER**

Não encontrei nenhuma fotografia da manifestação vista na totalidade. Em estilo fazemos uma cadeia tomamos algumas fotos ». Estratégia que encontrareis em [a página web de Salir do

Nuclear.](http://www.sortirdunucleaire.org/)

Tive a oportunidade de conhecer Michèle Rivasi, deputada europeia, em 2011, em uma conferência que veio dar em uma pequena localidade perto de Pertuis (onde vivo), a Tour dAygues. Veio junto a um diretor de Investigação do CNRS, Jean-Marie Brom ("pilar da associação Salir do Nuclear") e pesquisador especializado em aceleradores de partículas.

Jean Marie Brom, físico de partículas. Trabalha em aceleradores de partículas e não conhece nada de fusão.

Vim ouvir esta conferência após o convite de uma associação local : « Mediane ». As duas palestras não foram muito boas e com pouco conteúdo. Brom joga-se a ser o Hubert Reeves do átomo, insistindo para que o ouvinte fizesse bem a diferença entre fissão e fusão.

Intervim alguns minutos no final de suas conferências. Michèle Rivasi sugeriu que Brom e eu preparássemos um texto que pudesse ser co-assinado por outros cientistas, opostos ao projeto ITER. Em seguida tentei me pôr em contato com Brom, quem se mostrou evasivo, sempre ocupado. No final redigi um relatório bastante extenso, que está publicado, com grandes dificuldades, na página web de Salir do Nuclear (o desafio a que o encontrareis nesse site tão complicado). Decidi enviar o texto a André Gregoire, Presidente da Comissão encarregada da Inquérito público, ligada à criação do local de ITER, em Cadarache. Não tendo conseguido nenhuma troca com Brom, acabei por escrever o texto sozinho. Antes de enviá-lo a Gregoire, o enviei a Brom para que o co-assinasse, o que ele fez. Assim, o documento foi enviado a Gregoire, por correio urgente, antes que ele desse a luz verde para a instalação de ITER.

Nos dias seguintes Brom me disse « se tivesse lido o texto não o teria assinado » (& ). Se conseguir o texto, vocês se perguntarão por que esta reação de última hora. E 24 horas após ter recebido este documento assinado por quatro cientistas, Gregoire recebeu uma carta de Brom, confirmando que queria se desmarcar da nossa petição. Teria sido melhor que não tivesse assinado

Meses mais tarde, Rivasi envia um texto inspirado neste último documento à Comissão de Orçamento do Parlamento Europeu, em francês e em inglês (ela tinha feito traduzir o documento). Me faz saber também que, a instâncias de Bernard Bigot administrador geral do CEA, Brom foi convocado pela Direção Geral do CNRS em Paris, onde recebeu uma boa repreensão.

Após alguns meses a situação com o CEA se tensionou. Encontrei os primeiros elementos de crítica do ITER muito bem fundamentados (instabilidade do plasma) na [tese

de doutorado de Cédric Reux](http://pastel.archives-ouvertes.fr/docs/00/59/92/10/PDF/Manuscrit_Reux_final.pdf), defendida em 2010. E estas informações foram corroboradas por outra tese, [a do

inglês Andrew Thorton](http://etheses.whiterose.ac.uk/1509/1/AT_thesis_FINAL.pdf), no início de 2011.

Reux redige e envia uma carta a Rivasi, pedindo uma entrevista. Ao mesmo tempo me envia um e-mail dizendo que eu havia distorcido suas conclusões tirando frases de seu manuscrito fora de contexto. Ficou claro que ele havia contactado um advogado e que me ia apresentar uma denúncia por preconceito profissional (a carta vem, muito provavelmente, dos serviços jurídicos do CEA). Eu reagi imediatamente transformando o relatório de 16 páginas em um documento mais sólido, com múltiplas citações à tese de Reux, dizendo uma e outra vez, com respeito a esta pergunta, demos a palavra de M. Reux . Há tantas citações que ninguém pode acreditar na tese de que eu havia tirado frases fora de contexto.

Bigot escreveu a Michèle Rivasi (e a tutela, ela me fez ler a carta) propondo-lhe uma reunião nos locais do CEA em Paris para esclarecer tudo isso, na presença de Reux e de especialistas em fusão. Rivasi respondeu que a confrontação deveria ser realizada em uma das salas do boulevard Saint-Germain disponibilizadas aos parlamentares europeus pela Assembleia Nacional.

Vou a Paris. Convenimos, com o acordo de Rivasi, que a confrontação será filmada por Jean Robin. Pego o TGV e chego dois dias antes a Paris. Ainda estou convalescendo de uma recaída dos meus dores da coluna vertebral e além disso venho muito carregado. O papel pesa muito. Livros, relatórios, as duas teses (Reux e Thornton): algumas dezenas de quilogramas. Além disso, uma vez na estação TGV da Gare de Lyon de Paris, percebo que não há escadas rolantes para subir desde o pátio e fico com a coluna quebrada. No dia seguinte, escorrego na calçada, um pontaço de dor atravessa minha coluna e caio no chão, na rua. Nunca antes tive dores tão violentas como esta. Já não é simplesmente uma dor de coluna, mas uma reação fulgurante da medula espinhal. Os transeuntes me ajudam a me levantar.

  • Não é nada, vai passar ....

Entro no meu hotel e fico dois dias deitado na cama, esperando que a dor se acalme, cancelando outras reuniões, para poder ir à reunião nas salas do boulevard Saint Germain, perto do Congresso dos Deputados. .

A manhã do dia da confrontação com Bernard Bigot, Administrador Geral do CEA, flanqueado por especialistas em fusão, de ITER, recebo uma ligação de Jean Robin, que deveria filmar o encontro.

Um inciso. Aqui temos outra pessoa para o qual as palavras honestidade e respeito à palavra dada estão vazias de conteúdo. Um homem que continua (e temos a prova) a comercializar os 9 DVDs de uma hora e meia que havia gravado em minha casa em 2011, e a guardar para si só o benefício dessas vendas (150 euros, mais o frete, pelos 9 DVDs) sem dar os 3 euros por DVD à Associação [Saber

sem Fronteiras](http://www.savoir-sans-frontieres.com/), como havíamos combinado

Um vulgar oportunista, dotado de uma ambição que vai além de seu talento, que tenta se apresentar como um polemista atacando uns ou outros, para que se fale dele. Eu fecho o inciso.

Robin :

  • Senhor Petit, acabei de receber uma ligação telefônica da secretária de Michèle Rivasi. Não vai gostar..

E me envia a gravação da conversa como documento anexo.

Esta secretária me diz, mais ou menos :

  • O Senhor Bigot cancelou o encontro desta tarde. Pode avisar ao Sr. Petit, pois não temos seu número de telefone.

Falso ! Rivasi o tem e está muito provavelmente ao lado de sua secretária quando fala com Robin. Ela tenta se livrar da gravação que tínhamos planejado fazer.

Assim, decidi ligá-la ao seu telefone móvel. Os políticos se tratam sistematicamente, o que não me agrada muito. Decido jogar a carta do que não está ciente da anulação:

  • Michèle? Você tem notícias da gente do CEA para a entrevista desta tarde? Porque se eles não aparecerem, nós vamos de qualquer forma e faremos a entrevista.

Ao conhecer minha mensagem, Rivasi disse: " Hum.... se eu também não for, este não me perdoará em seu site. Além disso fará uma declaração diante da câmera de Robin que depois distribuirá em seu site.

Assim, ela [veio e teve seu papel na

entrevista com muita](http://www.dailymotion.com/video/xme89u_jean-pierre-petit-et-michele-rivasi-sur-iter_news#.UPvCaoXO_bk) desenvoltura, como se nada tivesse acontecido, depois de ter tentado se desviar.

No final da entrevista eu disse:

  • Acho que temos que escrever um livro. Você concorda em assiná-lo comigo ?

  • Concordo.

  • Escrevo o livro e você nos busca um editor.

  • OK.

Os meses passam. Escrevo 180 páginas, na forma de um diálogo entre ela e eu, e conforme vou escrevendo, envio-a, pedindo sua opinião. Mas Rivasi me dá longas. Acabo por dizer-lhe;

  • Não posso continuar assim. Temos que ter uma sessão de trabalho em Paris para definir as grandes linhas do livro.

Marcamos uma reunião no início de 2012. Pego o TGV, uma habitação em um hotel, tudo pago por mim. Rivasi me confirma telefonicamente esta reunião três dias antes, e fixamos o horário. Novamente a reunião é as mesmas salas do Boulevard Saint-Germain, onde fui ao horário combinado, 16:00.

Passa uma hora: ninguém. No final consigo me comunicar com ela, após várias tentativas.

*- Ah, hoje estou em Bruxelas ! Você sabe o que vai fazer, vá para a Estação Norte (Gare du Nord), há um trem todas as horas, e venha para Bruxelas. Eu pago a passagem de trem *(...).

Como um idiota, mais uma vez muito carregado, cansado, vou para a Estação Norte. O próximo trem sai às 19:00. Decido não ir, e assim o faço saber, e volto para minha casa.

Havia « esquecido » nossa reunião? Duvido. Não estou certo que ela quisesse figurar novamente ao lado de alguém como eu, que como lhe disseram, não é frequente, vocês sabem por quê.

Para outras pessoas ela dirá que eu sou alguém de complicado.

Os internautas tirarão suas próprias conclusões

| Estaríamos locos se nos privássemos do

projeto | ITER ! | - | Porque a

demanda de energia a nível mundial não cessa de | aumentar : | aumentará de um terço daqui até o ano 2035. Temos aqui a oportunidade de

produzir energia de forma limpa e confiável& | Assim que sim, vamos conquistar o Sol | ( | Ndlr | ,

a reação de fusão ocorre naturalmente no centro do | SOL | ). Mas somos

realistas | e tínhamos que nos assegurar; hoje o estamos. Este projeto vai

beneficiar-nos em matéria de emprego. | E

também vai fazer progredir a humanidade de maneira, sem dúvida, comparável à

conquista do | espaço ! | Daí as palavras

do Diretor-Geral da organização ITER, | Osamu | Motojima | : | Hoje,

a fusão não é apenas um sonho, está em fase de se tornar uma

realidade . | Já era hora. | R | esumo extraído do artigo publicado no

jornal regional « la | Provence | »,

assinado por | Damien | Frossart | . | U | m homem ao qual fui ver em sua sala em | Manosque | , e lhe trouxe toda a documentação

sobre a instabilidade do ITER e em geral dos | tokamaks | (as teses de doutorado de | Reux | e de | Thornton | ), antes que fosse conhecida a opinião da

Comissão de Inquérito, no verão de 2011. Eu lhe propus voltar

e dar-lhe todas as explicações e esclarecimentos necessários. | Ele me prometeu considerar tudo isso. E

não o fez e | nunca o fará | . | Ele mente por omissão, em cada um dos seus

artigos. | L | a frase da nossa nova ministra da

ensino superior e da pesquisa não é mais que o testemunho de um

manifesto desconhecimento do dossier. Ela assumiu o lugar dos que a

precederam : | a antiga astronauta | Claudie | Haigneré | , | ou | Valérie | Pécresse | . Chegados até aqui, um pode se perguntar

sobre a competência e aptidão do sucessor de

Nicolas

Sarkozy (que estava vendido aos americanos),

Francois

Hollande

Como me escrevia um de meus leitores:

  • Na França, você está queimado.

Exato, e há algumas décadas. . Queimado pelos cientistas, pelos intelectuais, pelos políticos e pelos & .acadêmicos. Meus escritos são lidos por alguns milhares de pessoas honestas. Milhares de senhores e senhoras desconhecidos que me enviam calorosas palavras de encorajamento. É ao mesmo tempo muito e pouco.

Para compreender o que digo basta falar francês e referir-se aos numerosos vídeos onde apareço, na internet, para que imediatamente seja classificado na categoria de « ufólogo ». O cientista em busca de uma reação psico-socio-inmunológica não lerá nem uma linha dos meus trabalhos ou do que escrevi. Os que lerem algo, por curiosidade intelectual, ficarão em silêncio por prudência. Os políticos pensarão primeiro em sua imagem, em suas carreiras. A última entrevista que aceitei dar foi para o jornal « Los Incorruptibles ». No artigo que seguiu a esta entrevista me descrevem como& . conspirador. Excelente !

Uma solução seria me dirigir a um público não francófono. Divulgando os documentos em inglês pode-se tocar imediatamente a maioria dos cientistas e engenheiros, assim como a muitos intelectuais e políticos estrangeiros.

Não domino suficientemente bem o inglês para escrever meus textos nesta língua. No futuro, se escrever um novo documento, ou artigo de síntese, lhe darei uma forma internacional, evitando referências franco-francesas. Espero que os internautas, benévola e suficientemente rapidamente, traduzam meus escritos em inglês.

Um leitor trabalha na tradução de « Mundos fora de equilíbrio » em inglês. Me prometeu este trabalho para dentro de duas semanas, ou seja, ao final do mês de janeiro. Quanto à versão francesa, destinada a aparecer em uma revista de informação científica, aparecerá graças ao apoio desta figura do nuclear francês. Esperemos. Se este for o caso, acho que abrirei uma garrafa de champagne. Mas tenho medo que isso saia errado, como muitas outras ações deste tipo.