massa cósmica faltante

autre

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O problema da massa faltante

Jean-Pierre Petit

Observatório de Marselha, França

(Il Nuovo Cimento B Vol. 109 Julho 1994, pp. 697-710)

Resumo

bilingue

Uma nova equação de campo é proposta, associada a uma topologia S3 × R1. Introduzimos uma aplicação diferencial involutiva A que relaciona qualquer ponto do espaço s com a região antípoda A(s). Segundo esta equação, a geometria da variedade depende tanto do tensor de energia-momento T quanto do tensor antípoda A(T). Considerando uma métrica independente do tempo, campos fracos e velocidades frágeis, derivamos a equação de Poisson associada, que fornece estruturas em aglomerados interagindo com estruturas antípodas em halo. A segunda estrutura ajuda no confinamento da primeira. Sugere-se que este modelo poderia explicar o efeito da massa faltante e a estrutura em grande escala do universo.

  1. Introdução

O equilíbrio de uma galáxia é estudado utilizando um certo conjunto de equações não relativistas, como a equação de Vlasov acoplada à equação de Poisson, que deriva da equação geral de campo de Einstein

(1)

S = c T

mais uma hipótese de estado estacionário na qual consideramos campos fracos e velocidades frágeis. É bem conhecido que o campo gravitacional devido à massa visível de nossa galáxia não pode equilibrar as forças centrífugas e de pressão. Alguns supõem que uma certa massa invisível, a matéria escura, poderia contribuir para o campo e equilibrar a força centrífuga. A seguir, propomos outro modelo, baseado em uma nova equação de campo.

  1. Uma nova equação de campo

Assumimos que o universo tem a topologia de S3 × R1.

As coordenadas gaussianas são

(2)

x = (x°, s)

onde x° é um marcador temporal e o vetor s representa os marcadores espaciais. O espaço-tempo é orientado. É possível definir uma aplicação diferencial involutiva que relaciona um ponto dado s ao ponto antípoda s*.

(3)

s* = A(s)

Consideremos dois campos tensoriais S e T definidos na variedade. Suponhamos que estejam ligados pela seguinte equação de campo

(4)

S = c (T - A(T))

com

(5)

A(T) = T* = T(x°, s*)

Assumimos que a luz segue as geodésicas do espaço-tempo.

g é o tensor métrico.

R é o tensor de Ricci, de forma que

(6)

g* = g(x°, s*)
R* = R(x°, s*)

Podemos escrever a equação de campo na forma mais explícita

(7)

Equação 7

Escrevamos os tensores T e T* da seguinte forma

(8)

(9)

com

r* = r(x°, s*)
p* = p(x°, s*)

Se impusermos a condição de divergência nula, o fluido obedece às seguintes equações de conservação

(10)

  1. Condições independentes do tempo com campos fracos e velocidades pequenas. A equação de Poisson.

Podemos aplicar o método clássico, tomando uma métrica quase-lorrenziana

(11)

g = h + ε g

onde h é a métrica lorentziana e ε é um pequeno parâmetro.

Na notação tridimensional

(12)

A lei de Newton se aplica a todo o espaço. Além disso, o potencial gravitacional é definido da seguinte forma:

(13)

Equação 13

Reciprocamente, dado o potencial gravitacional Y, o movimento de uma partícula seguirá uma geodésica quadridimensional se os termos goo do tensor métrico tiverem a forma

(14)

obtemos

(15)

Por identificação, obtemos a seguinte equação de Poisson

(16)

ΔY = 4πG (ρ - ρ*)

Se considerarmos um sistema com simetria esférica

(17)

Equação 17

onde

(18)

ρ* = ρ(s*)

De acordo com (17)

(19)

Y* = -Y