O campo dos assassinos

histoire histoire

En résumé (grâce à un LLM libre auto-hébergé)

  • O artigo explora revelações sobre figuras históricas como de Gaulle e seu papel em eventos controversos.
  • Ele aborda teorias sobre a Guerra da Argélia, a história de 11 de setembro de 2001 e alegações de mentiras políticas.
  • O autor destaca a complexidade da geopolítica e a importância das decisões políticas em grande escala.

O Acampamento dos Assassinos

O Acampamento dos Assassinos

8 de abril de 2006

Há sempre um momento na vida em que é preciso escolher o lado. Para mim, isso já foi feito há muito tempo.

Vivemos uma época estranha. Poder-se-ia dizer que a mentira sempre fez parte da história dos homens, em todos os tempos. São raros os personagens históricos que não têm as mãos manchadas de sangue. Muitas vezes, eles delegam os trabalhos sujos. Tomemos, por exemplo, de Gaulle, nosso "último personagem histórico", o "Grande Charles", como alguns o chamavam. Acho que cada vez mais pessoas sabem que ele era de um cinismo ilimitado. Recentemente, a France 2 transmitiu uma retrospectiva dos anos de Gaulle, com uma mistura de cenas reconstituídas e documentos de arquivo. Em certo momento, o general fica sabendo, na residência colocada à sua disposição pelos ingleses, que os anglo-americanos desembarcaram no Norte da África sem informá-lo. Ele é avisado em plena noite por seu ajudante de ordens e fica furioso. Ele dispara:

*- Espero que as tropas de Vichy lhes deem muito trabalho. *

É uma frase a mais, movida apenas por um orgulho pessoal desmedido. O que de Gaulle não sabia é que os ingleses haviam instalado microfones naquela casa antes de colocá-la à sua disposição e que essa frase foi gravada. Depois, espantam-se com a desconfiança que Churchill e Roosevelt tinham em relação a ele.

Citei em minhas colunas outra anedota que se refere, desta vez, à Guerra da Argélia. Em novembro de 2004, caía o aniversário da "tomada da Bastilha" para os argelinos, o que corresponde, para eles, a uma vaga de atentados em todo o país. Nossos meios de comunicação deram um eco muito abafado a esse evento, transmitindo programas em horários impossíveis. O melhor documento escrito que encontrei é um número especial da Science et Vie intitulado Argélia 1954-1962, a última guerra dos franceses. Na capa: Revelação: Dinheiro contra gás, como a França pagou a FLN. O dossiê pode ser encontrado na página 106. É quase inacreditável.

no_special_science_et_vie

Não se trata de um testemunho de segunda mão, mas de um trecho de uma gravação feita em fita magnética. Doente, Delouvrier queria aliviar sua consciência. Imagino vocês indo ao Google e digitando "Paul Delouvrier". Façam isso, terão surpresas enormes. O homem tornou-se uma figura emblemática. Um instituto leva seu nome, cujo lema é "Olhar mais longe para ver mais claro". Vocês não vão acreditar.

Pode-se ter feito revelações tão chocantes e sobreviver à história com dignidade. Surpreendente...

Há, portanto, coisas que só aprendemos décadas depois. Quando elas emergem. Mas, mesmo que emerjam, podem voltar a cair no esquecimento dos homens.

Tudo isso continua, hoje. Mas é ainda mais enorme. A chave de nossa história contemporânea, o que inflama tudo, é o 11 de setembro de 2001. Existe um DVD, editado por conta própria pelo americano Jimmy Walter, que dedicou quatro milhões de dólares à sua realização, que retoma problemas inicialmente levantados por um francês, Thierry Meyssan, desde 2002, através de duas obras: "A Impostura Terrível" e "Pentagate". Eu sei, o problema é enorme e a hipótese é monstruosa. É isso que garante a perenidade de uma mentira assim, de uma impostura tão inimaginável, praticamente sem precedente histórico, se excetuarmos a ideia, à qual cada vez mais pessoas aderem, de que Roosevelt estava perfeitamente ciente dos preparativos do ataque japonês a Pearl Harbor, mas deixou acontecer "porque era a única maneira de fazer a opinião pública americana aceitar sua participação na guerra contra as hordas nazistas". De fato, no dia seguinte ao ataque, os americanos faziam fila nos escritórios de recrutamento. Roosevelt talvez visse a longo prazo. A ameaça do "Eixo" (Berlim-Tóquio) era séria. Os japoneses já haviam se dotado de uma força armada impressionante. Eles tinham o maior couraçado do mundo, o Yamato. Suas ambições de controlar o Pacífico eram claramente declaradas. Como os nazistas, desprovidos de recursos naturais, confinados em sua ilha, exigiam seu "espaço vital". Roosevelt talvez soubesse que essas potências, o Japão Imperial e a Alemanha Nazista, não parariam, que suas ambições de conquista eram... planetárias. E isso não é falso. Pensem nos foguetes desse visionário que foi Von Braun. Após o V2, concebido para atacar a Inglaterra, os nazistas teriam se dotado de foguetes intercontinentais. Imaginem o que teria acontecido se Heisenberg e Von Weizsäcker não tivessem enganado Hitler sobre as possibilidades do uso da fissão, superestimando deliberadamente a massa crítica do urânio (leiam O Caso Heisenberg, Albin Michel).

Lógica da história. Uma lógica que leva a gestos que podem parecer de um cinismo inimaginável. Mas não é isso, fazer política, a "realpolitik"?

Em geopolítica, na escala do planeta, vê-se longe, vê-se grande. De Gaulle não dava a mínima para os pieds-noirs, para essa "presença francesa" no Norte da África. Para ele, a Argélia era Hassi-Messaoud, por causa do petróleo, Hammaguir, para os testes de foguetes, e Reggane para a bomba, "sua" bomba, destinada a garantir a segurança e a grandeza da França.

Ainda há pessoas que imaginam que o inimigo dos Estados Unidos são os países árabes. Mas não, o inimigo está mais longe. É... a China. Um adversário temível. O confronto é, a longo prazo, inevitável. Os americanos ganharam uma guerra econômica contra os russos. Ao empurrarem os soviéticos a se armarem para manter uma "paridade", provocaram o colapso de sua economia. Eles não querem perder a próxima guerra econômica, contra a China. Ora, as coisas vão muito rápido. O desenvolvimento do Império do Meio passa pelo petróleo. O Afeganistão, o golpe no Iraque e, agora, as vistas sobre o Irã não têm nada a ver com a "guerra contra o terrorismo". Era preciso criar as condições para esse movimento de rotação geopolítica, custasse o que custasse.

Quem toma tais decisões? Eu não sei, mas elas são tomadas. Só depois deciframos a história, se ainda estivermos vivos para fazê-lo. O 11 de setembro é o Pearl Harbor contemporâneo. Roosevelt contentou-se em deixar acontecer, em dar ordens para que não se movesse. Nos Estados Unidos, as coisas foram muito provavelmente muito mais longe. Tão longe que qualquer investigação tornou-se imediatamente impossível, que se fez desaparecer o mais rápido possível o que pudesse parecer com provas. Sabem que os escombros do Pentágono foram removidos... 48 horas após o evento? Sabem que se apressaram em vender a sucata das torres gêmeas para empresas asiáticas e que, praticamente, tudo desapareceu muito rapidamente, que nenhum perito pôde examinar esses destroços?

Terá que haver luta. É a trava de nossa história contemporânea. Quem não exclamou: "Não é possível que tenham feito uma coisa dessas!". Mas reflitam. É apenas uma questão de escala. Há talvez uma velha palavra a ser resgatada, é a palavra "honra". Olhem, na foto acima, esse homem que terminou sua carreira como diretor da EDF e que dá seu nome a um instituto com lemas pomposos. Pagar os Fallaghas para que não explodam um gasoduto, dando-lhes meios para comprar balas que matarão franceses, não é desonroso? Como se pode viver com um cadáver desses no armário?

O que vocês não conseguem perceber é que o monstruoso está em todas as encruzilhadas da história. Mas os gritos das vítimas só chegam, de forma muito abafada, àqueles que tomam a decisão de eliminá-las. Lembrem-se da frase de Stálin:

- Um morto me comove. Um milhão de mortos é estatística....

Peguem pessoas como Bush, Rumsfeld, Condoleezza Rice. Elas têm consciência de que soldados morrem no Iraque por sua culpa? Soldados americanos e civis iraquianos. Eu não acho. Tudo isso deve ser abstrato para elas. Pode-se ser responsável por milhões de mortos sem nunca ter visto uma gota de sangue na vida. É preciso entender também como as "decisões" são tomadas.

Peguem, por exemplo, esse caso do gasoduto. Pode-se imaginar uma sessão presidida por de Gaulle.

*- Meu general, o que fazemos com o gás do Saara? - O que você quer dizer? - Bem, um gasoduto é difícil de proteger e fácil de sabotar. - É muito importante que esse gás francês possa chegar à metrópole. A independência energética da França depende disso. - Sim, meu general, mas isso não resolve o problema. - Meu pequeno Delouvrier, eu o nomeei Delegado Geral na Argélia para que você resolvesse os problemas, não para que nos enchesse o saco com detalhes. O gás deve continuar sendo transportado até o porto de Bougie, custe o que custar. Está claro, não é? - Sim, meu general.... - Bom, próxima questão. *

É assim que as decisões são tomadas, "nas altas esferas". Os subordinados interpretam as palavras e meias-palavras dos "personagens históricos", encarregam-se dos trabalhos sujos, sem grandes riscos, já que, de qualquer forma, estarão "cobertos". Onde vocês viram, se excetuarmos essa revelação feita nas colunas desse número especial da Science et Vie, que a memória de Paul Delouvrier tenha sido minimamente maculada?

Continuemos a jogar esse joguinho de conversas imaginárias. Na política americana, George Bush é provavelmente apenas um peão. É o ator a quem se entrega o texto. Não se tem nem certeza de que ele assista às reuniões importantes. Sua cara de idiota, de ex-alcoólatra, é lendária. Cheney (à esquerda na foto) já é mais "in".

Dick Cheney e George W. Bush

Quem participa dessas tomadas de decisão? Difícil dizer. Condoleezza Rice, talvez?

Condolezza Rice

Condoleezza Rice

*- O que fazemos com esse movimento Scholars for Reopen 911? - O que dizem os relatórios? - Está se espalhando um pouco. Por enquanto, são apenas acadêmicos falando, mas se não tomarmos cuidado, pode ganhar amplitude. - Hmmm. Não convém que esses intelectuais e acadêmicos idiotas nos reencenem o cinema dos campi na época do Vietnã... Seria preciso acalmá-los um pouco. O que você acha, Candy? - Sim, eu também acho que é preciso acalmá-los. Não deve ser muito difícil. Temos gente para isso, não é? - Sim, temos gente. - Então, que essa gente faça seu trabalho. Nós os pagamos para fazer esse serviço, não é? - Entendido, será feito, senhora. - Próxima questão? *

Então a máquina se põe em movimento. Alguém pega um telefone. Selecionam-se alguns nomes.

*- Temos um Michael Zebuhr, do tipo ativista. É uma das cabeças. - Então, acalmem esse Zebuhr. - Ok, Dick, vou colocar uns caras nisso. *

E eis o resultado:

Um "homem nosso" encarregou-se de acalmar Zebuhr. Interceptaram esse pesquisador diante de um restaurante em Minneapolis, no dia 25 de março passado, quando ele saía acompanhado pela irmã, um amigo e uma mulher chamada Suzanne Strong. O homem pediu a bolsa dela, ameaçando-a. Ela a entregou sem fazer dificuldades. A cena ocorreu diante de muitas pessoas que prestaram depoimento à polícia. Após apoderar-se da bolsa, o homem disparou uma bala na cabeça de Zebuhr, a sangue frio, sem que houvesse a menor discussão. Todas as testemunhas confirmam. O objetivo do desconhecido não era roubar a bolsa daquela senhora, era matar esse pesquisador, para "acalmar os outros".

Michael Zebuhr

É assim que as coisas acontecem nos Estados Unidos. Há quinze anos, eu vim ao Canadá Francês, ao Quebec, dar três conferências em cidades diferentes. Após cada uma delas, pessoas vieram até mim.

*- Senhor Petit, acho que o senhor não percebe bem onde está. Aqui, o senhor pensa estar no Canadá, mas está... nos Estados Unidos. A fronteira com os EUA fica a apenas cinquenta quilômetros. Na sala havia pessoas da CIA que vieram para ouvi-lo. Foi muito interessante o que o senhor nos contou. Mas veja, se o senhor continuasse com esse tipo de discurso, não lhe dariam mais do que alguns meses de vida. Alguém pegaria um telefone e seu caso seria rapidamente resolvido. *

Haverá outros assassinatos como o desse jovem pesquisador. Assassinatos ou "desaparecimentos", ou "suicídios". Mas isso não deterá os americanos, pois os americanos são infinitamente mais corajosos do que nós. É o país dos extremos. Encontra-se lá o cinismo e a crueldade mais revoltantes, ao mesmo tempo que a coragem e o altruísmo mais fortes.

Garanto-lhes que é preciso uma coragem danada para ousar questionar as teses oficiais, sobre o 11 de setembro, quando se vive lá. Esse assassinato é apenas um começo. O monstro ainda matará, pois está ameaçado. O dossiê contém muitas inverossimilhanças, marcas gritantes. A única coisa que impede os americanos e os europeus de dar o passo é a monstruosidade do ato. Se o 11 de setembro não é um atentado terrorista, então é um auto-atentado que causou a morte de três mil cidadãos dos Estados Unidos. Eu sei, é... muito difícil de engolir.

Aqui, nós tivemos nossas Cassandra. Thierry Meyssan foi o primeiro a ousar o impossível.

Thierry Meyssan

Thierry Meyssan

Seu impacto revela o poder do livro. É preciso então analisar as operações que se seguiram. É preciso rever, dissecar, plano a plano, o alucinante programa transmitido pela cadeia Arte em 13 de abril de 2004, durante o qual jornalistas como Philippe Val, editor-chefe da Charlie Hebdo, crucificaram um Thierry Meyssan sem que este estivesse presente para se defender. É inimaginável.

Nesse programa, ouvirão o "sociólogo" Pierre Lagrange. Remeto-os a suas próprias palavras.

Trata-se de um programa produzido e apresentado por Daniel Leconte.

Daniel Leconte

Eis o que nos diz uma voz em off, quando aparece a abertura:

*- Primeiro filme: "O 11 de setembro não aconteceu". Leconte começa evocando o que ele chama de imediato: "a amplitude do delírio". Ele acrescenta:

- Não, o 11 de setembro não é um ataque fomentado por Bin Laden e seus assassinos para colocar a América de joelhos. O 11 de setembro seria uma gigantesca manipulação, pensada, planejada e realizada com maestria pelo exército americano, para provocar um choque na opinião pública a fim de permitir que a América engajasse suas tropas no Iraque e remodelasse o Oriente Médio. Claro que sim.... A corda é enorme e, no entanto, a receita vai pegar. O que aconteceu para que tantas pessoas caíssem na estupidez? Retorno a esse naufrágio da inteligência. Aqui está "O 11 de setembro não aconteceu", um filme Doc en Stock para a Arte (produtor Daniel Leconte), assinado por Barbara Necek e Antoine Vitkine

Uma voz em off, no filme, começa retomando a tese iniciada por Meyssan, concluindo:

*- Claro, tudo isso é falso. No entanto, esses contos para dormir em pé foram escritos, publicados e difundidos em larga escala pelo planeta. Quem está por trás dessas histórias inverossímeis e como se chegou a oferecer tribunas a esses delírios? É a história deste filme, a história de uma derrota da razão. *

Não temos o direito de colocar à disposição dos internautas uma cópia desse programa, por questões de direitos. É lamentável que a cadeia Arte não tenha considerado adequado fazê-lo. Isso permitiria às pessoas formarem sua própria opinião. No máximo, poderíamos extrair algumas imagens fixas e transcrições escritas. A propósito, se um leitor pudesse construir a transcrição escrita completa desse programa, acompanhada de algumas imagens fixas, obtidas por captura de tela, seria um trabalho útil.

Isso continua, sempre em voz em off:

*- Essas ficções-catastróficas, nós fomos centenas de milhares a engolir, no mundo inteiro. Logo no dia seguinte ao 11 de setembro de 2001, o planeta foi tomado por uma verdadeira febre conspiracionista. A Impostura Terrível, do jornalista Thierry Meyssan, foi traduzida para 28 línguas e difundida em cinquenta países. *

A voz evoca então o que lançou a obra de Meyssan, um "jogo dos sete erros", qualificado de "estratégia de marketing impecável", e essa voz diz:

- O princípio é simples: sempre as mesmas fotos e respostas que são escritas com antecedência (...)

Não vou descrever esse filme em detalhes, que desonora a profissão jornalística por suas misturas. Como um dos meus leitores publicou o filme inteiro, incluindo esse debate revoltante, poderei fazer um comentário preciso. Esse "conspiracionismo" é abundantemente ligado ao "negacionismo" (inexistência das câmaras de gás). Tudo entra. Meyssan publicou na Alemanha seu livro numa editora que também publica uma revista de extrema-direita. Então, claro.... etc... etc....

As palavras de Lagrange o desonoram como acadêmico, como intelectual. É difícil imaginar que ele possa se pretender sociólogo. Vários personagens intervêm nesse dossiê, incluindo jornalistas. Gunther Latsch, do jornal Der Spiegel, evoca a contra-investigação que fez.

Gunther Latsch

Gunther Latsch, do Spiegel

O jornal alemão é apresentado "como a referência em matéria de jornalismo investigativo". Bastou-lhe "algumas ligações telefônicas para mostrar que tudo isso não se sustentava". O programa termina com um "debate". Estão presentes:

*- O apresentador, Daniel Leconte, também produtor do programa e do documento Doc en Stock, difundido. - Gunther Latsch, do Spiegel. - Philippe Val, editor-chefe "do muito sério jornal Charlie Hebdo". - Rémi Kauffer, escritor, jornalista, professor na Sciences Po, autor de uma obra publicada pela Grasset "A Arma da Desinformação". *

Esses quatro crucificam Meyssan... na ausência dele. Mas por que o teriam convidado ao estúdio, já que o que ele diz não é senão um tecido de mentiras?

Gunther Latsch evoca "o simples bom senso" e evoca "critérios de plausibilidade". Philippe Val concorda com ele.

- Sim, o simples bom senso basta....

Esse debate desonora a profissão de jornalista. Esses homens estão conscientes disso? Sente-se nesses "jornalistas profissionais" sua aversão por "esse jornalismo amador que emana da internet". Por três vezes, o apresentador insiste em recomendar a leitura "do excelente livro de Guillaume Dasquié e Jean Guisnel, nas Edições La Découverte".

*- Nesse livro, está tudo, tudo é explicado, desmontado. *

Jean Guisnel é grande repórter no Le Point e professor associado na Escola Militar Associada e na Escola de Saint-Cyr. Guillaume Dasquié é professor na universidade de Marne-la-Vallée, autor do livro Caso Secreto: Os serviços secretos infiltram as empresas, Flammarion 1999.

Eu li esse livro, que me foi enviado por um leitor, a quem agradeço de passagem.

effroyable mensonge

A quarta capa:

Como escrevem esses autores, comentando o ponto de partida do livro de Meyssan:

*- Tudo repousa sobre simples deduções a partir de fotografias. *

Os dois autores consultam então peritos. Eis o resultado da análise deles. Um deles, Jacques Rolland, antigo general da força aérea, antigo piloto de caça, é apresentado como um perito em matéria de acidentes de avião. Ele explica que a disposição dos destroços não é a mesma conforme o avião chega ao solo mais ou menos tangencialmente ou (como pode ocorrer em acidentes de aviões militares) quando, ao contrário, ele mergulha em direção ao solo na vertical. As figuras a seguir são extraídas da página 39 do livro.

plongeon a plat

Esquema 1, o "mergulho plano". O aparelho quica e se desintegra. Esquema 2, ele percuta o solo na vertical:

plongeon a la verticale

O aparelho é representado de perfil. A imagem à direita sugere que, tal como o atobá penetrando no mar, ele recolhe as asas. Tudo: a fuselagem, os motores, as asas, está aparentemente contido numa "cratera" de pequenas dimensões. Essa imagem deve provavelmente provir de um curso ministrado na Escola de Guerra por um dos interessados. Imagina-se, no limite, que um avião de caça, de asa em delta, compacto sobre si mesmo e percutindo o solo na vertical, tendo ainda a parte resistente de sua estrutura: o eixo de seu ou de seus dois motores, em aço, situado(s) nas imediações do eixo, possa(m) dar, após o impacto, uma "cratera". Para um avião de linha, isso mereceria explicações mais amplas. De fato, os motores estão muito deslocados em relação ao eixo do aparelho, que é constituído de materiais de caráter menos perfurante. Mas viremos a página. O livro nos fornece a interpretação do que aconteceu durante o impacto do Boeing 757 com o Pentágono:

crash sur Pentagone

Fechem a cortina. Vocês não encontrarão nada mais nessa obra em matéria de contra-investigação. Eis, portanto, o que "reduz a pó" a tese "revisionista". Essas poucas páginas bastam para ilustrar o que Gunther Latsch e Philippe Val qualificam de "bom senso" e "critério de plausibilidade". Mas será que eles leram essa obra?

Não acham que há motivo para estar um pouco inquietos com o que se considera "jornalismo sério"?

Na verdade, se o desenhista tivesse querido colar-se mais aos fatos, teria tido que desenhar isto:

crash recadre

A verdadeira configuração que o 757 deveria ter no momento do impacto

Baseando-se na marca emanante dessas fotografias sobre as quais Meyssan se deteve um pouco, obteríamos esse desenho. Resta-lhes imaginar esse aparelho, pilotado por terroristas que tinham apenas algumas horas de aprendizado em avião de turismo, percutindo a fachada no local indicado após ter efetuado uma aproximação rasante a uma velocidade situada entre 650 e 800 km/h, tendo seus dois jatos a 60 cm do solo! Todos os pilotos profissionais que consultei me disseram:

*- Isso, não saberíamos fazer! *

Acrescentem a isso a ausência de marcas de impacto das longarinas das asas, dos motores, da cauda, a grama intacta enquanto o avião estava cheio de querosene, a ausência de destroços, de corpos, etc...

Eu já havia indicado, em meu site, qual seria o método que permitiria colocar todos de acordo. A aposta, de importância, mereceria uma reconstituição em boa e devida forma. Bastaria um Boeing 757, no fim de seu potencial, onde se colocariam autênticos corpos humanos. E todo o resto: querosene, malas. O alvo: uma cópia fiel dessa ala do Pentágono, no plano de sua estrutura mecânica. Poder-se-ia adicionar, nas peças, mobiliário, incluindo mesas de madeira ou livros, semelhantes aos que se vê aparecer, intactos, após o desabamento do edifício. Guiamento do aparelho por "feixe hertziano", em direção a uma baliza-alvo. Uma técnica perfeitamente dominada. Ajuste da altitude-solo com um telêmetro-radar. Diante do edifício, colocar-se-ia tudo o que pôde ser fotografado, incluindo uma bela superfície de grama. E observar-se-ia o que acontece. Tudo poderia ser montado em conformidade perfeita com "a tese oficial".

Não seriam os oficiais americanos que poderiam efetuar essa reconstituição, pois, segundo eles, não há nenhuma ambiguidade, nenhum problema. Por outro lado, países árabes teriam perfeitamente os meios de financiar, em qualquer lugar, uma tal operação. A imprensa mundial teria sido convidada a filmar, depois a inspecionar os danos, a constatar as consequências e os efeitos do acidente. Ter-se-ia podido ver como um aparelho desse porte poderia ter se recolhido e se encaixado em um orifício de três metros por três, como dezenas de milhares de litros de querosene teriam podido se inflamar sem chamuscar o gramado.

Uma tal reconstituição seria, no estado atual, ainda possível. Por que iniciativas desse gênero não foram iniciadas? Thierry Meyssan me forneceu um dia uma resposta, por telefone.

*- Todas as chancelarias dos diferentes países sabem perfeitamente a que se ater. Há aqueles que se sentem solidários aos Estados Unidos e que dizem que, se o escândalo estourasse, todo o Ocidente sofreria as consequências. Quanto aos outros, eles foram muito claramente advertidos pelos próprios americanos: "movam-se, nem que seja um dedinho, e nossa resposta será a guerra". *

Se se questionasse os quatro personagens presentes no estúdio desse programa da Arte, eles nos diriam sem dúvida que o assassinato de Michael Zebuhr é apenas um simples crime comum e não tem nada a ver com o fato de ele ter sido um dos pilares do movimento Scholars for Reopen 911. Aconteceu assim, é só isso. Questão de "bom senso e critério de plausibilidade".

Passemos a outros assuntos ****

Londres estuda possíveis ataques contra o Irã

Domingo, 02 de abril de 2006, 06h26 -

O governo britânico realizará uma reunião secreta na segunda-feira com os responsáveis de suas forças armadas para discutir possíveis ataques aéreos contra o Irã, noticiou o Sunday Telegraph, citando um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores. A reunião serviria para estudar as consequências de tais ataques para destruir a capacidade do Irã de fabricar a bomba atômica, acrescenta o semanário britânico. O alto funcionário citado pelo Sunday Telegraph estimou que ataques aéreos, sob comando americano, seriam "inevitáveis" caso o Irã não se curvasse à injunção de quarta-feira do Conselho de Segurança da ONU de encerrar suas atividades de enriquecimento de urânio em 30 dias.

Os Estados Unidos, a Rússia, a China, a Grã-Bretanha e a França, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, mais a Alemanha, reuniram-se esta semana para estudar os meios de ação caso Teerã ignorasse essa notificação, lembra o jornal.

Os Estados Unidos esperam que uma eventual operação militar tenha caráter multinacional, mas os responsáveis britânicos da Defesa estimam que Washington está pronto, em caso de necessidade, a lançar sozinho ataques aéreos ou com a ajuda dos israelenses, afirma ainda o Sunday Telegraph. Segundo a fonte citada pelo jornal, a operação limitar-se-ia a ataques aéreos contra as instalações nucleares iranianas, uma invasão no estilo da do Iraque estando, por enquanto, excluída.

"A reunião de segunda-feira tentará prever as consequências para a Grã-Bretanha de um tal ataque", nomeadamente sobre os interesses britânicos no Iraque e no Afeganistão, acrescentou essa fonte. "Não haverá invasão do Irã, mas os sítios nucleares serão destruídos. Não é algo que acontecerá de maneira iminente. (Será) talvez este ano, talvez o ano que vem", declarou ainda a mesma fonte, que fez valer que o ataque israelense em 1981 contra o reator nuclear iraquiano de Osirak havia mostrado que "uma operação limitada constituía a melhor opção militar".

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice recusou-se a descartar o uso da força contra o Irã na sexta-feira durante sua visita à Grã-Bretanha, mesmo que isso não esteja na ordem do dia por enquanto.

"O presidente americano (George W. Bush) nunca descarta nenhuma opção. Reconhecemos, contudo, que isso não está atualmente na ordem do dia. Estamos num processo que, cremos, pode funcionar de maneira diplomática", declarou ela.

Londres estuda possíveis ataques contra o Irã

Domingo, 02 de abril de 2006, 06h26 -

AFP

O governo britânico realizará uma reunião secreta na segunda-feira com os responsáveis de suas forças armadas para discutir possíveis ataques aéreos contra o Irã, noticiou o Sunday Telegraph, citando um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores. A reunião serviria para estudar as consequências de tais ataques para destruir a capacidade do Irã de fabricar a bomba atômica, acrescenta o semanário britânico. O alto funcionário citado pelo Sunday Telegraph estimou que ataques aéreos, sob comando americano, seriam "inevitáveis" caso o Irã não se curvasse à injunção de quarta-feira do Conselho de Segurança da ONU de encerrar suas atividades de enriquecimento de urânio em 30 dias.

Os Estados Unidos, a Rússia, a China, a Grã-Bretanha e a França, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, mais a Alemanha, reuniram-se esta semana para estudar os meios de ação caso Teerã ignorasse essa notificação, lembra o jornal.

Os Estados Unidos esperam que uma eventual operação militar tenha caráter multinacional, mas os responsáveis britânicos da Defesa estimam que Washington está pronto, em caso de necessidade, a lançar sozinho ataques aéreos ou com a ajuda dos israelenses, afirma ainda o Sunday Telegraph. Segundo a fonte citada pelo jornal, a operação limitar-se-ia a ataques aéreos contra as instalações nucleares iranianas, uma invasão no estilo da do Iraque estando, por enquanto, excluída.

"A reunião de segunda-feira tentará prever as consequências para a Grã-Bretanha de um tal ataque", nomeadamente sobre os interesses britânicos no Iraque e no Afeganistão, acrescentou essa fonte. "Não haverá invasão do Irã, mas os sítios nucleares serão destruídos. Não é algo que acontecerá de maneira iminente. (Será) talvez este ano, talvez o ano que vem", declarou ainda a mesma fonte, que fez valer que o ataque israelense em 1981 contra o reator nuclear iraquiano de Osirak havia mostrado que "uma operação limitada constituía a melhor opção militar".

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice recusou-se a descartar o uso da força contra o Irã na sexta-feira durante sua visita à Grã-Bretanha, mesmo que isso não esteja na ordem do dia por enquanto.

"O presidente americano (George W. Bush) nunca descarta nenhuma opção. Reconhecemos, contudo, que isso não está atualmente na ordem do dia. Estamos num processo que, cremos, pode funcionar de maneira diplomática", declarou ela.

Fora isso, parece bem que os iranianos possuam o míssil de cruzeiro supersônico russo "Sunburn". Essa arma constituiria uma ameaça muito séria para unidades da frota americana, na medida em que esses artefatos efetuariam a maior parte de sua aproximação a Mach 2,9 em regiões montanhosas nas quais não seriam detectáveis por aviões Awacs.

Para saber mais sobre esse míssil de cruzeiro supersônico russo, façam " sunburn missile " no Google

Fora isso, as informações relativas à abertura de uma bolsa de petróleo no Irã, em euros, são pouco claras e às vezes contraditórias.

A respeito do Iraque, o governo americano está relativamente satisfeito. De fato, o número de mortos americanos, por ano, parece estabilizar-se. Como as desordens aumentam, isso indica que as forças de ordem iraquianas devem cada vez mais "assumir o controle", o que era o objetivo, não é?

Tenho frequentemente cartas de jovens leitores que expressam sua inquietação, quando não é seu pessimismo absoluto diante do futuro que parece estar sendo preparado para eles por seus mais velhos, em todos os países do mundo. Questão: o que poderia nos fazer escapar de uma boa apocalipse? Ouço de todos os lados pessoas dizendo "Normal, nesta planeta, há gente demais. Vai ter que haver uma redução drástica, de uma maneira ou de outra".

É um ponto de vista.

Mas o que poderia subitamente mudar o curso desse cenário-catastrófico? Dispor subitamente de energia à vontade. Estarei muito atento ao resultado recentemente obtido por Gerry Yonas, no laboratório de Sandia, Novo México. Dois bilhões de graus, isso não é pouco. Eu me permiti baixar o artigo por 25 dólares, imediatamente. Garanto-lhes, vale a pena.

Resumo, esquematicamente. Retomarei esse assunto quando dispuser de informações mais precisas. Yonas é um as do curto-circuito. Ele sabe há muito tempo produzir impulsos de 20 milhões de ampères e envia tudo isso numa espécie de "gaiola de canários", cujas "barras" são constituídas de finos fios de aço inoxidável.

**Dezenas de milhões de ampères fazem cerca de cem fios metálicos convergirem para o eixo em algumas dezenas de nanossegundos **

Dois condutores percorridos por correntes paralelas atraem-se. Uma "gaiola de canários" tende a implodir segundo o eixo de simetria. Gerry esperava alguns milhões de graus, ou mesmo dez ou vinte. Mas às vezes a Natureza é boa moça. A implosão, era impossível de prever, conservou sua bela simetria. Temperatura atingida no fim da compressão, segundo um cordão de plasma de um milímetro e meio de diâmetro: dois bilhões de graus (um leitor acreditava que eu havia lido mal e que eram... dois milhões). Medidos como? Avaliando o comprimento de onda dos raios X emitidos. Mas aí, surpresa: somando-se a energia assim emitida, esta excede por um fator de quatro a energia cinética incidente (aquela dos átomos do plasma, lançados uns contra os outros, até que as "condições de estagnação" sejam atingidas). Praticamente nenhuma explicação, senão uma teoria cheia de hipóteses de que a energia magnética ambiente se converteria em energia térmica através de instabilidades MHD.

Garry confirma que não fez, por enquanto, ensaios senão com um alvo constituído de hidrogênio pesado, não com as misturas evocadas a seguir.

Penso que se trata de uma imensa esperança, pois com 500 milhões de graus pode-se fundir uma mistura de Lítio7 e de hidrogênio H1 (leve). Produtos da reação: hélio (He 4). Com um bilhão de graus pode-se fundir Boro B11 e hidrogênio leve H1. Produtos da reação: três átomos de hélio (núcleos alfa) e ainda nenhum nêutron!

Em suma, a fusão limpa, sem resíduos, sem radioatividade. Como explorar essa energia? Por conversão MHD direta, comprimindo um campo magnético. Obtém-se então no solenoide uma corrente induzida. Dessa energia produzida, explora-se uma parte e com a outra recarrega-se um condensador, que faz as vezes de "volante de inércia". É o "dois tempos de fusão", que eu havia descrito em 75 ou 76 num número da Science et Vie.

A cada ciclo, como recolocar a "gaiola de canários" no lugar? Será preciso sem dúvida substituí-la por outro sistema que assegure um início bem axisimétrico da compressão, por exemplo criando passagens muito ionizadas com a ajuda de lasers, como sugeria um leitor. Yonas indica que ele e seus colaboradores consideraram diferentes fórmulas nessa direção.

No momento em que os humanos fazem tudo para se atacarem, em grande escala, a idade de ouro está talvez às nossas portas, em poucos anos. No momento em que se prepara o primeiro golpe de picareta da "máquina a vapor do 3º milênio", aliás ITER.

Mas atenção, toda descoberta tem seu reverso. Não acreditem que seja difícil produzir dezenas de milhões de ampères. Em 1954, Andréi Sakharov, com seu sistema de compressão de fluxo, de um metro de comprimento, havia produzido cem milhões de ampères utilizando um explosivo químico como energia primária. Isso está em algum lugar no meu site. Encontrarei. Não tenho tempo hoje. Uma experiência digna... de um liceu técnico, ou quase. Acoplando à ideia de Yonas, pode-se enviar esses ampères numa "gaiola de canários" de 2 cm de diâmetro e 5 cm de comprimento, sobre cujo eixo se coloca um "fósforo constituído por hidreto de Lítio LiH, sólido. No fim, uma carga constituindo uma bomba "H", de potência ilimitada. Em suma, a bomba H ao alcance de todos os países que ainda não a têm, sem necessidade de passar pelo enriquecimento isotópico e pela bomba A (como fósforo da carga termonuclear).

Sim, os humanos terão que escolher.

Vocês não acham que vivemos uma época interessante? Será que os deuses nos vigiam de canto de olho? Já tínhamos, em diferentes livros, a versão "Apocalipse", segundo João, ou segundo "diferentes tradições", muitas vezes com datas convergentes (o famoso 2012). E eis que parece despontar a solução outsider, totalmente inesperada. Com essa energia e zero poluição pode-se fazer... qualquer coisa. Cavar canais para levar água onde não há, bombeá-la. Pode-se aquecer os que têm frio, transportar bilhões de indivíduos sem automaticamente asfixiá-los e envenená-los. Esperemos que os chineses se interessem rapidamente por isso. Não conto muito que os franceses sigam o exemplo. Gente que ainda tem torpedos propulsados por hélices....

Sou um otimista incorrigível. Há dois provérbios diretores:

*O futuro não está escrito em lugar nenhum * e sejam realistas, prevejam o impossível

Estou descarrilando? Ou, como dizia outro idiota: "isso é delírio tecnológico!"

Não, porque esses dois bilhões de graus eram, até que Yonas os obtivesse, considerados como uma aposta impossível.

O que vamos escolher: a Vida ou a Morte? No momento em que tudo parece se organizar para que nos assassinemos severamente, a dama Natureza nos estende a solução, parece. É a impressão que tenho. Jamais teria acreditado que se pudesse atingir tais temperaturas, até a semana passada.

Voltar ao topo desta página " O Acampamento dos Assassinos ", de abril de 2006 ---

Retorno ao Guia Retorno à Página Inicial** **

**Número de consultas desta página desde 9 de abril de 2006: ** ---

effroyable mensonge quatrieme