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Em Física Geométrica B o leitor encontrará nossa abordagem pessoal, voltada à construção de um grupo agindo sobre o espaço de dez dimensões, sendo este trabalho estreitamente relacionado à geometria matéria-antimatéria.
Dimensões adicionais? Quais? Qual poderia ser seu significado físico? Poderíamos medi-las?
Em suas obras (Géométrie et Relativité, Hermann-France Ed. 1964, Structure of Dynamical Systems, Birkhauser 1997, e Dunod-France 1973) o matemático francês Jean-Marie Souriau ampliou largamente a física num contexto pentadimensional. Tem-se então as quatro dimensões clássicas ( x , y , z , t ) do espaço-tempo, mais uma dimensão extra z. Esta última foi primariamente introduzida pelo polonês Kaluza nos anos 1920.
A abordagem das supercordas é uma tentativa de estender o ensaio de Kaluza a seis dimensões a mais. Por que 4 + 6 = 10? Por causa de restrições de grupo e de simetrias.
Quando um físico quer fazer experimentos ele pergunta:
- De quanta energia preciso?
A energia está ligada à frequência e ao comprimento de onda, através de:

Quanto menor o comprimento de onda, maior a energia.
Os físicos examinaram essas dimensões adicionais, buscando qual poderia ser o comprimento característico associado, e portanto a subsequente energia característica associada. Eles encontraram:
O comprimento de Planck: 10-33 cm
Decididamente feio. Para dar às partículas tais energias você precisa de um acelerador tão grande quanto nossa galáxia.
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Normal, diz Michio Kaku, em seu livro "Hyperspace", Oxford University Press, 1994. Lidamos com física futura. A supercorda corresponde à ciência dos próximos séculos.....
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Hmmm.....
Estranha nova disciplina. Alguns anos atrás eu estava na casa de Souriau. Ele me mostrou os anais de uma reunião dedicada às supercordas. Na primeira página, o presidente havia declarado:
- Embora esta nova ciência não possa prever nada nem interpretar qualquer observação ou experimento, quando consideramos o número crescente de artigos publicados no campo, é um sintoma que mostra sua grande vitalidade e dinamismo.
Souriau é facilmente sarcástico, mas sempre com um bom senso de humor. Sobre a física teórica de hoje, ele tem sua própria e curta definição:
Matemática sem severidade.
Física sem experiência
Ele pensa que, desde os trabalhos de Feynmann, passaram-se cinquenta anos de física nula.
(98)

Física teórica: "Matemática sem severidade. Física, sem experiência".
O reino da pesquisa.
Há algo podre no reino da pesquisa?
Hoje, há mais cientistas vivos do que todos os que trabalharam em toda a história da Ciência. Qual deles escreverá seu nome nos livros, em letras douradas?
Entre 1895 ( quando a radioatividade natural foi descoberta na França por Henri Becquerel ) e 1932 (quando o britânico Chadwick descobriu o nêutron) passaram-se apenas 37 anos. Durante tão curto tempo o panorama científico mudou totalmente. Todos sabem disso.
Escrevo em 1998. O que descobrimos de tão grandioso desde 1961, trinta anos atrás?
É claro, enviamos pessoas à Lua, fabricamos microcomputadores, cd-roms, temos radiotelefone, temos engenharia biológica, e assim por diante.. Mas são desenvolvimentos tecnológicos. Nenhuma ideia básica realmente nova. Nenhuma revolução.
A ciência parece encarcerada num paradigma dourado.
Após a segunda guerra mundial o sistema de árbitros anônimos foi generalizado. A ideia oficial era proteger a independência do árbitro requisitado, o especialista cuja incumbência era decidir se um artigo poderia ser publicado ou não.
Então, quando você quer publicar algo, a regra quer que você submeta seu artigo a algum periódico, que convoca um especialista. Depois de um mês, ou dois, a resposta volta.
Publiquei dezenas de artigos em minha vida. Se o trabalho é convencional, é relativamente fácil, mas se você francamente vai para o oeste, busca "a física a oeste do Pecos", se você tenta buscar algo realmente novo, você arruma sérios problemas.
Na verdade, você não tem problema algum. A resposta volta rapidamente:
Desculpe, não publicamos trabalhos especulativos.
Nenhum especialista foi escolhido. Seu artigo não foi revisado. Por quê?
Porque periódicos de alto nível recebem artigos demais, diariamente. A Nature recebe 100 artigos cada manhã. Physical Review, uma dúzia. Como você acha que eles podem administrar isso?
A seguir, referências históricas.:
| COSMOGONIA Cosmologia, Física Teórica. Rua Ágora. Eube 58340 Macedônia. Editor: Prof. Aristóteles. para: Sr. Nicolas COPERNIC Rua do Velho Moinho. , 7 2304 Gdansk Polônia. Eube, 81 a.C., 30 de outubro Referência: D-5703 Prezado Senhor; Li seu artigo intitulado: "De revolutionibus orbivm coelestivm" com atenção e interesse. Seu modelo é atraente mas infelizmente absurdo. Como todos sabem, os objetos só podem se mover se uma força agir sobre eles. Além disso, os objetos pesados são evidentemente mais sensíveis às forças do que os leves. Faça um experimento simples. Deixe cair uma pedra e uma pena do segundo andar de sua casa. Como verá, a pedra chega ao chão mais rápido. Baseie sua visão física em fatos simples. Se a Terra estivesse se movendo, como você sugere, alguma força deveria agir sobre ela. Como habitantes da Terra deveríamos estar imersos nesse campo de força também, e essa força deveria agir sobre nós. Como somos feitos de material mais leve que a Terra, esta última deveria ir embora e nós deveríamos ficar no espaço como idiotas. Sinto muito, mas devo rejeitar seu artigo. Prof. Aristóteles Editor --- COSMOLOGIA Revista Internacional de Astronomia e Cosmologia. Uraniborg 26120 Dinamarca Editor: Prof. Tycho Brahé. para: Sr. Nicolas COPERNIC Rua do Velho Moinho, 7 2304 Gdansk Polônia. Uraniborg, 6 de fevereiro de 1590 Referência: A-4428 Prezado Senhor, Li seu artigo intitulado: "De revolutionibus orbivm coelestivm" com atenção e interesse. Esta ideia de uma Terra em movimento não é nova, mas nunca resistiu, quando analisada seriamente. Se a Terra estivesse se movendo, como você sugere em seu artigo, isso deveria causar um deslocamento aparente das estrelas próximas, em relação ao fundo, composto pelas distantes. As estrelas não estão todas à mesma distância de nós. Como velas, quanto mais fracas, mais distantes estão. Se a Terra estivesse se movendo, as estrelas mais próximas deveriam sofrer um deslocamento aparente, devido ao efeito de paralaxe. O que é paralaxe? Coloque seu dedo diante do nariz e olhe para ele, primeiro com o olho direito, depois com o esquerdo. Seu dedo parecerá se mover, em relação ao fundo. Seus dois olhos apenas figuram duas posições distintas da Terra, se movendo numa órbita circular, em torno do sol, como você sugere em seu artigo. . Olhe para o céu. Você vê alguma estrela se mover? A constelação da Ursa Maior é a mesma há milhares de anos. Sinto muito, mas seu modelo, com sua Terra em movimento, contradiz as observações. O movimento dos planetas, que foi intensamente estudado durante séculos, agora é bastante bem compreendido. Veja: "C.Ptolemeu, Almagesto, Elementos para composição matemática, tese de doutorado (231 depois de JC), capítulo " caminhos epicíclicos dos planetas", página 77. " Este livro, onde todas essas coisas são claramente explicadas, provavelmente está na biblioteca de sua universidade. Sinto muito, mas seu artigo não pode ser publicado em nossa Revista. Prof. Tycho Brahé Editor. |
