Ovnis e Mídia

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O texto explora a ideia de que a vida tende a complexificar seu campo relacional, passando do unicelular ao pluricelular.
  • O autor propõe uma hipótese segundo a qual a extensão do campo relacional é um objetivo principal da vida, incluindo a consciência.
  • Ele evoca uma visão em que o universo é dual, com uma parte física e uma parte metafísica, coevoluindo.

Documento sem nome

Minha tese sobre o tema OVNIs

15 de fevereiro de 2009


Um texto importante, mas que não interessa a um francês em dez mil — Do ponto de vista puramente fenomenológico, o fenômeno, ligado à bioquímica, que chamamos de "Vida", tende a se complexificar e, além disso, a expandir seu campo relacional. Passamos do unicelular ao pluricelular. Os seres vivos tornam-se móveis, criando comunicação entre regiões da Terra extremamente distantes. Cito como exemplo o pássaro migratório que transporta, em seus intestinos, sementes revestidas por uma casca protetora, o que as protege da digestão pelo animal. Assim, ao defecar, um pássaro migratório pode exportar uma espécie vegetal a milhares de quilômetros de distância. Ampliamos essa capacidade criando nossos próprios pássaros migratórios, ou seja, aviões comerciais. Hoje, a expansão do campo relacional em escala planetária é um projeto concluído, pois com meu telefone celular posso, a qualquer momento, ligar para um correspondente situado nos antípodas.

  • Assim, postulei como hipótese que essa expansão do campo relacional é "um dos principais objetivos da Vida", incluindo nisso o conceito mais mal compreendido de todos: o da consciência. Dizer isso significa adotar uma posição finalista, herética em relação ao pensamento caótico da ciência contemporânea, sem negar que essa expansão do campo relacional seja uma das finalidades da Vida.

  • Vou ainda mais longe, desenvolvendo algo que é apenas uma crença (toda ideia é um sistema organizado de crenças, inclusive a minha). Assim, revelo minhas cartas, colocando minhas próprias crenças à vista, sem me esconder atrás de qualquer cortina de fumaça. Digo que acredito que o universo é "duplo", no sentido de que possui uma parte física e uma parte metafísica, e essas duas entidades coevoluem. Trata-se apenas de uma crença, e no meu livro apresso-me em acrescentar que não tenho nenhum modelo a propor e não pretendo atuar como guru de emergência. Apenas penso, acredito que a Vida é "pilotada", o que não me faz, contudo, aderir aos grupos dos cristãos fundamentalistas nem aceitar literalmente a descrição bíblica da criação. Isso não me faz, também, rejeitar de forma total os mecanismos darwinianos. Digo, penso, acredito (e ao fazer isso adiro a uma ideia que encontrei nos textos Ummo) que o mundo metafísico envia "ordens mutagênicas" que desencadeiam mutações dentro de espécies vivas, onde então se realiza um processo de seleção darwiniana.

  • Nesta perspectiva, segundo a qual o Vivo é pilotado, com o objetivo de permitir a expansão ilimitada do campo relacional da vida, surge imediatamente o problema das comunicações interestelares. É claro que o mundo da biologia jamais produzirá um pássaro migratório com asas tão grandes que lhe permitam atravessar anos-luz. Se tal viagem for possível, só poderá ser realizada graças a uma tecnologia sofisticada. Observemos que o ser humano não tem exclusividade sobre a tecnologia, sobre o uso de materiais não biológicos. Muitos animais possuem uma tecnologia rudimentar. Penso, acredito que o surgimento da tecnologia, nas mãos de uma espécie viva — o ser humano —, faz parte do "plano", desse projeto de expandir o campo relacional do mundo da vida e do mundo da consciência, que talvez também possua uma forma de fragmentação, de localização.

Aqui encontramos a posição clássica "o que está em cima é como o que está embaixo". Assim, e trata-se novamente de uma crença estimulada pela leitura dos textos Ummo. Penso, acredito, faço a hipótese de que existem metafísicas, metaesferas ou "noesferas" (em grego, noos significa espírito), locais, ligadas a sistemas planetários. A implementação de viagens interestelares permitiria não apenas que biosferas entrassem em comunicação, se unissem, mas que noesferas fizessem o mesmo.

  • Desenvolvo ainda outra crença, mencionada por Anne Dambricourt, imediatamente condenada ao cadafalso: não acredito que a humanização tenha sido progressiva. Acredito que todos esses esquemas que podemos ver em museus de ciências, que evocam o gradualismo da evolução, do primata ao homem, são falsos. Isso se alinha com a ideia de "pilotagem da vida". Não há gradualismo, pilar do pensamento darwiniano, mas sim saltos qualitativos importantes. Daí essa abundância geral, anormal e significativa de elos perdidos.

  • A mutação brusca que transforma de repente um pré-homem em homem cria, ao mesmo tempo, o ser capaz de desenvolver uma tecnologia, um modo de evolução não biológica. Lembrem-se da famosa frase-chave de Leroy-Gouran: "a posição ereta libera as mãos". A evolução humana torna-se então explosiva. O homem invade todas as nichos ecológicos, adquire uma pele artificial que lhe permite alcançar o Pólo Norte, um sistema artificial de respiração que lhe permite superar os peixes, e asas artificiais que lhe permitem superar os pássaros. Além disso, graças a sistemas de propulsão por reação, já utilizados há dezenas de milhões de anos por outros seres vivos, como os polvos, ele se aventura onde nenhum pássaro jamais conseguiu subir: no espaço, e pisa em seu satélite: a Lua. Paralelamente, as armas com que se equipa permitem-lhe dominar, esmagar, ou mesmo fazer desaparecer todas as outras espécies vivas concorrentes, exceto os micróbios. Tornando-se rei da Terra, impõe-se também como predador absoluto, consumindo a biomassa em todas as suas formas, para seu próprio benefício.

  • Outra constatação: essa explosão tecnológica possui consequências negativas: a degradação do habitat por poluição, e o risco, em guerras absurdas, com o uso de armas de destruição em massa, superdimensionadas, de frustrar o plano, com um trágico retorno ao ponto de partida. O único mecanismo que permite evitar essa ideia trágica: a consciência moral, a percepção de que a espécie humana forma um todo, e não um mosaico de etnias em competição permanente e implacável entre si. Assim, chegamos a uma definição funcional da consciência:

É a capacidade de se questionar sobre as consequências de seus atos.

  • Novo passo de crença: penso que essa consciência moral é um atributo comportamental "para evitar que o plano falhe". Muitos especialistas em evolução se surpreendem ao ver que, sempre que uma espécie viva recebe um novo atributo morfológico ou funcional, ela, ao mesmo tempo, adquire o atributo comportamental correspondente, que permite controlá-lo, mais ou menos bem, tentando evitar desvios hipertróficos, "excessos de finalidades" que coloquem a espécie em perigo. É isso que essas pessoas diriam ao escrever que "a Natureza, em sua sabedoria infinita, dotou a espécie da capacidade de...". Penso que a consciência, essa noção confusa do bem (fazer) e do mal (fazer), é apenas um atributo, com um grau de liberdade adicional em relação aos animais, que permite escolha, invenção, além de um mero seguimento cego de regras instintivas pré-programadas.

  • Reunindo todos esses elementos, chego a uma visão da situação planetária que é a seguinte. Desde a emergência da energia nuclear, a humanidade se tornou...