A super Daisy Cutter
A super "Daisy Cutter"
12 de março de 2003
Teste bem-sucedido da bomba americana mais poderosa já fabricada
WASHINGTON, 11 de março (AFP) - As forças aéreas americanas testaram com sucesso, na terça-feira, a bomba mais poderosa já possuída, um dispositivo de 9,5 toneladas guiado por satélite, anunciou uma porta-voz da base aérea de Eglin, na Flórida (sudoeste).
"Ela explodiu" logo após as 13h00 (18h00 GMT), disse Nicholasa Brown, ao ser questionada sobre o teste da bomba MOAB (Massive Ordnance Air Blast - munição de grande efeito de pressão), apelidada de "mãe de todas as bombas" devido às suas iniciais em inglês, que teria um poder de destruição equivalente a um pequeno dispositivo nuclear.
"Não é nada", destacou o secretário de Defesa Donald Rumsfeld em coletiva de imprensa.
A MOAB supera em potência a BLU-82, apelidada de "daisy cutter" (literalmente "cortadora de margaridas"), considerada até então a maior bomba convencional do mundo e a mais destrutiva do arsenal americano convencional. Ela possui um sistema de navegação GPS e só pode ser lançada, devido ao seu tamanho, a partir de um avião de carga C-130. "Seu uso pode ser extremamente destrutivo contra forças terrestres, é uma arma psicológica", disse Jake Swenson, porta-voz da base. O chefe do Estado-Maior americano, o general Richard Myers, recusou-se na terça-feira a indicar se as MOAB seriam enviadas para o teatro de possíveis operações no Iraque. "Evidentemente, tudo o que temos em nosso arsenal, tudo o que está sendo desenvolvido pode ser usado" em caso de guerra, acrescentou o general Myers em coletiva de imprensa, durante a qual Rumsfeld observou que os Estados Unidos estão fazendo tudo o possível para pressionar o Iraque.
"O objetivo é que as capacidades da coalizão sejam tão visíveis e evidentes que a força iraquiana seja fortemente dissuadida de lutar contra a coalizão, e que Saddam Hussein seja fortemente incentivado a sair e evitar um conflito ao mundo", disse Rumsfeld.
A "daisy cutter" foi usada no Vietnã para criar clareiras para pouso de helicópteros, durante a Guerra do Golfo em 1991 para destruir campos de minas e na África do Sul para destruir cavernas durante a luta contra os talibãs. O desenvolvimento da MOAB começou no ano passado no laboratório de pesquisa de Eglin.
11/03/03 21:34
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