cosmologia do universo gêmeo

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Cosmologia dos universos gêmeos (p 5)

  1. Sobre a constância de G e de c.

...

Considere as duas grandezas G (gravitação) e c (velocidade da luz). Elas intervêm na constante de Einstein

c

. Esta última é classicamente determinada da seguinte forma:

A métrica é expressa como:

(12)

Equação 12

onde g

mn

(L) é o tensor métrico de Lorentz e

e gmn

representa uma perturbação muito pequena e independente do tempo (tensor métrico quase lorentziano). Além disso, para estabelecer uma ligação estreita com a teoria clássica, supõe-se que a velocidade de uma partícula ao longo de uma geodésica é muito menor que c, ou seja:

(13)

Equação 13

Em seguida, aplica-se a mesma aproximação à equação diferencial de uma geodésica:

(14)

Equação 14

Obtém-se então:

(15)

Equação 15

Além das condições de estado estacionário, costuma-se escrever:

(16)

dx° = c dt

o que introduz simultaneamente a velocidade da luz c e o tempo t. Além disso:

(17)

Equação 17

A equação geodésica torna-se:

(18)

Se identificarmos ao modelo newtoniano, podemos relacionar o potencial de perturbação gravitacional à métrica por meio de:

(19)

Se considerarmos um meio de baixa densidade

r

o e de baixa velocidade, o tensor energia-matéria reduz-se a:

(20)

Equação 20

cuja traço é

r o . Então o segundo membro da equação de campo torna-se (21)

Ainda na hipótese de estado estacionário, obtemos:

(22)

Equação 22

Identificando com a equação de Poisson, determinamos a constante desconhecida

c

da equação de campo:

(23)

Equação 23

Se

c

não for considerado como uma constante absoluta, a divergência nula da equação de campo (1) já não será garantida, segundo a hipótese

d

= 0, o que fornece as equações de conservação da física. Mas salientamos que a constância de

c

não exige separadamente a constância de G e de c, pois determinamos (23) a partir de uma métrica independente do tempo (12). Podemos então passar para a condição menos restritiva:

(24)

Equação 24

...

Esta ideia, sugerida pelo autor em 1988-89 nos artigos [12,13,14]. Mas, segundo nosso conhecimento, a ideia de uma variação secular da velocidade da luz foi introduzida anteriormente por V.S. Troistkii [11].

  1. Métrica de Robertson-Walker.

...

Assumindo que o Universo é isotrópico e pode ser descrito por uma métrica riemanniana, obtemos a métrica clássica de Robertson:

(25)

Equação 25

Se o Universo for assumido como homogêneo, então

T

= A(

T) e a solução cosmológica espacialmente homogênea provém de:

(26)

S = c ( T

  • A(

T)) = 0

Esta métrica deve ser introduzida na equação (1), com um segundo membro nulo. Obtemos então o seguinte sistema de duas equações:

(27)

Equação 27

(28)

Equação 28

A partir de (27) e (28), obtemos:

(29)

k = - 1 (curvatura negativa) e R = x°

x° é um "marcador cronológico". Note que existe apenas uma solução (k = -1). Se identificarmos classicamente x° a ct, c sendo considerado como uma constante absoluta, obtemos a solução bem conhecida trivial R = ct. Fazendo isso, definimos de maneira um pouco arbitrária o tempo cósmico t. Mas ele pode ser definido de forma diferente, de maneira não padrão, como será mostrado no desenvolvimento seguinte.