Colóquios da Coréia e de Estrasburgo, 2010
Colóquios da Coréia e de Estrasburgo
20 de outubro de 2010
Minha apresentação oral no colóquio da Coréia (Vídeo)
plasmas frios **** **
Trecho desta brochura:
Influência de uma descarga elétrica DC sobre um fluxo supersônico rarefeito ao longo de uma placa plana
Trata-se de criar um plasma em torno do modelo. Este é equipado com duas eletrodos entre os quais se aplica uma diferença de potencial. Quando o campo é suficientemente intenso (da ordem de 1000 volts para uma distância inter-eletrodos de 30 mm), um plasma é gerado.

Os pesquisadores observaram recentemente (...) as consequências desse plasma. Mostraram uma modificação nos perfis de velocidade próximo ao obstáculo, constatada a partir de medições da pressão de estagnação, uma ação sobre a posição da onda de choque e uma modificação na tração (...).
Como explicar o fato de a presença da descarga elétrica modificar o fluxo do ar sobre a placa?
A primeira ideia que surge na mente dos pesquisadores é o efeito térmico. Os elétrons presentes na descarga e acelerados pelo campo elétrico poderiam aquecer localmente o gás, alterando as propriedades do fluxo de ar. Parece, no entanto, que esse aquecimento não explica todos os fenômenos observados. Uma explicação totalmente diferente é a noção de vento iônico. Os íons presentes na descarga são acelerados pelo campo elétrico e, por colisão, transmitem seu momento linear às moléculas neutras (um pouco como uma bola de bilhar que colide com outra), resultando em uma modificação do perfil de velocidades do fluxo. (aceleração ou desaceleração, dependendo do sinal do campo elétrico). Esses dois fenômenos podem estar superpostos (...).
O laboratório ICARE, com base nos resultados já obtidos (...), pretende aproveitar plenamente suas instalações e competências para participar ativamente do desenvolvimento da aerodinâmica do futuro.
Depois do imobilismo em marcha, é a incompetência em ação
Leia as frases pomposas que se encontram no final da brochura ICARE.
Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação e da Engenharia (ST2I) Sua filosofia A fusão do Departamento de Ciências para a Engenharia e do Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação e da Comunicação deu origem ao Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação e da Engenharia. Suas características de abertura são uma de suas riquezas: abertura para outras disciplinas, abertura para o setor industrial, abertura para a sociedade... Constitui uma interface privilegiada.
Seus objetivos Seus objetivos principais são construir uma abordagem científica centrada na produção do saber e centrada no homem — o homem e suas necessidades, o homem e sua saúde, o homem e seus produtos — e, portanto, desenvolver uma abordagem sistêmica para conceber, produzir e explorar sistemas mais seguros, mais comunicantes, mais econômicos, mais eficientes, mais respeitosos com o meio ambiente. Esses objetivos estão alinhados à estratégia do CNRS: desenvolver conceitos e tecnologias de base; estar presente na vanguarda do conhecimento e promover novos temas; responder aos grandes desafios da sociedade.
Suas principais áreas de pesquisa Comunicações, segurança e confiabilidade de sistemas materiais e lógicos, sistemas mecânicos, energia, engenharia para o vivo... O departamento visa rupturas nas ciências e tecnologias da informação e nas ciências e tecnologias para a engenharia. Para alcançar esses objetivos, o Departamento deseja aumentar a sinergia entre as disciplinas, ao mesmo tempo em que as fortalece: Informática, automação e robótica, sinal e comunicação; micro e nanotecnologias, eletrônica, fotônica, eletromagnetismo, energia elétrica; Engenharia de materiais e estruturas, mecânica dos sólidos, acústica, biomecânica, biomateriais; mecânica de meios fluidos e reativos heterogêneos; caracterização, propriedades de transferência, processos de transformação... Deseja também adotar uma abordagem comum para compreender: modelar e observar por meio de simulações intensivas, experiência; para conceber e construir: especificar partindo da necessidade expressa e retrocedendo as especificações até o componente e o sistema; para controlar, otimizar e gerenciar a complexidade relacionada à mobilidade, às grandes massas de dados, às redes: Energia, Vida, Ciências Humanas e Sociais; para gerar novas aplicações.
Uma política de interdisciplinaridade Os problemas enfrentados pela ciência e pela sociedade tornaram-se complexos e só podem ser resolvidos por uma convergência de métodos e conceitos. A interdisciplinaridade é reafirmada como o elemento essencial da política científica do departamento ST2I. As interfaces do ST2I com outros departamentos do CNRS são numerosas, especialmente com MPPU, SHS, SdV e SC. O mesmo ocorre com outros organismos, como o CEA, o INRIA e o INSERM...
Uma política de parcerias e valorização O departamento ST2I adota uma política voluntarista de parcerias com os meios sócio-econômicos e de valorização da pesquisa. As pesquisas ST2I encontram aplicações em diversos setores: energia, transportes (terrestres, aéreos, espaciais), telecomunicações, eletrônica, informação, saúde. Em sintonia com as necessidades industriais, seus laboratórios oferecem respostas aos problemas apresentados pelas empresas, baseando-se em pesquisas de ponta de qualidade. Parcerias com outros organismos também são incentivadas para aumentar a interdisciplinaridade e a complementaridade de competências, bem como com universidades e escolas.
O departamento ST2I fortalece a capacidade de inovação de seus colaboradores e apoia suas ações de valorização: depósito de patentes, softwares e apoio à transferência tecnológica, além de facilitar a criação de empresas que explorem as inovações de seus laboratórios. Uma política de abertura internacional O departamento ST2I desenvolve uma intensa atividade de colaboração científica internacional, envolvendo mais de 20 países de todos os continentes. Essas colaborações assumem diversas formas: da Unidade Mista Internacional instalada na França ou no exterior e acolhendo pessoal do CNRS e do país parceiro, ao simples intercâmbio de pesquisadores.
Atualmente, podemos contar com:
- 4 Unidades Mistas Internacionais - 8 Laboratórios Internacionais Associados - 2 Grupos de Pesquisa Internacionais - 22 Projetos internacionais de Cooperação Científica.
Essas colaborações resultam em numerosas publicações conjuntas em revistas de prestígio, participação em conferências internacionais de alto nível e a realização de plataformas científicas.
Novas UMI estão em fase de criação. O departamento ST2I tem a intenção de desenvolver colaborações focadas na Ásia e na América Latina.
Uma política de abertura para a Europa Além disso, o departamento desenvolve uma política de abertura para a Europa:
- 8 Grupos de Pesquisa Europeus - 4 Laboratórios Europeus Associados - 27 Projetos internacionais de cooperação científica - Criação de UMI europeias.
ST2I em números Pesquisadores CNRS: 1461 Professores pesquisadores: 6728 Pesquisadores não-CNRS: 291 Doutorandos e pós-doutorandos: 8016 Técnicos e assistentes CNRS: 1388 Técnicos e assistentes de universidades e outros: 1795 Estruturas de pesquisa e serviço vinculadas como principal: 227 Orçamento sem pessoal e sem contratos:
28,390 milhões de € http://www.cnrs.fr/st2i/
Palavras-chave: Abertura, interface privilegiada, abordagem sistêmica, comunicantes, emergência, desafio, rupturas, conceitos, sinergia, modelar, política voluntarista, controlar, otimizar, gerenciar, parceria, valorização, atento a...

Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação e da Engenharia (ST2I) Sua filosofia A fusão do Departamento de Ciências para a Engenharia e do Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação e da Comunicação deu origem ao Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação e da Engenharia. Suas características de abertura são uma de suas riquezas: abertura para outras disciplinas, abertura para o setor industrial, abertura para a sociedade... Constitui uma interface privilegiada.
Seus objetivos Seus objetivos principais são construir uma abordagem científica centrada na produção do saber e centrada no homem — o homem e suas necessidades, o homem e sua saúde, o homem e seus produtos — e, portanto, desenvolver uma abordagem sistêmica para conceber, produzir e explorar sistemas mais seguros, mais comunicantes, mais econômicos, mais eficientes, mais respeitosos com o meio ambiente. Esses objetivos estão alinhados à estratégia do CNRS: desenvolver conceitos e tecnologias de base; estar presente na vanguarda do conhecimento e promover novos temas; responder aos grandes desafios da sociedade.
Suas principais áreas de pesquisa Comunicações, segurança e confiabilidade de sistemas materiais e lógicos, sistemas mecânicos, energia, engenharia para o vivo... O departamento visa rupturas nas ciências e tecnologias da informação e nas ciências e tecnologias para a engenharia. Para alcançar esses objetivos, o Departamento deseja aumentar a sinergia entre as disciplinas, ao mesmo tempo em que as fortalece: Informática, automação e robótica, sinal e comunicação; micro e nanotecnologias, eletrônica, fotônica, eletromagnetismo, energia elétrica; Engenharia de materiais e estruturas, mecânica dos sólidos, acústica, biomecânica, biomateriais; mecânica de meios fluidos e reativos heterogêneos; caracterização, propriedades de transferência, processos de transformação... Deseja também adotar uma abordagem comum para compreender: modelar e observar por meio de simulações intensivas, experiência; para conceber e construir: especificar partindo da necessidade expressa e retrocedendo as especificações até o componente e o sistema; para controlar, otimizar e gerenciar a complexidade relacionada à mobilidade, às grandes massas de dados, às redes: Energia, Vida, Ciências Humanas e Sociais; para gerar novas aplicações.
Uma política de interdisciplinaridade Os problemas enfrentados pela ciência e pela sociedade tornaram-se complexos e só podem ser resolvidos por uma convergência de métodos e conceitos. A interdisciplinaridade é reafirmada como o elemento essencial da política científica do departamento ST2I. As interfaces do ST2I com outros departamentos do CNRS são numerosas, especialmente com MPPU, SHS, SdV e SC. O mesmo ocorre com outros organismos, como o CEA, o INRIA e o INSERM...
Uma política de parcerias e valorização O departamento ST2I adota uma política voluntarista de parcerias com os meios sócio-econômicos e de valorização da pesquisa. As pesquisas ST2I encontram aplicações em diversos setores: energia, transportes (terrestres, aéreos, espaciais), telecomunicações, eletrônica, informação, saúde. Em sintonia com as necessidades industriais, seus laboratórios oferecem respostas aos problemas apresentados pelas empresas, baseando-se em pesquisas de ponta de qualidade. Parcerias com outros organismos também são incentivadas para aumentar a interdisciplinaridade e a complementaridade de competências, bem como com universidades e escolas.
O departamento ST2I fortalece a capacidade de inovação de seus colaboradores e apoia suas ações de valorização: depósito de patentes, softwares e apoio à transferência tecnológica, além de facilitar a criação de empresas que explorem as inovações de seus laboratórios. Uma política de abertura internacional O departamento ST2I desenvolve uma intensa atividade de colaboração científica internacional, envolvendo mais de 20 países de todos os continentes. Essas colaborações assumem diversas formas: da Unidade Mista Internacional instalada na França ou no exterior e acolhendo pessoal do CNRS e do país parceiro, ao simples intercâmbio de pesquisadores.
Atualmente, podemos contar com:
- 4 Unidades Mistas Internacionais - 8 Laboratórios Internacionais Associados - 2 Grupos de Pesquisa Internacionais - 22 Projetos internacionais de Cooperação Científica.
Essas colaborações resultam em numerosas publicações conjuntas em revistas de prestígio, participação em conferências internacionais de alto nível e a realização de plataformas científicas.
Novas UMI estão em fase de criação. O departamento ST2I tem a intenção de desenvolver colaborações focadas na Ásia e na América Latina.
Uma política de abertura para a Europa Além disso, o departamento desenvolve uma política de abertura para a Europa:
- 8 Grupos de Pesquisa Europeus - 4 Laboratórios Europeus Associados - 27 Projetos internacionais de cooperação científica - Criação de UMI europeias.
ST2I em números Pesquisadores CNRS: 1461 Professores pesquisadores: 6728 Pesquisadores não-CNRS: 291 Doutorandos e pós-doutorandos: 8016 Técnicos e assistentes CNRS: 1388 Técnicos e assistentes de universidades e outros: 1795 Estruturas de pesquisa e serviço vinculadas como principal: 227 Orçamento sem pessoal e sem contratos:
28,390 milhões de € http://www.cnrs.fr/st2i/
****4 de novembro de 2010: Bonés de rede, adesivos, disponíveis
http://bourgogne-franche-comte.france3.fr/evenement/fugues/
Cobertura midiática do colóquio de Estrasburgo
: Aqui está o link para assistir on-line, a partir de segunda ou terça-feira, o programa Fugues, que será exibido no domingo às 11h30 na France 3 Bourgogne:
Programa de 26 minutos, da série "Fugues", dedicado aos OVNIs. Treze para o colóquio.
Foi muito difícil, vocês devem imaginar. Paris - Coréia: ida, onze horas, volta doze horas, apertados como sardinhas em um 747 onde os assentos estavam tão próximos, na classe econômica, que era impossível apoiar a cabeça nos braços, sobre a mesa dobrável. Uma verdadeira jaula de gado. Onze e doze horas sentados.
Nesta ilha de Jeju, famosa por seus pontos turísticos, cujo clima é comparável ao da Costa Azul (as ruas são bordadas de palmeiras), deixamos essas visitas para os outros congressistas, enquanto compúnhamos freneticamente os powerpoints das nossas comunicações de Estrasburgo em nosso quarto de hotel.
De volta da Coréia, onde eu havia perdido minha bengala, tivemos que embarcar imediatamente, Jean-Christophe Doré e eu, em um carro alugado na Coréia, para não ficar presos pelas greves, cujos ecos nos chegavam, o veículo nos levando a Estrasburgo na sexta-feira às 0h30, para um colóquio que começava no sábado seguinte.
Minha esposa não pôde nos acompanhar, pois havia tido seu passaporte roubado alguns dias antes da partida, no TGV. Doré, além do seu próprio, teve que carregar parte das minhas malas, para poupar minha coluna vertebral. Frankamente, não sei como conseguimos aguentar, os dois.
Desde 2008 continuamos marcando gols, ou seja, acumulando comunicações científicas, evidentemente ligadas a OVNIs, em grandes colóquios internacionais e em revistas científicas de alto nível com revisão por pares.
2008 - Colóquio Internacional de MHD em Vilnius, Lituânia. Três comunicações e uma apresentação oral em sala.
Início de 2009 - Transformação desses mesmos artigos na revista com revisão por pares Acta Physica Polonica. Comentários calorosos dos revisores.
Colóquio de Bremen, outubro de 2009. Cadeira oferecida por um leitor
O montagem que permitiu a apresentação de um resultado experimental no congresso internacional de MHD
( confinamento parietal de um plasma por inversão do gradiente de campo magnético )
Obtenção do resultado esperado já na primeira experiência. Como Aníbal, na Agência Todos os Riscos, gosto quando os planos se desenrolam como planejado.
Envio de um artigo redigido em um dia ao comitê do colóquio e aceitação imediata com apresentação oral. Em 2008 foi o comitê que entrou em contato comigo, expressando o desejo de que, como pioneiro da MHD e especialista em plasmas fora de equilíbrio, eu participasse do colóquio de Vilnius.
A Coréia teve 400 participantes e 275 artigos, dos quais apenas uma parte foi apresentada oralmente, os demais em formato de pôsteres (exibição de trabalhos científicos em painéis pré-definidos). Quando chegamos lá, constatamos que nossa comunicação havia sido transferida para a seção dedicada aos Z-pinches, embora tivesse sido inicialmente submetida a outra.
Tudo correu muito bem e, desta vez, Doré pôde filmar minha apresentação, que será disponibilizada na internet assim que possível (começaremos por isso).

Vídeo dessa comunicação no colóquio de Jeju, Coréia, outubro de 2010
Na sala, as pessoas tiraram fotos, filmaram e anotaram. Em seguida vieram as perguntas. Doré, na primeira fila, não estava bem posicionado para gravar, mas capturou perfeitamente audível a observação do presidente, logo após meu discurso:
- Em suma, vocês estão construindo um UFO.
Sem tom irônico, sem sorriso malicioso. Apenas um comentário simples, que não provocou nenhuma reação zombeteira na sala, sendo recebido com silêncio atento. O encontro foi rico em trocas, mas não direi mais nada nesta página. Os recursos financeiros do UFO-science precisam urgentemente ser reforçados. Precisamos de dinheiro para experimentos, equipamentos, trabalhos ligados à construção de um túnel de vento hipersônico pulsado. Também precisamos de dinheiro para nos deslocarmos. O colóquio na Coréia custou 5000 euros para dois, incluindo o hotel mais barato. Viagem mais taxa de inscrição elevada.
Assim que terminar a página que estou redigindo, passarei imediatamente à escrita de um novo livro, impresso às expensas da associação e vendido em seu benefício. 170 páginas, incluindo um caderno colorido, preço de venda (direto, por correspondência, sem editor nem livraria) 20 euros, 25 para o exterior (em ambos os casos, o frete é adicional. O UFO-science especificará). Acredito que estará disponível antes do fim do ano. Mas já pode encomendá-lo, indo diretamente ao site do UFO-science. Mathieu Ader, secretário e webmaster, instalará um sistema de pagamento, cheques, transferência bancária, PayPal.
Acho que para 2011 precisaremos contar com um orçamento de 30.000 euros (materiais, experimentação e missões). Minha prioridade é, portanto, organizar a venda de livros, que espero possa nos permitir arrecadar esse dinheiro (isso representa apenas 2000 vendas, já que ganhamos 15 euros por livro).
A finalização do álbum Fishbird, para o qual leitores já enviaram cheques (essas quantias são guardadas com cuidado), deverá ser postergada. Se as pessoas quiserem fazer doações ao UFO-SCIENCE, que não se sintam impedidas. E se quiserem, por exemplo, enviar 200 euros, enviaremos 10 exemplares assim que forem impressos. E se enviarem N x 20 euros, receberão N exemplares.
Contarei o que aprendi sobre as Z-máquinas, americanas e russas, no livro. Muitos leitores ficarão completamente atônitos ao ler o que escreverei sobre isso.
Angara 2, a Z-máquina russa

Oito elementos. 4,2 MA em menos de 100 ns
Portanto, comentários no livro, mas o vídeo da conferência estará disponível gratuitamente na internet assim que possível.
Passemos ao congresso de Estrasburgo. Começarei com um aplauso a Michel Padrines, organizador deste evento, cujo câncer de próstata se espalhou (metástases ósseas na coluna vertebral, uso constante de adesivos de morfina). Acredito que o sucesso desse colóquio seja a melhor resposta às críticas inaceitáveis às quais ele foi submetido nos meses anteriores e à campanha de descrédito, proveniente de "ufólogos", visando desencorajar os participantes de comparecer.
Todos vieram, exceto Michau e Duboc por motivos de saúde ou familiares. Eu e Jack Krine assumimos a sessão inicialmente dedicada aos relatos de pilotos.

Jack Krine, testemunha de OVNIs, ex-líder solo da Patrulha de França
Tudo foi filmado por Antoine, um amigo de J-C Doré, em alta definição (portanto apresentável em uma televisão, a versão de baixa definição destinada ao Youtube). Cinco horas de conferência: mais de 100 gigabytes. Assim que possível, isso será formatado e colocado on-line. Começaremos pelo registro da comunicação que fiz na Coréia. Como anunciado, todos poderão ter acesso a esses vídeos gratuitamente. Mas será necessário esperar, pois apresentaremos todos esses documentos com legendas em inglês, alcançando assim centenas de milhares de internautas. O vídeo da Coréia, em inglês, será legendado em inglês.
Muito obrigado às pessoas da minha equipe e a todos que nos ajudaram,

Christel Seval, Antoine Favreau, Xavier Lafont, Jean-Christophe Doré e sua esposa Valérie, Mathieu Ader
apelidados de "os corsários da pesquisa"
Christel Seval fez uma intervenção excelente, abordando o lado "ciências humanas" do fenômeno OVNI, ocupando um espaço que durante trinta anos foi dominado por Pierre Lagrange, entediante até a exaustão.
A esposa e o irmão de Doré providenciaram in extremis a recuperação dos bonés de rede, fabricados na China, que chegaram... no dia anterior ao colóquio.
****http://www.ufo-science.com/wpf/?page_id=2303
| Agora disponíveis. Para encomendar no UFO-Science (10 euros, frete não incluso) | Para encomendar esses bonés de rede adesivos |
![]() |
|---|
Não sei se poderemos considerar um envio "livro mais boné", mas acho que não haverá problema. Fizemos fabricar mil peças na China.
O UFO-science tendo alugado um caminhão, foi possível levar ao local os elementos do estande preparados por Ader, assim como o UFOcatch e o banco MHD de baixa densidade. A demonstração desse último, trazido para a sala, não pôde ser realizada devido a um fusível simplesmente queimado. Mas a proximidade dos dois colóquios tornava impossível qualquer ajuste no local. Doré e eu tivemos que suportar mais uma vez, tanto na ida quanto na volta, 7 horas de deslocamento horário.
Um orador adicional se juntou ao nosso programa, então eliminamos o intervalo para almoço, pedindo aos presentes que fossem buscar sanduíches nas cafeterias próximas antes da sessão, que se realizou ininterruptamente das 18h às 0h. A sala com 200 lugares esteve praticamente cheia durante todas as apresentações do colóquio. Para a nossa, os organizadores permitiram 50 espectadores extras, que sentaram nas escadas, mas consideraram contrário às regras básicas de segurança admitir mais. Cerca de cinquenta pessoas, portanto, não puderam acessar a sala. Mas todos poderão assistir a essas conferências no Youtube assim que a equipe conseguir formatá-las e instalá-las.
Ninguém saiu da sala durante essas seis horas e a atenção foi mantida constante.

À esquerda, o banco MHD, com seu belo suporte de madeira feito por Mathieu Ader (por motivos de segurança)

Ufoscience quase completo: Mathieu Ader, JPP, Christophe Tardy, Antoine Favreau, Jean-Christophe Doré e Xavier Lafont
Nas horas anteriores, o astronauta suíço Claude Nicollier, que participou de quatro missões consecutivas da nave espacial americana para reparo e manutenção do telescópio espacial Hubble, e que inclusive comandou uma das missões (o único não-americano a ocupar esse cargo), fez uma palestra muito envolvente.

O astronauta suíço Claude Nicollier
Nos meses anteriores, ele havia se preocupado com o clima que poderia prevalecer no colóquio. Mas ao ver como o evento estava se desenrolando, não apenas assistiu à nossa sessão, como também compareceu às do domingo antes de partir, elogiando Padrines pela qualidade do que ouviu. Para este último, acho que não poderia haver recompensa melhor.

Se nossa promessa for cumprida, ou seja, se os vídeos das nossas conferências forem colocados na internet, vou reservar temporariamente meus comentários para o livro que escreverei sem parar.
Pequena pausa (mas avisei a Padrines): a seita raéliana reuniu cerca de cinquenta membros diante da porta da sala do congresso. Um porteiro veio perguntar se autorizávamos ou não o acesso deles. Respondemos que qualquer pessoa podia assistir às sessões, desde que se abstivesse de exibir símbolos que indicassem sua pertença à seita e de fazer declarações com valor de proselitismo. Mas muitos membros já usavam esses sinais, bem visíveis, e os fotografamos. A polícia foi chamada e, com sua ajuda, conseguimos impedir o acesso dos membros da seita.

Havíamos especificado nos pré-ativos do colóquio que sinais de pertença a seitas não seriam tolerados
Essa presença desses lamentáveis palhaços que são os raélianos contrasta fortemente com a qualidade excepcional de alguns oradores.
O professor Chandra Wickramasinghe, antigo colaborador de Fred Hoyle
Diretor do Laboratório de Astrobiologia de Cardiff, Reino Unido
Tivemos uma intervenção muito simpática do major Jesse Marcel Junior, filho do major Marcel, responsável pela segurança em Roswell, que fez toda sua carreira como médico no exército americano.

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Antes de encerrar, farei algumas observações.
Graças a Jean-Luc Guilmot, de Bruxelas, uma entrevista em inglês, realizada no dia anterior ao colóquio, além do Atlântico, e cuja tradução para o francês ele compôs imediatamente em texto, pôde ser difundida, os espectadores ouvindo o som em inglês e lendo o texto na tela em francês. Muitas pessoas, dada a identidade da pessoa entrevistada, consideraram isso o ponto mais forte do colóquio. Concordamos com Guilmot que esse texto seria incluído no livro, para facilitar sua venda, para ser posteriormente divulgado na internet, a fim de alcançar um número maior de pessoas.
Da entrevista resulta que as elites dos países mais poderosos do mundo estão perfeitamente cientes da natureza exata do fenômeno OVNI. Trata-se de visitas de extraterrestres. A reação dessas elites foi realizar engenharia reversa para se apropriar de conhecimentos científicos e técnicos com o único objetivo de transformá-los em armas.
Pode-se ter absoluta certeza sobre o Geipan, que foi criado e continua controlado por Yves Sillard, engenheiro militar do armamento, ex-diretor da DGA (Delegação Geral para o Armamento). A ineficácia e a incompetência de Yvan Blanc, responsável pelo Geipan, que recusou o convite de Michel Padrines, não tem nada a ver com isso.
Por trás do Geipan está o engenheiro geral do armamento Yves Sillard e, por trás dele, o Exército. Na cabeça dessas pessoas, a aplicação militar é imediata. Assim, o Ufocatch é uma "sentinela automática", capaz de direcionar seu tiro contra qualquer pessoa que penetre em uma área proibida, mesmo à longa distância, comandando por exemplo um tiro de morteiro, a posição dos "inimigos" sendo determinada por dois sensores que realizam uma localização precisa por triangulação (o que também permitiria ajustar o ângulo de um armamento disparando projéteis). Esse tipo de reflexo está literalmente "cabo na cabeça" dessas pessoas. Encontrei centenas desses indivíduos ao longo da minha carreira.
É exatamente esse Exército que sabotou todos os projetos que tentamos montar (no CNES com Esterle e Zappoli, depois com o laboratório de Rouen). Montar um projeto equivale a cerca de cinco anos de esforço e trabalho. No final, a tropa transmitiu sua mensagem, seu diktat, embora se tratasse inicialmente de contratos civis, com financiamento civil, especificamente o Ministério da Pesquisa e da Tecnologia para o projeto de Rouen, conduzido por meio das instâncias do CNRS. E essa mensagem era sempre a mesma:
- Jean-Pierre Petit deverá ser excluído de qualquer presença nesse contrato e de qualquer responsabilidade na condução dessa pesquisa.
O CNRS, por sua vez, me privou de créditos de todos os tipos durante 30 anos.
30 anos perdidos
Sempre, privado de minhas diretrizes, esses projetos caros fracassaram lamentavelmente, e seria o mesmo se, atualmente, considerássemos tratar nossas atuais pesquisas experimentais em um contexto institucional, qualquer que ele seja.
Demonstrar que o fenômeno OVNI se presta a pesquisas científicas é também fazer "engenharia reversa". Mas nossos objetivos são outros. Quando tivermos demonstrado experimentalmente a viabilidade de um voo supersônico, e até hipersônico, em túnel de vento, e, de passagem, feito funcionar um modelo do artefato Aurora, com sua segunda entrada de ar controlada pela MHD, para calar a boca de um jornalista aeronáutico idiota que afirmara que era "delírio tecnológico", não iremos mais longe.
Daremos credibilidade à hipótese veicular, e é esse o objetivo perseguido. Desculpe, Sr. Sillard, não se trata de dotar a França de mísseis de cruzeiro hipersônicos ou torpedos hiperveloces (que serão testados em outro... garagem).
Enviados das forças armadas tentaram um contato (não comigo!) no estande da UFO-science, declarando "que cedo ou tarde essas pesquisas deveriam contar com o apoio do exército, que seria irracional imaginar que pudesse ser diferente".
Bem, não, graças a vocês, graças a quem nos ajudou, se continuarem fazendo isso.
Após trinta anos de impotência, as coisas mudaram bruscamente. Graças aos donativos e à venda de um livro, um banco de ensaio foi montado em poucos meses, uma manipulação foi feita em poucas horas, um artigo redigido nos dias seguintes, imediatamente aceito pelo comitê científico de um grande colóquio internacional. O montagem das manipulações seguintes já está em andamento.
Pequena pausa: Os começos desta associação UFOscience, criada em 2007, foram, de fato, bastante difíceis. Enfrentamos os problemas que penalizam todas as associações sob a lei de 1901. No entanto, não podíamos nos permitir lidar com problemas humanos diversos e variados, e ainda é assim. Com a crise de 2008 superada, alguns membros problemáticos excluídos, e um fórum que se encheu de palavras vazias, como todos os que giram em torno do tema OVNI, fechado, a associação se reagrupou em um núcleo ativo cujo número não ultrapassa o número dos dedos de uma mão. Mas a quantidade de trabalho que esses rapazes realizaram então é fantástica.
Tudo pôde recomeçar sobre bases saudáveis após o colóquio de Bremen, de onde voltei tão desgostoso que já tinha decidido encerrar a associação (meus estatutos me davam esse direito) e transferir o ativo para uma entidade caritativa qualquer, como os restaurantes do coração. Sentindo o perigo, Jean-Christophe Doré desceu até minha casa trazendo esta realização fantástica que é o ufocatch, e ao vê-la, percebi que não podia abandonar.

O sistema de rastreamento automático projetado e construído por Jean-Christophe Doré
É ele, verdadeiro Mac Gyver, que finalizou o banco de ensaio MHD de baixa densidade, projeto que estava à deriva havia dois anos, sem poupar esforços.
Ao mesmo tempo UFOscience mudou completamente sua maneira de funcionar. Mathieu Ader tornou-se webmaster do site. Desde o início de 2009, passamos a recusar os cheques de renovação de cotas, simplesmente pensando nos problemas que nos causaram em 2008 alguns idiotas que diziam alto e claro "eu, paguei 15 euros. Tenho direitos. Exijo uma assembleia geral, com moção, renovação da diretoria, tomada de decisão democrática sobre a forma como os rendimentos 'do livro editado pela UFOscience' serão utilizados". A única maneira de evitar essas lutas pelo poder: financiar as atividades da associação por meio de doações e vendas de livros escritos por mim.
Enquanto isso, ainda temos no colo um congelador de laboratório de 5000 euros, que nunca foi usado, do qual não sabemos mais o que fazer, e que colocaremos em breve à venda no eBay.
Paralelamente, Xavier Lafont cuidou de reerguer um site sobre o caso Ummo, que já está pronto e que abriremos assim que possível. Espero que esta disponibilização desses documentos, com uma mentalidade completamente diferente, faça desaparecer da parte superior do Google, ao digitar Ummo, a turma de babacas que, há dez anos, se apropriou, com André-Jacques Holbecq à frente, deste fantástico arquivo.
Recentemente, as ações desse grupo "Ummo-science" haviam se tornado grotescas quando um certo Denocla, já vendedor de mais de cem artigos, como camisetas, cuecas, canecas, bonés, onde eram impressas em serigrafia imagens retiradas do arquivo Ummo, lançou um DVD com "canções em ummitas", compostas por ele! Pode-se esperar que em breve sejam limpas essas "Euríades", graças ao trabalho de formiga de Xavier.
Porque o arquivo OVNI não é um negócio para comerciantes de todo tipo.
Prefirimos adiar a abertura deste site após o colóquio, para não ver chegar "especialistas", verdadeiros babacas, que se expressaram amplamente na pantomima que foi a manifestação de Châlons-en-Champagne, "primeira reunião ufológica europeia", organizada por Gérard Lebat, fundador dos "jantares ufólogos". O grotesco absoluto.
Fim desta pausa.
A segunda observação refere-se à ausência de cientistas externos à nossa associação e de jornalistas científicos (como Philippe Chambon, de Science et Vie e Alain Cirou, redator-chefe de Ciel et Espace, que havíamos solicitado e que não tiveram a cortesia de responder).
Beneficiamos de um mínimo de apoio midiático (meia página em um grande jornal local e a gravação de uma entrevista-documentário pela emissora local da FR3).

A jornalista da FR3 e seu realizador. Em segundo plano, o ufocatch e o banco MHD de baixa densidade
A Ciência de Cima e a Ciência de Baixo
A expressão "a França de cima e a França de baixo" foi lançada. Agora poderíamos falar da "Imprensa de cima e a Imprensa de baixo". Da mesma forma, as expressões "a Ciência de cima e a Ciência de baixo" têm um significado.
Nos três casos, oligarcas estão ao serviço das forças do dinheiro e do lobby militar-industrial. No topo da cesta, servem seus mestres. Abaixo, ficam em silêncio, com medo de represálias na carreira ou no emprego.
Os cidadãos franceses, e da mesma forma os cidadãos de todos os países, estão começando a tomar consciência dessa realidade, posição que imediatamente é qualificada, na Imprensa de cima, de "conspiracionista".
Citarei o exemplo do presidente Giscard d'Estaing, que fez aprovar por uma assembleia cúmplice ou inconsciente a lei de 1973, proibindo o Banco da França de emitir moeda sem juros, sob o pretexto de limitar a inflação, este sistema fazendo, de fato, entrar o país no sistema de dívida com juros em relação a bancos privados, à semelhança dos Estados Unidos em relação à FED, a Federal Reserve Bank, dívida evidentemente insustentável. Foi exatamente esse Giscard d'Estaing que redigiu a constituição europeia, rejeitada pelos franceses em referendo, que incluía, por exemplo, um artigo autorizando a polícia a atirar em manifestantes "se a manifestação assumisse uma natureza insurrecional".
Este inverno, os cidadãos franceses descobriram também que seu ministro da Saúde, Roselyne Bachelot, servia mais os interesses dos grupos farmacêuticos do que os seus.
A ex ministra da Justiça, Rachida Dati, por um lapsus que fez o mundo inteiro rir, certamente expressa algo profundo. Mas o quê? Deixe que você forme sua própria opinião. Freud diz que quando as pessoas cometem lapsus, expressam algo importante, que desempenhou ou desempenhou um papel importante em sua vida.
Em outro lugar, a União Europeia votou uma lei que proibirá o uso de plantas medicinais, obrigando quem as utiliza ou as difunde a se conformar aos procedimentos de autorização em vigor no setor farmacêutico. Um mercado que, por enquanto, escapa ao domínio dos lobbies.
O lobby militar-científico nos leva aos desastres hilariantes que são o ITER e o Mégajoule.
Recentemente descobrimos que nossos representantes rejeitaram imediatamente, por maioria esmagadora, uma proposta sugerida por alguns, que visava fazê-los perder seus benefícios em relação às aposentadorias, trazendo-os de volta ao status de simples cidadãos.
E isso não vai parar.
Somos governados, administrados por bandidos e pessoas medíocres, incompetentes, ou ao serviço das forças do dinheiro e do lobby militar-industrial.
Não sei como as coisas poderão mudar, mas em nossa escala microscópica, graças ao meu domínio de uma disciplina científica considerada muito avançada, está surgindo "uma pesquisa cidadã", diretamente financiada pelos cidadãos franceses, com um "retorno sobre o investimento" que desafia toda concorrência.
Quando tomei a palavra em Estrasburgo, após agradecer um certo número de pessoas, quis agradecer, aos 73 anos, todos esses anônimos que nos apoiaram financeiramente nos últimos três anos, e perante os quais não nos demos mal. E naquele momento, as palavras se entalaram na minha garganta, sob um impulso de emoção, confesso. As pessoas presentes perceberam perfeitamente, e isso também será ouvido na gravação.
O último congresso internacional ao qual participei foi em 1983, ou seja, há vinte e sete anos. Tratava-se do VIII° congresso internacional de MHD em Moscou. Tive que, como nos congressos anteriores, ir com meu próprio dinheiro, comendo almoço e jantar as croissants que enchiam minha bolsa no café da manhã, no luxuoso hotel National onde éramos obrigados a residir. Era impossível encontrar um restaurante próximo ao hotel. A época não era propícia. E, evidentemente, impossível almoçar às 12h com meus colegas. Naquele dia, disse "pare, você não pode continuar assim".
Perdidos, os congressos de Tsukuba, no Japão, em 1987, ou de Pequim, em 1990, cujos comitês de seleção haviam aceitado minhas comunicações.
Hoje, se as pessoas continuarem nos apoiando, iremos a todos os lugares, nos quatro cantos do mundo, nos congressos mais prestigiados, marcando sempre gols. E iremos também à França, quando houver congressos de física de plasmas. De graça, nesses congressos hexagonais, levaríamos nosso laboratório conosco, para demonstração. Nunca comi um físico de plasmas. É algo a tentar.
Para evitar os armadilhas e pântanos do funcionamento das associações sob a lei de 1901, recusamos as cotas de adesão. Restam as doações. E nenhum centavo será desperdiçado. Conto com um orçamento de 30.000 euros para 2011. É muito para um homem só, para um aposentado do CNRS. Mas se 300 pessoas derem, por exemplo, 100 euros cada uma, o valor será atingido. Tenho 3000 conexões por dia e dezenas de milhares de fãs. Se essas pessoas derem apenas alguns euros cada uma, estamos garantidos. Assim, podemos montar manipulações e estar presentes em grandes congressos internacionais, como na Coréia em outubro de 2010, ou em Bremen em 2009, ou na Lituânia em 2000. Nossos artigos são aceitos imediatamente e nessas assembleias não temos apenas inimigos, longe disso. Nenhuma de nossas comunicações científicas, desde 2008, provocou sequer um sorriso. Na próxima vez, focaremos, entre outros, em um congresso de física de plasmas localizado na França. Se houver ataques, haverá chumbo para pegar. Em física, permaneço na categoria peso pesado.
É exatamente essa a vantagem de uma abordagem experimental, mais cara que o papel e lápis, mas impossível de contestar. É claro que pode parecer louco imaginar superar laboratórios super equipados, como os do CNRS em Orléans, com suas túneis hipersônicos funcionando continuamente, todas finalizadas pelo Exército. Mas ao imaginar um túnel de vento de rajada, de uma segunda, tornamo-nos mil vezes mais baratos. Não cem, mil vezes!
E as ideias, os conhecimentos, são nossos. Eles não têm, isso é óbvio. Procurem seus projetos de pesquisa, vocês não encontrarão nenhum. No máximo, pensam em instalar um modelo passivo de um X-43 francês, simples modelo passivo, "dissipando o calor coletado por radiação". Olhem, adicionaram estabilizadores inferiores, para que não se pareça totalmente com o caos americano.

Não se acorda após 30 anos de sono, de abandono de uma disciplina, para dizer "vamos fazer MHD". Um domínio, extremamente avançado do ponto de vista teórico, que não é uma disciplina, mas quase uma arte, cujos mestres são os russos (recordemos que o pai da MHD russa não é outro que Andréi Sakharov, que produziu 100.000 amperes em 1954 com um gerador explosivo, com capacidade de uma pequena usina técnica).
A comunicação da Coréia, com uma experiência original e brilhante, é um primeiro exemplo de resultado experimental "sólido", que não passou despercebido. Haverá outros. A montagem das manipulações seguintes já está em andamento e... já está funcionando!
Podemos nos permitir o luxo de funcionar apenas com a ajuda do público, algo que Nicolas Hulot não poderia fazer. Seus patrocinadores são empresas bem-sucedidas e, além disso... poluentes. Se ele fizer apenas um deslize de linguagem, desapareceria da tela pequena com um simples toque de botão. Nossos meios oficiais estão cheios de assentos ejetáveis.
Lembro-me da experiência vivida por Jean-Yves Casgha, com seu festival Science Frontière. Pessoas como Benveniste e eu estávamos presentes. Havia uma atmosfera infernal. Mas incomodávamos, terrivelmente, Jacques e eu. Pessoas lhe ofereceram então uma ajuda financeira importante. Isso lhe subiu à cabeça. Depois, era dependente dos meios oficiais, nós não. O método provou sua eficácia. Oferecemos uma "ajuda financeira poderosa", depois cortamos a torneira, e a empresa enfrenta sérios problemas. Impomos restrições, proibições, e o jogo está feito. Casgha teve que moderar, até a covardia.
O que você acha que aconteceu em Estrasburgo? Exatamente a mesma coisa. "Investidores" se manifestaram (mas com o poder e o exército por trás. Ouviamos os sons de botas a cem passos). Não tão burros. Respondemos:
- Nós estamos muito bem no nosso garagem, com algumas dezenas de milhares de euros por ano. Com isso, produziremos resultados com regularidade e continuaremos marcando gols em grandes congressos internacionais, onde um Nicolas Hulot não conseguiria sequer sentar. A tribuna, para ele, é a tela pequena, nada mais. O mesmo vale para os Bogdanoff, que são obrigados, para se manterem, a flertar com o filho de Sarkozy e que não poderiam, em seus programas, convidar alguém como eu (eles me disseram ao telefone, especificando que a ordem viera da France-Télévision).
A tela pequena pertence a Lagardère e a outros grupos que defendem interesses privados. A liberdade tem seu preço.
Alguém disse:
- Você será cedo ou tarde obrigado a passar pelo exército, o único financiador institucional com grandes recursos.
Doré respondeu:
- Montei o UFOcatch na minha cozinha, e um leitor me disse "sua lira, eu a importo. Envio imediatamente uma para você".
O ufocatch, em um contexto institucional, representaria um milhão de euros, apenas para começar a pensar. E é algo onde há 99% de software. Tudo está no programa de gestão dos sinais captados e em seu processamento, problema gerido com maestria por Jean-Christophe, que esqueceu de ser burro.
Mesmo a cadeira de rodas que usei para ir ao congresso de Bremen, na Alemanha, foi imediatamente paga por um leitor, você imagina (me vejo indo a Bremen numa cadeira de rodas de cor kaki, paga pelo exército).
Em resumo, em frente para uma pesquisa cidadã. Objetivo: 30.000 euros para 2011. Reproduzo o que colocamos no site da UFO-science:
http://www.ufo-science.com/wpf/?page_id=2529 :
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A terceira observação é que a gestão do tema OVNI é semelhante a um jogo de futebol. É no campo que se deve evoluir, não nos vestiários, e é lá que se devem marcar gols. O leitor compreenderá perfeitamente a que me refiro.
27 de setembro de 2010: **Oficiais de alto escalão militares deram uma conferência de imprensa nos Estados Unidos. ****** **** ****

Presentes nesta conferência de imprensa de 27 de setembro de 2010 Robert Salas Ex-oficial da USAF responsável pelo lançamento de mísseis nucleares Dwynne Arneson Aposentado da USAF, Tenente-Coronel, Oficial responsável pelo Centro de Comunicação Robert Jamison, ex-oficial da USAF, responsável pelo alvo de mísseis nucleares Charles Halt, Tenente-Coronel da USAF, ex-comandante adjunto da base Jérome Nelson, ex-oficial da USAF, alocado ao lançamento de mísseis nucleares Patrick Mac Donnough, ex-oficial da USAF, responsável pelo levantamento geodésico em locais de mísseis nucleares Bruce Fenstermacher: Ex-oficial da USAF, responsável pelo lançamento de mísseis nucleares
Todos testemunham que ovnis estacionaram perto de silos de mísseis nucleares e que, após esse evento, os sistemas de lançamento, desativados, precisaram ser reiniciados. Um dos participantes acrescenta "um sistema de lançamento de um míssil, posso aceitar. Mas dez de uma vez, não".
http://www.youtube.com/watch?v=73ZiDEtVms8&feature=player_embedded#
Todos estão convencidos de que essas ações ocorreram inúmeras vezes, mas são os únicos que testemunharam esses fatos. Os sistemas tinham sido desativados, mas não danificados. Todos concordam em dizer que essas ações, que atribuem todas a intervenções extraterrestres, representam uma mensagem inquestionavelmente clara sobre a periculosidade das armas nucleares, das quais a humanidade deveria se desfazer urgentemente. Desejo piegas, evidentemente.
O foco também está no encobrimento relacionado ao fenômeno OVNI, há décadas. E um dos participantes conclui: "se você espera que um dia países como os Estados Unidos e a Rússia admitam essa identificação entre o fenômeno OVNI e visitas extraterrestres, pode esperar à vontade".
Sua apresentação é sólida e impactante. Mas eles destacam que os grandes meios de comunicação não deram eco às suas declarações, exceto apresentando o caso com um tom de ironia (sempre se brinca com o que causa um medo intenso). Pode-se comparar tudo isso com a recepção que a grande imprensa francesa deu ao relatório Cometa, quando foi publicado em 1999. Seus autores, oficiais aposentados, mas todos de alto escalão, foram descritos como "velhos que tinham perdido o juízo". No entanto, ao vermos este vídeo acima, não podemos levar esses testemunhos a sério.
O que isso significa? Que hoje não podemos confiar em absoluto na "Imprensa de cima". São pessoas sob ordens ou desprovidas de juízo. Um jornalista dessa imprensa de cima é para a informação o que Bernard Henri Lévy é para a filosofia.
A grande maioria dos cientistas, em maioria dos países, e certamente na França, permanece completamente surda a interpelações como esta, assim como a manifestações como a à qual participamos em Estrasburgo. A conclusão é também que não podemos absolutamente confiar nesta "Ciência de cima", sob ordens ou desprovida de juízo.
Lembro-me, por acaso, de um artigo de Jean-Claude Charpentier, que na época era diretor do importante departamento de Ciências Físicas para a Engenharia, no CNRS, publicado em um número especial do Correio do CNRS dedicado aos relacionamentos entre os meios de pesquisa e o Exército, intitulado "Pesquisadores, precisamos conversar". Ele dizia, em substância, que o Exército não podia produzir um número de contratos de pesquisa em relação ao número de pesquisadores que desejavam colaborar. Ciência sem consciência é apenas ruína da alma. Não sei se esse ditado ainda tem sentido na ciência atual.
Onde encontrar um pensamento livre hoje em dia? Simplesmente no seio do grande público, claramente mais consciente, equipado com seu simples bom senso, mais íntegro que os oligarcas que povoam todos os setores de nossa sociedade. Diante de uma tal deserção, de uma tal irresponsabilidade de nossas "elites", sentimo-nos tragicamente sozinhos. Provavelmente sou um dos poucos cientistas de alto nível que ousa falar abertamente sobre o tema OVNI, e isso me consterna.
Diz-se que a podridão começa pela cabeça. Levanta-se a pergunta: por que chegamos a esta situação? Além disso, voltamos ao tema do "cursor".

Onde se situar entre o ceguinho, a surdez alimentada pelo abrutamento midiático em curso, e o conspiracionismo desenfreado, veiculado pela Internet?
Diria primeiro que esta palavra "conspiracionista" foi muito bem escolhida, por sua conotação negativa e ridícula, e ainda tem bons dias pela frente. Prefiro a expressão "denunciante".
Até onde se pode pensar demais?

Paul Hellyer, ex-ministro da Defesa do Canadá
É significativo que sejam pessoas relativamente idosas que liderem esta campanha contra a desinformação em curso. E com o passar do tempo, acabo por me juntar a eles, com 73 anos. Pode-se pensar que essas pessoas não têm mais nada a temer ou a perder.
Todos iremos morrer um dia. Cada vez que penso nisso, não posso deixar de lembrar a piada de Oscar Wilde:
- Sei bem que ninguém é imortal, mas esperava que, para mim, Deus fizesse uma exceção.
Se algumas pessoas idosas parecem se agarrar à vida, é por medo da morte, apreensão diante deste Grande Salto, do qual, a priori, não sabemos para onde leva. Diante deste tema, encontramos nos cientistas a mesma deserção, o mesmo negacionismo. Mais um tabu.

Circule, não há nada para ver
Eu poderia mudar minha fórmula e escrever
A ciência é um sistema organizado de tabus
Para permanecer cientificamente correto, é preciso conseguir navegar entre todo um conjunto de tabus.
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Não se preocupe com seres que vivem em outros planetas: eles não podem vir nos visitar, nem nos visitar.
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Nunca diga que aspectos da natureza o deixam perplexo; deixarão de levar você a sério. Se for o caso, invente rapidamente uma palavra para tapar a lacuna, como matéria escura, energia escura, supercordas, buraco negro gigante. Funciona sempre.
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Esforce-se para se agarrar à ideia de que é imortal, até que o coloquem em morfina. Então, essas questões não terão mais importância e você permanecerá no correto médico. É isso que importa acima de tudo.
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Se um dia você viver uma experiência que pareça sair do âmbito de uma explicação racional, esforce-se para esquecê-la o mais rápido possível. As experiências fora do corpo são apenas sonhos. Quanto às impressões de acessar vidas passadas, nem se fale!
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Se um dia você vir uma nave voando, vire-se e olhe na direção oposta. Além disso, feche os olhos, assim fica mais seguro.
-
Evite falar com um extraterrestre que você não conhece - Diga a si mesmo, como o surrealista Picabia, que há situações em que, mesmo que seja verdade, é falso.
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Apegue-se à ideia de que a ciência progride. Se pessoas lhe falarem de uma mudança de paradigma, evite-as. São comentários que só podem desestabilizar você e seu entorno, seus alunos, afastar pessoas de lhe fornecer créditos.
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A história da Terra é perfeitamente linear. Não ouça quem diz que nosso planeta poderia ter conhecido recessões sucessivas. São maus.
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Darwin para sempre. Confie no acaso, com os olhos fechados. É ele o motor da evolução. Confie nos esquemas evolutivos elaborados pelos adeptos dessa teoria. Confie no gradualismo. Não se queixe da ausência crônica de fósseis intermediários em diferentes esquemas evolutivos. Ao contrário, alegre-se por termos pelo menos alguns fósseis para estudar. Diga a si mesmo que poderia ter sido muito pior.
-
Tente convencer-se de que a consciência é um fenômeno enzimático, surgido ao longo de encontros entre biomoléculas, e que o pensamento é governado por fenômenos caóticos. Quando conseguir isso, tente convencer os outros.
etc...
O pensamento dito científico é um fantástico patchwork de incoerências.
Ser cientista é deslizar entre uma multidão de fatos incômodos. Compararia sua abordagem à de um policial municipal, pequeno funcionário zeloso, que multa carros mal estacionados, mas que tem a ordem de se afastar o mais rápido possível se, por acaso, através do vidro de um deles, visse um cadáver em decomposição.
Que estranhos são esses velhos que espalham coisas tão perturbadoras. Se você assistir a este vídeo de Paul Hellyer, com 86 anos hoje, ouvirá falar dos comentários fornecidos por um certo Wilbert Smith, sobre a perda de aeronaves durante encontros com ovnis. Surgem palavras como "gravidade diferencial", "diferencial temporal". Não sei quem é esse Wilbert Smith, nem de onde ele vem. Acredito que tenha falecido. Diante dessas palavras, não consigo associar uma teoria bem construída. Apenas conjecturas, que valem tanto quanto outras, que circulam nos corredores das academias.
http://www.youtube.com/watch?v=mR2tVJ2SRk0
Trabalho há 35 anos com um modo de propulsão pela MHD e continuo fazendo isso. Alguns talvez fiquem muito surpresos se eu lhes disser que é extremamente provável que os ovnis não usem essa tecnociência, pelo menos quando estão estacionados próximo ao solo. O que quero é aniquilar as ondas de choque ao redor de objetos imersos em correntes gasosas supersônicas, um pouco como alguém tentaria mostrar que um Airbus pode voar, construindo um modelo reduzido movido por um elástico.
De fato, um artefato pesando um bom peso (alguns, ao pousar, deixam fortes marcas no solo, o que permite frequentemente estimar sua massa em dezenas de toneladas), que se sustentasse próximo ao solo pela MHD funcionaria como um helicóptero, aspirando o ar acima de si e projetando-o para baixo. Mesmo em regime laminar, levantaria poeira.
Mas existem inúmeros relatos em que muitas pessoas estiveram muito próximas de um OVNI, até mesmo diretamente abaixo, sem sentir qualquer corrente de ar, sem que isso fizesse mover um fio de cabelo em suas cabeças ou uma única grama de grama, como no caso conhecido como "da Amarante", na França, em 1982, onde o testemunha estava a um metro e meio do objeto, que estava a um metro acima de seu gramado.
Todos os que conhecem um pouco a física matemática (fundada na ação coadjunta de um grupo dinâmico sobre seu momento) sabem que partículas de energia e massa negativas podem existir. Pior ainda, neste "mundo paralelo", este negamundo, os fótons emitidos por essas partículas de massa negativa também têm energia negativa, o que faz com que não possamos vê-los. Nem nós, nem nossos telescópios, aliás.
Mas há pior ainda. Se você está sentado na sua cadeira e não passa através dela, é porque os átomos e moléculas que constituem sua bunda interagem com os da cadeira por meio das forças eletromagnéticas, que operam por troca de fótons. Se de repente todas as partículas que o compõem tivessem sua massa mudando de sinal, essas forças eletromagnéticas "bunda-cadeira" desapareceriam. Mas a força da gravidade permaneceria.
Você dirá: "então eu passaria através da minha cadeira?"
Perdido! É o contrário. Como essas partículas de massas opostas se repelem, você acabaria sendo lançado para o teto da sala com uma aceleração de 9,81 metros por segundo. Passaria através dele, como Garou-Garou, o personagem do livro de Marcel Aymé, o Passa-Muros. Continuando seu caminho, atravessaria o sótão, o telhado e, após atravessar a atmosfera terrestre sem sofrer atrito com o ar — já que essas moléculas passariam através do seu corpo —, a Terra continuaria a repeli-lo.
Em resumo, "você cairia para cima".
Se você dispusesse de um sistema que permitisse mudar o sinal da sua massa com certa frequência, alternaria quedas para baixo e para cima. Em outras palavras, daria a impressão de não pesar mais nada, de estar em estado de antigravidade, ou de "gravitação diferencial", se quisermos.
É preciso saber, segundo o teorema de Souriau, de 1972, que inverter sua massa equivale a caminhar contra o tempo. Daí o "diferencial temporal".
- Rápido, uma aspirina...
Imagine que você esteja próximo a uma nave extraterrestre e insista em incomodá-la. Pior ainda, a curta distância, você lhe dispara uma rajada de balas ou um míssil. O que ele faria para se defender? Inverteria sua massa. Então, aos seus olhos, ele deixaria de ser visível (note que ele também deixaria de enxergar você, já que seus equipamentos de medição não poderiam mais captar seus fótons, de energia positiva). Ele deixaria também de interagir com todas as partículas de massa positiva que o cercam, e seus projéteis ou míssil passariam por ele sem que isso lhe causasse qualquer impacto.
Adicionalmente, ele "cairia para cima", repelido pela Terra, o que para ele seria um mal menor.
A isso devemos acrescentar outra coisa. Ao redor da nave há moléculas de ar, que constantemente colidem entre si e, à pressão padrão, se agitam com uma velocidade média de 400 metros por segundo, velocidade chamada de "agitação térmica". No volume onde a nave se encontrava antes da inversão de massa, ela ainda está presente, mas tornou-se "infinitamente transparente". Nada mais se encontra no caminho dessas moléculas de ar. Em outras palavras, o local onde estava a nave passa a se comportar como um vácuo, um "buraco de ar". Assim, as moléculas de ar preencherão esse vácuo, o que se acompanha de uma forte perturbação de pressão (até mesmo uma onda de choque), mais intensa quanto maior for o volume da nave, capaz de desestabilizar um avião, se estiver suficientemente próximo.
Pode ser exatamente isso que aconteceu com o capitão Mantell, em janeiro de 1948, que decolou com seu avião ao tentar se aproximar de um objeto voador não identificado esférico, cujo diâmetro ele estimava em 170 metros (precisão que parece indicar que, ao transmitir essa informação, ele estava bastante próximo).

Capitão Mantell
Não podemos culpar o piloto da nave, que, vendo aproximar-se aquele mosquito, decidiu inverter a massa do aparelho, que de repente se viu diante de uma bolha de vácuo de 640.000 metros cúbicos, preenchida pelo ar ambiente em um décimo de segundo.
Alguns leitores me lembraram da tese oficial, segundo a qual Mantell teria seguido um balão sonda. Esses realmente aumentam de volume ao subir, porque o hélio que contêm se expande. Mantell teria perdido os sentidos por falta de oxigênio. Mas ele estava a bordo de um caça. Esses levam sempre oxigênio. Olhe um piloto de caça. O que ele tem no nariz quando está no comando do avião? Uma máscara de oxigênio! O cilindro a bordo é capaz de sustentar N voos, e antes da decolagem os mecânicos verificam sistematicamente se os cilindros estão abastecidos. Nós, voadores, não temos autorização para ultrapassar 3000 metros sem que nosso planador leve um cilindro de oxigênio. É impensável que Mantell tenha decolado em um caça em risco de ficar sem oxigênio.
Vejo logo que você vai me fazer uma pergunta secundária:
- Se a nave decidir se "re-materializar" um pouco mais longe, o que acontece com as moléculas de ar que ocupam o volume onde ela vai reaparecer?
Boa pergunta. Se assumirmos que a nave tem a capacidade de inverter a massa de tudo o que está dentro dela — não da casca, mas de uma superfície imediatamente vizinha —, ela inverterá, ao passar, as massas das moléculas de ar que estavam ali. Essas, interagindo entre si pela força eletromagnética, mas não com as moléculas de ar de massa oposta, se comportarão como uma bolha de gás solta no vácuo e, ao mesmo tempo, repelida pela Terra.
Assim, quando você vê um vídeo onde um velhinho parece estar completamente fora de si, talvez haja algo de verdade por trás.
Se decidirmos que Paul Hellyer não é um idoso com a mente enfraquecida, e se assumirmos que, ao dizer tais coisas, ele tem boas razões para fazê-lo, então suas palavras têm motivos para nos preocupar seriamente. É preciso ser cego e surdo para não perceber que, em nosso mundo absurdo, a grande maioria dos humanos anda de cabeça para baixo, que seus líderes precisam ser encerrados urgentemente e que os cientistas da Terra se comportam como crianças de três anos brincando com granadas defensivas. Além disso, a paranoia está por toda parte, cada um vendo no outro um inimigo potencial.
Voltando à vídeo anterior, é abordado o que aconteceria se os humanos fossem subitamente confrontados com uma prova irrefutável da existência de extraterrestres em seu solo.
No livro que eu tinha impresso, mas cujo tiragem esgotou, "OVNI, a Mensagem", considerei uma maneira de atenuar o choque, pelo menos assim acho. Resumindo de forma geral, observando fenomenologicamente que, por meio de sua evolução, o Vivo se complexifica e amplia seu campo de relações. Assim, faço a hipótese de que isso é uma ideia fixa em escala cósmica. No contexto de uma evolução puramente biológica, é difícil imaginar como um pássaro poderia surgir com asas grandes o suficiente para cobrir o pacote de anos-luz que nos separa de nossos vizinhos imediatos. O "tudo biológico" não é a solução.
Portanto, é preciso considerar uma "solução tecnológica". É preciso que uma espécie adquira a capacidade de desenvolver tecnologia. Daí o Homo rerectus, o homo faber, o homo sapiens, o homo nuclearis, etc.
Mas essa tecnologia apresenta riscos hipertélicos, de superação de finalidade. Pode se voltar, de forma colateral, como dizemos hoje, contra quem a manipula e não entende para que ela realmente serve: produzir, no fim das contas, navios para ir visitar os amigos. Para continuar a expansão do campo de relações.
Assim, o ser humano, já que precisamos chamá-lo pelo nome, precisa de um atributo comportamental que o permita refletir sobre as consequências de suas ações.
É isso que chamamos de consciência moral e, em larga escala, de ecologia.
Estou bastante de acordo com um dos participantes quando diz que esses seres que nos observam se importam profundamente conosco. O que lhes interessa é nosso planeta e todo o seu biótopo, que estamos sujando a uma velocidade vertiginosa como verdadeiros roedores. Não para conquistá-lo, mas porque nos veem a dois dedos de torná-lo inviável por algum tempo, após um alegre holocausto nuclear generalizado.

Se os humanos compreendessem algo assim, um contato seria possível. Mas essa consciência os faria questionar todos os seus esquemas, em todos os domínios: sua ciência, suas crenças e, por fim, suas religiões, que podem ser visões kaleidoscópicas de uma mesma realidade metafísica, possivelmente local, do tipo "criamos nossos deuses e nossos deuses nos criam".
Um programa inteiro. Os esotéricos dizem que "o que está em cima é como o que está embaixo". Sem querer desencorajá-lo, nosso além pode ser tão caótico quanto nosso aqui e agora.
Não toque no meu egregor.
Bem, terminei esta página. Antes de voltar ao livro, vou fazer uma pequena viagem fora do corpo, isso vai me relaxar.
A resposta negativa do Sr. Yvan Blanc, responsável pelo Geipan, ao convite que o Sr. Padrines e eu lhe fizemos para participar deste colóquio. Link
****Antes que desapareça da internet
Esta página anunciava o colóquio (16-17 de outubro de 2010)
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